Pesquisa sobre impeachment de ministros do STF mostra que 68% dos entrevistados se declararam totalmente favoráveis a um processo contra magistrados envolvidos na crise da Corte. O levantamento Indexa/Broadcast foi divulgado em 15 de setembro.
Outros 9% disseram ser mais favoráveis do que contrários à medida. Na direção oposta, 4% afirmaram ser mais contrários do que favoráveis e 15% se declararam totalmente contra o afastamento dos ministros.
Pesquisa mede apoio ao impeachment
O levantamento ouviu 2.000 entrevistados entre os dias 10 e 13 de setembro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.
Além dos grupos favoráveis e contrários, 3% afirmaram não conhecer o assunto o suficiente para avaliar a possibilidade de impeachment. Outros 1% não souberam responder ou não responderam.
O apoio total ou parcial ao impeachment somou 77% entre os entrevistados.
O registro do levantamento no Tribunal Superior Eleitoral aparece sob o número BR-03482/2026. A pesquisa foi contratada pela Agência Estado.
Eleitores atribuem crise a ministros
Alexandre de Moraes foi apontado por 46% dos entrevistados como o principal responsável pela crise no Supremo Tribunal Federal. André Mendonça apareceu em seguida, com 16% das respostas.
Dias Toffoli foi citado por 6%. Segundo o material da pesquisa, ele foi o primeiro relator do caso Master antes de os trabalhos passarem para Mendonça. No último fim de semana, a relatoria passou ao ministro Edson Fachin, presidente da Corte.
Flávio Dino foi apontado por 4% dos participantes, enquanto Fachin recebeu 3%. Outros 2% atribuíram a responsabilidade a algum ministro não especificado.
Levantamento compara critérios de decisões
A pesquisa também perguntou aos entrevistados quais critérios, na percepção deles, orientam as decisões de Moraes e Mendonça no Supremo.
No caso de Moraes, 45% disseram acreditar que o ministro age com base em critérios políticos. Para 16%, as decisões seguem critérios técnicos e jurídicos, enquanto 24% avaliam que os dois tipos de critério são utilizados.
Sobre Mendonça, 33% associaram sua atuação a critérios técnicos e políticos, 28% apontaram critérios políticos e 17% disseram que ele utiliza os dois tipos de critério. Outros 20% afirmaram não conhecer o assunto o suficiente para avaliar, e 2% não souberam responder.
Resultados mostram percepção dividida
Os dados indicam uma avaliação mais negativa sobre os critérios atribuídos a Moraes do que sobre a atuação de Mendonça. A diferença aparece tanto na associação exclusiva a critérios políticos quanto no percentual de entrevistados que disseram não conhecer o tema.
Na pergunta sobre a responsabilidade pela crise, 10% afirmaram não conhecer o assunto o suficiente para responder. Outros 5% disseram não considerar que exista uma crise no Supremo, e 5% responderam que nenhum dos ministros era responsável.
O levantamento registra, portanto, percepções distintas sobre o apoio ao impeachment, a responsabilidade pela crise e os fundamentos atribuídos às decisões dos ministros. As respostas refletem a opinião dos entrevistados no período de coleta, de 10 a 13 de setembro.


