Toky nomeia novo conselheiro sob pressão de acionistas minoritários

João Pedro Maya assume interinamente após renúncia de André Felipe Rosado França; decisão ainda precisará ser ratificada em assembleia.

Da
Redação
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Toky elegeu João Pedro Maya para vaga interina no conselho de administração.Tok&Stok/Divulgação
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A Toky elegeu João Pedro Maya, de forma interina, para ocupar uma vaga de membro independente no conselho de administração. A mudança foi comunicada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ocorre enquanto a companhia está em recuperação judicial.

Maya substitui André Felipe Rosado França, cuja renúncia foi anunciada ao mercado em 31 de agosto. Conforme o estatuto social da empresa, a primeira assembleia geral realizada após a nomeação deverá decidir sobre a ratificação da escolha.

Maya ocupa vaga interina

A eleição de João Pedro Maya atende à vacância aberta no conselho de administração após a saída de André Felipe Rosado França. A Toky classificou Maya como membro independente do colegiado.

A nomeação tem caráter interino. Portanto, ela não encerra o procedimento societário previsto para a ocupação da vaga, já que os acionistas deverão analisar a indicação na próxima assembleia geral convocada depois da eleição.

O comunicado enviado à CVM informa que a ratificação seguirá a regra estabelecida no estatuto da companhia. Assim, a permanência de Maya no cargo depende dessa deliberação dos acionistas.

Assembleia deverá ratificar escolha

A primeira assembleia geral posterior à nomeação terá entre seus pontos a ratificação de João Pedro Maya no conselho. A previsão decorre do estatuto social da Toky.

Esse rito coloca os acionistas no centro da confirmação da nova composição do colegiado. Ao mesmo tempo, a eleição interina permite o preenchimento imediato da vaga deixada pela renúncia anunciada em agosto.

Não há, no material divulgado, informação sobre a data dessa assembleia. A companhia comunicou apenas que a apreciação ocorrerá na primeira reunião geral realizada após a nomeação.

Minoritários pedem AGE

A substituição no conselho acontece em meio a questionamentos de acionistas minoritários sobre a composição e a atuação do órgão de administração da Toky. A empresa passa por recuperação judicial.

Um grupo que afirma representar 6,11% do capital social solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária, a AGE. Entre os temas propostos está a eleição do conselho de administração.

O pedido também inclui discussões sobre mudanças no capital autorizado da companhia. Além disso, os minoritários querem debater uma eventual responsabilização de administradores.

Estrutura acionária entra no debate

Parte dos acionistas minoritários também questiona a estrutura acionária da Toky. O debate envolve a atuação de acionistas relevantes da companhia.

Esses investidores defendem a realização de uma oferta pública de aquisição de ações, conhecida pela sigla OPA. O argumento apresentado por eles é o de que haveria atuação coordenada entre acionistas relevantes.

A eleição interina para o conselho e os pedidos dos minoritários tratam de frentes distintas, mas se inserem no mesmo cenário societário da empresa. A próxima assembleia geral terá papel definido na confirmação do novo conselheiro.

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