Operação Arremate desmantela rede de falsos leilões com 13 sites clonados

Polícias civis de São Paulo e do Ceará cumpriram mandados contra grupo que usava 13 sites fraudulentos para atrair vítimas em vários estados

Da
Redação
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Ação conjunta das polícias civis de São Paulo e do Ceará cumpriu mandados de prisão e busca contra suspeitos de fraudes eletrônicas.
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A Polícia Civil de São Paulo, em uma ação conjunta com a corporação do Ceará, deflagrou nesta quarta-feira (23/9) a Operação Arremate para desarticular uma quadrilha especializada em estelionato digital. O grupo criminoso utilizava ao menos 13 sites falsos de leilões para atrair compradores em diversos estados brasileiros, oferecendo falsas vantagens na aquisição de veículos e outros bens.

As investigações apontam que a rede criminosa movimentou cifras superiores a R$ 2,6 milhões ao longo das fraudes. Até o momento, 18 vítimas foram identificadas em estados como Ceará, Bahia, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.

Investigação e alvos

Durante a Operação Arremate, a Justiça decretou a prisão de sete envolvidos no esquema fraudulento. Os agentes policiais conseguiram cumprir cinco mandados de prisão preventiva, enquanto as buscas continuam para localizar os demais foragidos da Justiça.

A operação também contou com a expedição e cumprimento de 24 ordens judiciais de busca e apreensão. A apuração policial teve o suporte técnico e operacional de unidades especializadas de segurança para mapear a atuação dos suspeitos.

Relatórios da investigação apontam o envolvimento de equipes do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos e do Departamento de Operações Policiais Estratégicas. Os policiais analisaram dados bancários e registos digitais para rastrear o caminho do dinheiro desviado.

Modus operandi do golpe

O esquema criminoso funcionava por meio da criação de portais na internet que imitavam leilões legítimos. Os criminosos utilizavam anúncios patrocinados e ofertas atrativas de veículos para atrair pessoas interessadas em transações vantajosas.

Após convencerem as vítimas com a falsa aparência de legalidade, os estelionatários exigiam pagamentos antecipados. As transferências financeiras eram direcionadas para contas bancárias cadastradas em nome de laranjas para ocultar os reais beneficiários.

Assim que os depósitos eram confirmados pelos criminosos, os falsos leiloeiros cortavam a comunicação e desapareciam. As vítimas só percebiam que haviam caído em um golpe cibernético quando tentavam retirar os bens adquiridos.

Atuação das corporações

A deflagração da operação policial demonstra a integração entre forças de segurança de diferentes regiões do país. A cooperação inter estadual foi fundamental para conectar boletins de ocorrência registrados em estados distantes.

A Polícia Civil informou que o material apreendido durante as diligências passará por perícia técnica. Os investigadores pretendem extrair novas evidências para identificar outros participantes da rede criminosa.

Os suspeitos detidos e os objetos recolhidos foram encaminhados para unidades especializadas da polícia judiciária. Os procedimentos legais prosseguem para o indiciamento formal dos envolvidos por estelionato e associação criminosa.

Desdobramentos judiciais

Com o desmantelamento parcial da quadrilha, o inquérito policial entra agora em uma nova fase de aprofundamento. A meta das autoridades é rastrear o restante do patrimônio adquirido de forma ilícita para tentar reaver valores às vítimas.

O cruzamento de dados obtidos nos mandados de busca deve revelar a extensão total da rede de laranjas utilizada. A Justiça avaliará os elementos probatórios recolhidos para fundamentar eventuais denúncias formais pelo Ministério Público.

As autoridades reforçam o alerta para os cuidados necessários ao participar de leilões online. A recomendação principal é verificar sempre os registros oficiais dos leiloeiros autorizados antes de realizar qualquer transferência financeira.

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