Paramount fecha acordo com estados e avança na compra da Warner Bros.

Acerto com Califórnia e outros 11 estados reduz obstáculo antitruste à aquisição de cerca de US$ 110 bilhões

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Redação
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Acordo abre caminho para uma das maiores fusões da história de Hollywood —Bloomberg
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A Paramount Skydance chegou a um acordo com a Califórnia e outros 11 estados dos Estados Unidos que haviam processado a companhia para tentar bloquear a aquisição da Warner Bros. Discovery. O acerto remove um dos principais obstáculos jurídicos à operação, avaliada em cerca de US$ 110 bilhões, segundo a Reuters.

O acordo foi fechado após negociações durante o fim de semana. A coalizão de procuradores-gerais estaduais havia ajuizado a ação em julho, argumentando que a combinação reduziria a concorrência na distribuição de filmes para cinemas e no licenciamento de canais de televisão por assinatura.

A Paramount e a Warner não haviam comentado publicamente os termos completos no momento das primeiras informações. O acerto ainda passa por etapas processuais, mas reduz de forma significativa o risco de uma disputa antitruste prolongada com os estados.

Acordo encerra frente estadual

A ação era liderada pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, e reunia 12 estados. O processo buscava impedir a união de dois grandes grupos de entretenimento sob o argumento de que a operação poderia aumentar a concentração em segmentos de cinema e televisão.

Com o acordo, os estados deixam de representar um bloqueio imediato à conclusão da compra. A transação já havia recebido autorizações antitruste em outras jurisdições, incluindo União Europeia e Reino Unido.

A operação reunirá dois grandes estúdios de Hollywood, serviços de streaming e redes de televisão. Entre os ativos envolvidos estão Paramount+, HBO Max, CBS e CNN.

A conclusão do negócio ainda depende do cumprimento das condições previstas no acordo e das etapas finais de fechamento entre as empresas.

Compromissos incluem filmes e jornalismo

Segundo fonte ouvida pela Reuters, o acordo estabelece a criação de conselhos editoriais independentes para CNN e CBS. A medida foi incluída para responder a preocupações sobre autonomia das operações jornalísticas depois da fusão.

Outro compromisso prevê o lançamento de 30 filmes por ano. Para cada produção abaixo dessa meta, a Paramount poderá enfrentar penalidade de US$ 30 milhões, de acordo com os termos relatados.

Durante as negociações, também foram discutidos investimentos em produção na Califórnia e garantias relacionadas à manutenção de ativos de estúdio. Nem todas as condições debatidas previamente foram confirmadas como parte do acordo final divulgado por fontes.

Compra vale cerca de US$ 110 bilhões

A aquisição da Warner Bros. Discovery está entre as maiores operações recentes do setor de mídia e entretenimento. A combinação colocará sob o mesmo controlador catálogos extensos de cinema, plataformas de streaming e canais de televisão.

O negócio provocou oposição de entidades e grupos que apontam riscos de redução de competição, empregos e diversidade de produção. A Writers Guild of America também contestou a transação, sustentando que a concentração pode pressionar salários e reduzir oportunidades para roteiristas.

A Paramount argumenta que a escala combinada fortalece sua capacidade de competir com grandes plataformas globais de entretenimento e tecnologia.

Prazo pressionava as negociações

O acordo com os estados também reduz uma pressão financeira importante. Pelos termos da transação, a Paramount teria de pagar cerca de US$ 7 milhões por dia aos acionistas da Warner Bros. Discovery se o fechamento ultrapassasse 30 de setembro.

As ações das duas companhias subiram após a notícia sobre o acerto. A reação refletiu a percepção de que a solução da disputa estadual aumenta a possibilidade de conclusão da operação.

Mesmo com o acordo, a integração das empresas deverá ser acompanhada de perto por reguladores, sindicatos e investidores, principalmente em temas relacionados a produção audiovisual, emprego e independência editorial.

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