O preço médio do diesel nos Estados Unidos atingiu nesta segunda-feira, 21 de setembro, um novo recorde nacional de US$ 6,5107 por galão, segundo a American Automobile Association (AAA). O combustível ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 6,50 na média do país.
O valor avançou em relação aos US$ 6,5050 registrados no domingo e ficou 28,06 centavos acima da média de uma semana atrás. Na comparação com 21 de agosto, a alta acumulada é de quase US$ 0,94 por galão.
A escalada ocorre em meio a preços elevados do petróleo e a um mercado global apertado para destilados. A Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) atribui a pressão recente à combinação entre petróleo caro, margens elevadas de refino e oferta restrita de diesel.
Diesel supera US$ 6,50 por galão
A média nacional de US$ 6,5107 é a maior já registrada pela AAA para o diesel rodoviário. O recorde anterior vinha sendo renovado nos últimos dias conforme o combustível avançava acima dos níveis observados em 2022.
Há um mês, a média estava em US$ 5,5764 por galão. Há um ano, o valor era de US$ 3,6958, o que evidencia a intensidade da alta em um período relativamente curto.
A gasolina comum também está cara, mas permanece bem abaixo do diesel. Nesta segunda-feira, a média nacional da gasolina regular era de US$ 4,4786 por galão.
A diferença entre os dois combustíveis chegou, portanto, a pouco mais de US$ 2 por galão. A EIA observa que o diesel costuma custar mais que a gasolina nos Estados Unidos desde 2004, por fatores como demanda internacional, custos de refino e impostos federais mais altos.
Alta acelerou nas últimas semanas
Os dados diários da AAA mostram que a pressão se intensificou em setembro. Em apenas uma semana, a média nacional do diesel subiu de US$ 6,2301 para US$ 6,5107.
| Diesel dispara nos EUA | |
|---|---|
| Referência | Preço por galão |
| 21 de setembro | US$ 6,5107 |
| 20 de setembro | US$ 6,5050 |
| Há uma semana | US$ 6,2301 |
| Há um mês | US$ 5,5764 |
| Há um ano | US$ 3,6958 |
Os preços variam de forma significativa entre os estados. Na Califórnia, por exemplo, o diesel chegou a uma média de US$ 8,4208 por galão nesta segunda-feira, uma das mais altas do país.
Em Indiana, a média alcançou US$ 6,8165, enquanto no Alasca ficou em US$ 6,6653. Essas diferenças refletem impostos locais, custos de transporte, disponibilidade regional e condições específicas de oferta.
Petróleo e refino pressionam valores
A EIA afirma que o custo do petróleo bruto é normalmente o maior componente do preço final do diesel. Entre 2004 e 2025, respondeu em média por cerca de 51% do preço de varejo do combustível.
O órgão acrescenta que margens de refino elevadas também têm contribuído para a escalada recente. O chamado “crack spread”, indicador usado para medir a diferença entre o preço do petróleo e o valor dos derivados refinados, permanece alto para o diesel.
A AAA também vem associando a alta dos combustíveis à permanência do petróleo em patamares elevados. Na semana passada, a entidade apontou o barril próximo de US$ 100 em meio à volatilidade nas rotas de energia do Oriente Médio.
Transporte sente efeito direto
O diesel tem peso especialmente grande na economia americana porque abastece caminhões, trens, máquinas agrícolas e equipamentos de construção. Segundo a EIA, o setor de transportes consumiu cerca de 123 milhões de galões de destilados por dia em 2025.
Caminhões movidos a diesel transportam uma parcela relevante dos produtos consumidos no país, o que faz com que altas persistentes do combustível possam pressionar custos de frete, produção e distribuição.
Além do preço do petróleo e das margens de refino, impostos também pesam na bomba. O imposto federal sobre o diesel rodoviário é de 24,4 centavos por galão, enquanto taxas estaduais e locais variam conforme a região.


