Incêndio ameaça cidade turística na Colômbia e já atinge 338 hectares

Fogo avança em área montanhosa de Villa de Leyva, força evacuações preventivas e mobiliza centenas de agentes e voluntários

Da
Redação
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Fogo avança pelo cerro San Marcos, próximo à cidade turística de Villa de LeyvaLuis Lizarazo/AFP
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Um incêndio florestal de grandes proporções avança sobre áreas montanhosas próximas a Villa de Leyva, uma das cidades turísticas mais conhecidas da Colômbia, no departamento de Boyacá. O fogo começou no sábado, 19 de setembro, no cerro San Marcos e já atingiu cerca de 338 hectares, segundo o balanço mais recente da administração local.

As chamas chegaram a áreas próximas de hotéis e propriedades rurais, enquanto autoridades mantêm operações por terra e pelo ar para conter os focos ativos. Villa de Leyva declarou estado de calamidade pública e suspendeu as aulas presenciais nesta segunda-feira, 21.

O município, localizado a cerca de 160 quilômetros de Bogotá, é conhecido pela arquitetura colonial, pelas ruas de pedra e pela praça central. A cidade recebe mais de um milhão de visitantes por ano e está entre os principais destinos turísticos da região andina colombiana.

Incêndio já atinge 338 hectares

O balanço atualizado nesta segunda-feira elevou para aproximadamente 338 hectares a área afetada pelo fogo. No domingo, estimativas oficiais haviam apontado 273 hectares queimados, indicando avanço relevante durante a noite e a madrugada.

Os focos mais difíceis permanecem em áreas de terreno íngreme e de acesso limitado, especialmente nas partes mais altas do cerro San Marcos. As condições obrigaram as equipes a combinar combate terrestre com lançamentos de água por helicópteros.

Ventos fortes dificultaram o trabalho dos brigadistas e provocaram reativações em pontos que já haviam sido parcialmente controlados. A estratégia passou a priorizar os setores com maior risco de propagação para áreas habitadas.

A causa do incêndio ainda está sob investigação. O ministro do Meio Ambiente da Colômbia afirmou que existe a possibilidade de o fogo ter sido provocado deliberadamente, hipótese que ainda precisa ser confirmada.

Operação mobiliza centenas de pessoas

Mais de 250 integrantes de organismos de socorro atuam diretamente no combate, com apoio de cerca de uma centena de voluntários. Equipes da Cruz Vermelha, Defesa Civil e bombeiros de diferentes municípios foram enviadas à região.

Quatro aeronaves participam da operação, entre helicópteros do governo de Boyacá e das Forças Armadas. No domingo, as missões aéreas realizaram dezenas de lançamentos de água sobre os pontos mais intensos.

Autoridades locais também pediram reforços ao governo nacional, incluindo mais aeronaves, maquinário e pessoal especializado para ampliar a capacidade de resposta.

Hotéis tiveram evacuações preventivas

Com a aproximação das chamas de áreas ocupadas, hóspedes de estabelecimentos na encosta foram retirados preventivamente. Em pelo menos um hotel, cerca de 20 pessoas deixaram o local enquanto o fogo avançava pela vegetação próxima.

Algumas estruturas rurais e telhados de cabanas também foram alcançados pelas chamas, embora não haja, até o momento, balanço oficial indicando mortes provocadas pelo incêndio.

A prefeitura suspendeu as aulas presenciais nesta segunda-feira e pediu que moradores permaneçam em casa quando possível, evitem circular nas áreas de emergência e acompanhem apenas comunicados oficiais.

Seca amplia risco na região andina

A Colômbia enfrenta uma temporada de incêndios agravada por condições secas e temperaturas elevadas associadas ao fenômeno El Niño. Villa de Leyva já havia aparecido em alertas de ameaça alta para incêndios de cobertura vegetal emitidos pelo sistema nacional de gestão de riscos.

Além da vegetação destruída, autoridades ambientais avaliam impactos sobre fauna, fontes de água e ecossistemas estratégicos próximos. A Corpoboyacá mantém equipes na área para acompanhar danos e resgatar animais afetados quando necessário.

Vamos mobilizar todos os recursos do Estado para combater este incêndio e proteger seus habitantes, seu patrimônio e sua riqueza natural”.

Abelardo de la Espriella, presidente da Colômbia

O governo de Boyacá informou nesta segunda-feira que o combate continua concentrado nos focos de maior complexidade. O posto de comando unificado permanece ativo e novas avaliações aéreas são usadas para redefinir as frentes de trabalho ao longo do dia.

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