Piloto dos EUA é resgatado após caça ser abatido no Irã

Operação mobilizou forças especiais, agentes de inteligência e aeronaves de apoio em uma região montanhosa controlada por forças iranianas

Da
Redação
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Forças americanas mobilizaram uma operação de busca e salvamento após a queda de um F-15E no Irã.
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O resgate de um oficial americano de sistemas de armas mobilizou forças especiais, agentes de inteligência e aeronaves militares depois que o F-15E Strike Eagle em que ele estava foi abatido no Irã, em 3 de abril. Ferido, o militar passou mais de um dia escondido em uma fenda nas montanhas, atrás das linhas inimigas, enquanto tentava evitar a captura.

Segundo autoridades dos Estados Unidos, o oficial subiu até o topo de uma montanha a 2.100 metros de altitude. Ele carregava apenas uma pistola, um rádio e um transmissor de localização. Enquanto isso, equipes americanas organizaram uma operação para encontrá-lo e retirá-lo da área.

O caça caiu em território iraniano

O F-15E Strike Eagle foi abatido no início de abril, segundo o relato apresentado no material. O piloto foi localizado rapidamente, mas o oficial de sistemas de armas permaneceu desaparecido por mais tempo.

A queda transformou a localização do militar em prioridade para a Casa Branca e o Pentágono. O resgate só foi confirmado depois da conclusão de uma segunda missão, descrita como mais longa e complexa.

O oficial permaneceu por mais de um dia escondido nas montanhas, armado apenas com uma pistola, um rádio e um transmissor de localização.

Forças especiais avançaram pelas montanhas

Uma equipe de comandos americanos avançou até a região onde o militar estava escondido. Aeronaves lançaram bombas para abrir caminho durante a operação e apoiar o deslocamento das equipes em terra.

Se você estiver vivo, é treinado para se comunicar com as equipes de busca e resgate que você sabe que vão chegar.”

Amy McGrath, ex-piloto da Marinha americana

Autoridades americanas afirmaram que centenas de militares e agentes de inteligência participaram da missão. O grupo incluiu forças especiais e operativos da CIA, que recorreram a estratégias de distração para tentar despistar possíveis capturadores iranianos.

A operação também enfrentou danos em duas aeronaves das forças especiais. De acordo com o relato, os aviões precisaram ser destruídos no solo durante a missão.

O militar usou treinamento de sobrevivência

A ex-piloto da Marinha americana Amy McGrath afirmou que integrantes de um jato de caça abatido passam por treinamento de sobrevivência. Esse preparo inclui procedimentos para comunicação com as equipes responsáveis pela busca e pelo resgate.

McGrath também descreveu a ejeção de uma aeronave como um processo muito violento para o corpo. Na avaliação dela, a possibilidade de estabelecer contato depois da queda é parte central da preparação dos pilotos militares.

Sobre a queda em território iraniano, a ex-piloto destacou a dificuldade de operar em uma área extensa e sem clareza sobre a posição da população local em relação aos sobreviventes.

Casa Branca confirmou o resgate

Donald Trump acompanhou a missão da Casa Branca e anunciou o desfecho em uma publicação nas redes sociais. Ele classificou a operação como uma das mais ousadas da história militar dos Estados Unidos.

O anúncio ocorreu após a conclusão da segunda missão, quando as forças americanas conseguiram retirar o oficial da região montanhosa. A confirmação encerrou a busca pelo integrante da tripulação que ainda não havia sido localizado.

O caso combinou uma operação de sobrevivência individual com uma ação militar de grande escala. Além do deslocamento dos comandos, a missão envolveu apoio aéreo, inteligência e medidas de distração para reduzir o risco de captura.

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