A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (20) que pretende defender uma atuação mais firme da Casa diante das controvérsias recentes envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Durante participação no Mega Help, no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, ela disse que o Senado deve atuar para preservar o equilíbrio entre os Poderes e declarou que votaria a favor de um processo de impeachment de ministro da Corte caso entendesse haver fundamentos para isso.
Michelle participou do evento ao lado de Bia Kicis (PL), também candidata ao Senado, e de Celina Leão (PP), candidata ao Governo do Distrito Federal. O encontro teve como foco a valorização da vida e ações relacionadas à saúde mental, mas perguntas sobre o ambiente político nacional também fizeram parte da agenda das candidatas.
Michelle cobra Senado atuante
Ao ser questionada sobre o STF, Michelle relacionou sua candidatura ao papel constitucional do Senado de processar e julgar ministros da Corte por crimes de responsabilidade. Ela afirmou que considera necessário fortalecer a instituição para que exista, em suas palavras, maior equilíbrio entre os Poderes.
“A gente precisa trazer a normalidade jurídica, trazer o equilíbrio entre os poderes”.
Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado
Na mesma resposta, a candidata disse que ministros do Supremo têm a função de guardar a Constituição e criticou a atuação recente da Corte. A declaração faz parte de um discurso que ganhou espaço entre candidaturas ligadas ao bolsonarismo na eleição para o Senado em 2026.
Michelle acrescentou que apoiaria um impeachment se considerasse a medida necessária. Pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF em crimes de responsabilidade, mas a abertura e a tramitação de cada pedido dependem das regras aplicáveis e das decisões institucionais da própria Casa.
Evento reúne três candidatas
Michelle esteve no Mega Help com Bia Kicis e Celina Leão, duas aliadas na disputa eleitoral do Distrito Federal. A agenda reuniu público jovem, famílias e grupos religiosos no Ginásio Nilson Nelson.
Bia Kicis destacou a participação dos jovens e associou a mobilização à fé cristã. Ela também mencionou a presença de famílias e integrantes da comunidade surda no evento, apresentando o encontro como espaço de convivência religiosa e apoio social.
Celina Leão concentrou suas declarações em propostas para a saúde mental no Distrito Federal. A candidata afirmou que pretende ampliar a rede de atendimento especializado caso seja eleita governadora.
Celina promete ampliar atendimento
Entre as propostas apresentadas, Celina citou a contratação de psiquiatras, a construção de novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) e o reforço da estrutura do Hospital São Vicente de Paulo, unidade de referência em saúde mental no Distrito Federal.
“Vou contratar mais psiquiatras. Vou construir mais CAPs”.
Celina Leão, candidata ao Governo do Distrito Federal
Ela também disse que pretende reduzir filas de consultas e ampliar acompanhamento e tratamento. As propostas foram apresentadas dentro do tema principal do evento, voltado à prevenção, acolhimento e valorização da vida.
As promessas ainda integram o debate eleitoral e dependem, caso a candidatura seja vencedora, de planejamento orçamentário, disponibilidade de profissionais e execução administrativa pelo governo local.
Senado ganha peso na eleição
A disputa pelas cadeiras do Senado ganhou relevância nacional em 2026 por causa do debate sobre a relação entre o Legislativo e o Supremo. Candidatos de diferentes campos políticos têm usado o tema para defender posições distintas sobre fiscalização institucional, pedidos de impeachment e limites entre os Poderes.
Michelle já havia se manifestado publicamente sobre a crise interna no STF e saiu em defesa do ministro André Mendonça no início de setembro. Na ocasião, elogiou o magistrado em uma postagem nas redes sociais, enquanto o tribunal enfrentava divergências relacionadas ao caso Banco Master.
No Distrito Federal, a eleição para o Senado terá duas vagas em disputa. A campanha de Michelle combina pautas nacionais ligadas ao bolsonarismo com temas locais, enquanto adversários também procuram nacionalizar parte do debate eleitoral em torno do STF, do governo federal e da atuação do Congresso.


