Moraes vota por manter condenação de Eduardo Bolsonaro no STF

Primeira Turma analisa em plenário virtual recurso da Defensoria Pública da União sobre o cálculo da pena de 4 anos e dois meses.

Da
Redação
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A Primeira Turma do STF analisa recurso contra o cálculo da pena aplicada a Eduardo Bolsonaro.
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O ministro Alexandre de Moraes votou nesta sexta-feira (11) para manter a condenação de Eduardo Bolsonaro a 4 anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. O caso está sob análise da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O colegiado julga, em plenário virtual, um recurso apresentado pela Defensoria Pública da União (DPU) contra o cálculo da pena definido anteriormente. O voto de Moraes trata da preservação da condenação e da dosimetria fixada pela Turma.

Moraes defende manutenção da pena

O voto apresentado por Alexandre de Moraes é favorável à manutenção da condenação de Eduardo Bolsonaro. A pena estabelecida é de 4 anos e dois meses.

A condenação se refere ao crime de coação no curso do processo. A Primeira Turma já havia definido tanto a responsabilização quanto o tempo de pena aplicado ao deputado.

Agora, os ministros analisam o recurso que questiona o cálculo usado pelo colegiado. Moraes se posicionou pela preservação da decisão anterior.

Primeira Turma julga recurso virtualmente

O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Nessa modalidade, os ministros registram seus votos no sistema eletrônico da Corte.

A DPU apresentou o recurso em análise contra a dosimetria da pena. Portanto, o ponto submetido novamente aos ministros é o cálculo que resultou nos 4 anos e dois meses de condenação.

O voto de Moraes inaugura a posição pública informada sobre esse recurso. A definição do resultado depende da manifestação dos demais integrantes da Turma.

Condenação envolve atuação nos Estados Unidos

Segundo o entendimento que levou à condenação, Eduardo Bolsonaro atuou junto a autoridades dos Estados Unidos. Entre os contatos citados está o presidente Donald Trump.

A atuação teria buscado pressionar pela aplicação de sanções contra ministros do STF e contra o Brasil. Esse é o núcleo dos fatos associados à condenação por coação no curso do processo.

De acordo com a decisão mencionada no julgamento, a iniciativa buscava beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Eduardo Bolsonaro. O caso, assim, relaciona a atuação no exterior ao processo analisado pelo Supremo.

Recurso discute cálculo definido pelo STF

O recurso da DPU não altera, por si só, o voto de Moraes pela manutenção da condenação. A defesa pública contesta especificamente o cálculo da pena estabelecido pela Primeira Turma.

A dosimetria é a etapa em que o tribunal fixa o tempo de pena após a condenação. Neste caso, o cálculo definido pelo colegiado chegou a 4 anos e dois meses.

Com a análise virtual em curso, a Primeira Turma decidirá se acolhe ou rejeita a contestação apresentada. O voto de Moraes indica a defesa da pena tal como foi fixada.

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