Coreia do Norte testa novo sistema de armas sob supervisão de Kim

Pyongyang fala em tecnologia militar “ultramoderna”; Coreia do Sul havia detectado dois mísseis balísticos de curto alcance

Da
Redação
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O líder norte-coreano Kim Jong Un, em Pyongyang, Coreia do Norte10 de dezembro de 2025KCNA via REUTERS
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A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira, 21 de setembro, ter testado com sucesso um novo sistema de armas sob supervisão do líder Kim Jong-un. A mídia estatal afirmou que a demonstração envolveu tecnologia de defesa “ultramoderna” e representou avanço na modernização das forças armadas do país.

O relatório oficial não identificou o tipo exato de arma testada. No domingo, porém, as Forças Armadas da Coreia do Sul haviam detectado o lançamento de dois mísseis balísticos de curto alcance a partir da região de Wonsan, na costa leste norte-coreana.

Segundo autoridades sul-coreanas, os projéteis percorreram centenas de quilômetros antes de cair no mar. O teste ocorreu em meio a uma nova rodada de tensões entre Pyongyang, Washington, Seul e Tóquio.

Kim acompanha novo teste militar

A agência estatal KCNA informou que Kim Jong-un acompanhou pessoalmente a atividade conduzida pela Administração de Mísseis da Coreia do Norte. O governo apresentou o teste como parte de um esforço para atualizar capacidades de combate.

Kim afirmou, segundo a mídia estatal, que o exercício demonstrou progresso no desenvolvimento de tecnologia militar avançada. A declaração foi divulgada sem detalhes sobre alcance, ogiva, plataforma de lançamento ou finalidade operacional do sistema.

A falta de informações técnicas impede confirmar se o anúncio norte-coreano corresponde diretamente aos dois lançamentos detectados pela Coreia do Sul no domingo. Autoridades em Seul, contudo, acompanham os episódios dentro do mesmo contexto de aumento da atividade militar de Pyongyang.

A Coreia do Norte costuma divulgar testes de armamentos depois de lançamentos detectados por países vizinhos, muitas vezes acompanhados de fotografias e declarações de Kim sobre modernização das forças armadas.

Coreia do Sul detecta dois mísseis

O Estado-Maior Conjunto sul-coreano informou que dois mísseis balísticos de curto alcance foram lançados em direção ao mar a partir da costa leste da Coreia do Norte. Um percorreu cerca de 450 quilômetros e o outro mais de 600 quilômetros, segundo dados divulgados por Seul.

O Japão também acompanhou os lançamentos e reforçou a vigilância na região. Não houve relato de danos a embarcações ou territórios após os disparos.

As autoridades sul-coreanas mantêm coordenação com Estados Unidos e Japão para compartilhar dados de rastreamento e avaliar características dos projéteis lançados.

Pyongyang acusa EUA de elevar tensões

Nos dias anteriores ao teste, autoridades norte-coreanas criticaram exercícios militares conduzidos pelos Estados Unidos e aliados na região. Pyongyang classifica essas atividades como ameaça à sua segurança e costuma usá-las como justificativa para novos testes.

Washington e Seul afirmam que seus exercícios têm caráter defensivo e servem para manter prontidão diante do programa nuclear e de mísseis norte-coreano. As negociações diplomáticas sobre desnuclearização permanecem paralisadas.

Kim Jong-un tem reiterado que pretende ampliar capacidades nucleares e convencionais do país. Nos últimos anos, a Coreia do Norte também aprofundou relações militares e políticas com Rússia e China.

EUA, Japão e Coreia do Sul reforçam coordenação

Os ministros das Relações Exteriores de Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul se reuniram nesta segunda-feira em Nova York, à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas.

Os três governos afirmaram que pretendem manter coordenação estreita sobre segurança, estabilidade regional e o programa nuclear norte-coreano. A reunião ocorreu um dia depois dos lançamentos detectados pela Coreia do Sul.

O novo episódio mantém a Península Coreana em nível elevado de tensão militar. Sem detalhes técnicos independentes sobre o sistema anunciado por Pyongyang, a avaliação do alcance real do teste dependerá de novos dados divulgados pelos países que monitoraram os lançamentos.

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