Donald Trump minimizou nesta sexta-feira (4) o conflito militar entre os Estados Unidos e o Irã, que já dura seis meses, segundo o governo americano. O presidente afirmou que o confronto é “insignificante” e disse que não há combates em andamento.
A declaração ocorre após os Estados Unidos informarem ataques contra quase 60 alvos militares nas proximidades do Estreito de Ormuz. O conflito provocou alta nos preços dos combustíveis e deixou 18 militares americanos mortos, de acordo com as informações divulgadas pelo governo dos EUA.
Trump reduz dimensão do conflito
Em conversa com repórteres no Salão Oval, Trump afirmou que prefere chamar o episódio de “conflito militar”, e não de guerra. Segundo ele, as ações ocorrem de maneira intermitente e não representam um combate contínuo.
O presidente também disse que os Estados Unidos não estariam lutando no momento. A avaliação contrasta com os ataques recentes relatados por Washington e com a sequência de ações militares na região do Estreito de Ormuz.
Na quinta-feira (3), o vice-presidente JD Vance havia defendido uma posição semelhante. Ele afirmou que o confronto não deveria ser chamado de guerra porque as principais operações de combate terminaram meses atrás.
EUA atacam alvos perto do estreito
Os Estados Unidos informaram ter atingido quase 60 alvos militares nas imediações do Estreito de Ormuz nesta semana. A operação ocorreu ao mesmo tempo que navios eram escoltados pela passagem marítima.
Muita gente não chama isso de guerra. Eu chamo de conflito militar porque, para nós, é algo insignificante.”
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos
Entre os alvos citados estão instalações de defesa aérea, sistemas de radar, ativos navais, estruturas relacionadas ao lançamento de minas e centros de comunicação.
O Estreito de Ormuz é tratado pelo governo americano como uma área estratégica para a circulação marítima. Trump, no entanto, afirmou que novas rotas e oleodutos poderiam reduzir a importância da passagem.
Washington pressiona o Irã financeiramente
O governo dos Estados Unidos havia sinalizado uma mudança de estratégia, deixando de priorizar operações militares para concentrar esforços em medidas financeiras contra o Irã.
A política inclui sanções contra parceiros comerciais de Teerã. Até o momento, porém, os Estados Unidos evitaram punir a China, apontada como a principal tábua de salvação econômica do governo iraniano.
Trump minimizou a participação chinesa no conflito e afirmou que Pequim poderia estar muito mais envolvida. O presidente americano planeja receber o líder chinês Xi Jinping para uma visita de Estado neste mês.
Trump admite novo ataque nuclear
Além de comentar a intensidade do confronto, Trump levantou a possibilidade de uma nova operação militar contra uma suposta instalação nuclear iraniana ao sul de Teerã.
O presidente mencionou a instalação subterrânea conhecida como Pickaxe. Segundo a avaliação citada por ele, o Irã teria transferido parte de seu estoque de urânio altamente enriquecido para o local.
Trump afirmou que os Estados Unidos poderiam atacar a instalação em breve. Ainda assim, voltou a dizer que o episódio não deveria ser classificado como guerra e declarou que o mais importante seria o “sucesso tremendo” obtido pelos americanos.


