Irã ameaça retaliar novos ataques dos EUA e cita risco a petróleo e gás

Declarações iranianas elevam a tensão no Golfo Pérsico, enquanto as restrições no Estreito de Ormuz reduzem a circulação de navios.

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
5 min leitura
A escalada entre Irã e Estados Unidos pressiona a navegação e o transporte de energia no Estreito de Ormuz.Reprodução
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

O Irã ameaçou retaliar qualquer novo ataque dos Estados Unidos e afirmou que ativos de petróleo e gás no Golfo Pérsico estão vulneráveis. As declarações foram feitas na segunda-feira (7), em meio à troca de hostilidades entre os dois países e às restrições iranianas ao tráfego no Estreito de Ormuz.

A escalada importa para o mercado de energia porque Ormuz é uma rota central para o transporte global de petróleo e gás. Após ofensivas contra embarcações no fim de semana, os preços do petróleo alcançaram na segunda-feira os maiores níveis em seis semanas, segundo o material que originou a pauta.

Irã promete responder a ataques

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que Teerã reagirá se os Estados Unidos voltarem a atingir ativos do país. Ele associou a advertência à capacidade iraniana de atacar bases militares americanas na região durante o conflito.

Além disso, o principal negociador do Irã, não identificado no material, escreveu na rede X que a cadeia de produção de petróleo e gás no Golfo é ampla e está ao alcance de ataques. A mensagem incluiu empresas americanas que atuam em águas e instalações da região.

As manifestações iranianas vieram após um alerta do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, sobre a fragilidade da frota de petroleiros iranianos. O material, porém, não detalha quando ou onde essa declaração do integrante do governo americano foi feita.

Confrontos atingem embarcações

Forças dos Estados Unidos atacaram três petroleiros iranianos no sábado (5), de acordo com o relato. Um dos navios estava próximo à Ilha de Kharg, apontada como o principal centro de exportação de petróleo do Irã.

Ataquem nossos ativos e serão atacados. Já provamos isso.”

Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano

A ação americana ocorreu depois de ataques da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã contra navios de guerra dos Estados Unidos na região. Dessa forma, as ameaças públicas passaram a se somar a confrontos diretos envolvendo embarcações.

O material afirma que o Irã demonstrou capacidade para atingir interesses americanos em países vizinhos e para interromper o fluxo de petróleo por Ormuz. Não há, no entanto, detalhes adicionais sobre os danos, vítimas ou a extensão operacional dos ataques citados.

Ormuz sofre restrições de tráfego

O Irã restringe a passagem pelo Estreito de Ormuz desde o início do conflito com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, segundo a reportagem que disparou a pauta. A via marítima liga o Golfo a rotas usadas no abastecimento internacional de energia.

Mohsen Rezaei, descrito como autoridade sênior de segurança iraniana, disse no domingo (6) que o país anunciaria uma nova zona restrita no Golfo nos dias seguintes. Ele também afirmou que autoridades aprovariam em breve mapas de um novo corredor de navegação através do estreito.

Segundo Rezaei, a área começaria onde se inicia o bloqueio naval americano ao Irã e avançaria por zonas do Golfo. Navios que entrassem na região seriam incluídos em uma lista de sanções iranianas, conforme a declaração atribuída a ele.

Número de navios cai na rota

Uma média de dez navios de carga cruzou o Estreito de Ormuz por dia nos dez dias anteriores à segunda-feira (7), segundo dados de navegação mencionados no material. O volume seria o menor desde maio.

A redução do tráfego ocorre enquanto o Irã condiciona a manutenção da abertura do estreito ao fim de ações americanas que classifica como sabotagem, ameaças e ataques. Assim, a circulação marítima se tornou um dos pontos centrais da disputa entre Teerã e Washington.

A tensão no Golfo também já teve reflexo nos preços do petróleo, que atingiram o maior patamar em seis semanas após os episódios do fim de semana. O material não informa a cotação alcançada nem projeta por quanto tempo o impacto pode persistir.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *