O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou na segunda-feira (7), em Havana, que o país não mantém negociações em curso com os Estados Unidos nem tem uma agenda prevista para futuras tratativas. Segundo ele, o governo cubano continua disponível para contatos, mas não houve avanços.
Na entrevista coletiva, Rodríguez criticou o embargo comercial e outras sanções dos EUA. Ele atribuiu às medidas americanas perdas econômicas, restrições energéticas e apagões que, segundo sua versão, afetam diretamente a população da ilha.
Cuba nega negociações com os EUA
Rodríguez declarou que não existe uma mesa de diálogo ativa entre Havana e Washington. A afirmação ocorre em meio a uma relação historicamente marcada por sanções dos Estados Unidos contra Cuba e por divergências políticas entre os dois governos.
O chanceler afirmou, contudo, que Cuba permanece aberta a manter contatos. A declaração não detalhou quais canais poderiam ser usados nem apontou uma data para uma eventual retomada de conversas.
Até o momento citado no material, o Departamento de Estado dos EUA não havia respondido a um pedido de comentário sobre as declarações do ministro cubano. Portanto, não há, no material disponível, uma posição atualizada de Washington sobre a inexistência de negociações.
Chanceler atribui perdas às sanções
Segundo Rodríguez, as medidas dos EUA causaram prejuízos superiores a US$ 8 bilhões à economia cubana no último ano. Ele também disse que o impacto teria crescido 7% em 2025, na comparação com o ano anterior.
Esses números foram apresentados pelo governo cubano durante a coletiva e não vêm acompanhados, no material fornecido, de metodologia ou documentação que permita verificá-los de forma independente. Por isso, os valores devem ser entendidos como estimativas atribuídas a Havana.
O diplomata classificou a política americana como um bloqueio e sustentou que suas consequências não se limitam ao governo. Na avaliação dele, as restrições alcançam o cotidiano dos moradores do país.
Restrições de petróleo agravam apagões
Rodríguez afirmou que a situação financeira e energética se agravou nos primeiros meses de 2026 após o que descreveu como um bloqueio de petróleo imposto pelo governo de Donald Trump. Segundo o chanceler, a medida reduziu fortemente a produção e levou a interrupções prolongadas no fornecimento de eletricidade.
Em sua fala, o ministro relatou que parte da população teria enfrentado meses com apenas duas ou três horas de energia por dia, ou menos. Ele relacionou a escassez elétrica à perda de alimentos, ao calor e às dificuldades para estudantes realizarem tarefas escolares.
A reportagem que originou a pauta informou que os EUA consideram o governo cubano uma ameaça à segurança nacional. Em manifestações anteriores, Washington defendeu o endurecimento das sanções como forma de pressionar por mudanças no governo comunista, acusado pela administração Trump de restringir direitos econômicos e humanos dos cubanos.
Alertas citam risco à saúde na ilha
De acordo com o material fornecido, a ONU classificou as sanções adotadas por Trump e as restrições a recursos energéticos como violações do direito internacional. A informação é apresentada no contexto das críticas feitas pelo governo cubano às políticas dos Estados Unidos.
O texto também relata que, em agosto, especialistas da ONU alertaram para o risco crescente de surtos de doenças em Cuba à medida que as sanções se intensificam. Não foram detalhados, porém, os nomes dos especialistas, o documento ou os parâmetros desse alerta.
Além disso, os EUA teriam emitido um alerta sanitário sobre aumento de doenças intestinais e diarreia associado a falhas no abastecimento de água e eletricidade em Cuba. As declarações do chanceler inserem a crise energética e seus possíveis efeitos sociais e de saúde no centro do impasse entre os dois países.


