Fundador de facção do Ceará é preso na Bolívia após fuga

Yago Steferson Alves dos Santos, o "Yago Gordão", era alvo de mandados por homicídio e tráfico e foi localizado em Guayaramerín

Da
Redação
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Ação conjunta entre a Polícia Federal e forças internacionais resultou na captura do foragido em território boliviano.
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Yago Steferson Alves dos Santos, conhecido nacionalmente como Yago Gordão e apontado pelas autoridades policiais como um dos fundadores da facção criminosa Guardiões do Estado (GDE), foi preso na última terça-feira (22/9) na cidade de Guayaramerín, localizada na Bolívia. A captura do foragido ocorreu durante uma operação coordenada que contou com a atuação direta da Fuerza Especial de Lucha Contra el Narcotráfico (FELCN), vinculada à Polícia Boliviana.

O criminoso figurava há anos no topo da lista de alvos mais procurados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará. Diante da gravidade dos crimes atribuídos ao investigado, a localização bem-sucedida foi fruto de um intercâmbio contínuo de dados de inteligência entre a Polícia Federal brasileira e as equipes das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado do Ceará e de Rondônia.

Contra o líder criminoso pesavam diversos mandados de prisão expedidos pela Justiça do Brasil. Os registros judiciais apontam acusações graves, englobando crimes como homicídio qualificado, tráfico de drogas em larga escala e integração formal em organização criminosa armada.

Polícia investiga paradeiro internacional

A localização de Yago Gordão na Bolívia representou um desdobramento direto da Operação Fim da Linha. Deflagrada inicialmente em maio, essa ofensiva coordenada teve como foco principal desmantelar a rede de apoio e os núcleos de comando de facções criminosas atuantes na região Nordeste.

As apurações policiais que culminaram na queda do foragido começaram a ganhar corpo a partir da análise de um assassinato registrado em abril do ano anterior. Naquela ocasião, as evidências coletadas indicavam que a execução violenta teria recebido autorização direta de cúpulas criminosas, contando com o aval explícito de Yago.

Com o avanço das diligências e o cruzamento de dados sigilosos, os investigadores conseguiram mapear a rota de fuga e o esconderijo do criminoso em território boliviano. A cooperação internacional mostrou-se determinante para fechar o cerco e neutralizar a mobilidade do líder fora do país.

Autoridades articulam extradição

A captura na Bolívia evidencia a prioridade dada pelas forças de segurança do Brasil ao monitoramento de lideranças criminosas que tentam se refugiar em países vizinhos. A atuação conjunta demonstra a eficácia dos acordos de cooperação regional no combate ao crime transnacional.

Até o momento da divulgação oficial dos detalhes da captura, os órgãos competentes avaliaram os trâmites burocráticos necessários para o retorno do preso ao território nacional. O processo diplomático costuma seguir protocolos rígidos entre os governos brasileiro e boliviano.

A expectativa das forças de segurança é que o investigado seja trazido sob forte escolta para responder perante os tribunais brasileiros. A medida visa neutralizar definitivamente a capacidade de influência do criminoso sobre as células da facção.

Justiça aplica mandados pendentes

Com o cerco fechado ao foragido, os mandados de prisão em aberto serão imediatamente cumpridos perante o Poder Judiciário assim que ocorrer a extradição. O réu deverá responder pelos crimes pendentes e passar por novas etapas processuais nos tribunais competentes.

A defesa do acusado terá oportunidade de se manifestar nos autos dos processos em curso, enquanto o Ministério Público prepara as denúncias com base nas evidências coletadas durante a cooperação internacional. O rigor processual deve marcar as próximas fases do caso.

As autoridades reforçam que canais de denúncia continuam abertos para receber informações sobre outros criminosos foragidos que integrem as listas de mais procurados da segurança pública estadual e federal, garantindo o sigilo necessário.

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