Pesquisa Indexa/Broadcast aponta que 45% dos eleitores brasileiros desconfiam dos trabalhos do Supremo Tribunal Federal (STF). O levantamento também registra que 10% dizem confiar muito na Corte, enquanto 32% afirmam confiar pouco na instituição.
A sondagem foi realizada entre 10 e 13 de setembro, com 2.000 entrevistados. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança informado é de 95%.
Pesquisa mede confiança no STF
Além dos 45% que declararam desconfiança, 10% dos entrevistados disseram confiar muito no Supremo. Outros 32% afirmaram confiar pouco na Corte.
O levantamento registrou ainda 5% de entrevistados que não souberam ou não quiseram responder. Uma parcela de 8% disse não ter conhecimento suficiente para avaliar o trabalho do tribunal.
A soma das respostas de desconfiança e de pouca confiança chega a 77% dos entrevistados.
Os percentuais apresentados pelo levantamento organizam a percepção dos eleitores sobre a atuação institucional do STF, em meio à crise mencionada na pesquisa.
Veja como os entrevistados distribuíram sua avaliação sobre a Corte:
| Confiança no Supremo Tribunal Federal | |
|---|---|
| Resposta | Percentual |
| Desconfiam dos trabalhos do STF | 45% |
| Confiam pouco | 32% |
| Confiam muito | 10% |
| Não têm conhecimento para avaliar | 8% |
| Não sabem ou não responderam | 5% |
Fonte: Indexa/Broadcast.
Eleitores atribuem crise a ministros
Quando questionados sobre a responsabilidade pela crise no STF, 46% dos entrevistados apontaram o ministro Alexandre de Moraes. André Mendonça foi citado por 16%.
Dias Toffoli apareceu com 6%, enquanto Flávio Dino foi mencionado por 4%. Edson Fachin foi apontado por 3%, e 2% atribuíram a responsabilidade a outro ministro não especificado.
O levantamento também registrou 10% de entrevistados que disseram não conhecer o assunto o suficiente para responder. Outros 5% afirmaram não acreditar que exista uma crise na Corte, e 5% disseram que nenhum dos ministros era responsável. O índice de não sabe ou não respondeu foi de 3%.
O texto da pesquisa relaciona a pergunta ao caso Master. Segundo o material, Dias Toffoli foi o primeiro relator do caso, antes de os trabalhos passarem a André Mendonça. No último fim de semana mencionado no levantamento, a relatoria passou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo.
As respostas sobre a responsabilidade foram distribuídas da seguinte forma:
| Responsabilidade pela crise no STF | |
|---|---|
| Ministro ou resposta | Percentual |
| Alexandre de Moraes | 46% |
| André Mendonça | 16% |
| Dias Toffoli | 6% |
| Flávio Dino | 4% |
| Edson Fachin | 3% |
| Outro ministro | 2% |
| Não conhecem o assunto o suficiente | 10% |
| Não há crise na Corte | 5% |
| Nenhum deles | 5% |
| Não sabem ou não responderam | 3% |
Fonte: Indexa/Broadcast.
Pesquisa compara critérios de decisão
A sondagem também perguntou aos eleitores quais critérios eles acreditam que Alexandre de Moraes e André Mendonça utilizam para fundamentar decisões no Supremo.
Sobre Moraes, 45% disseram acreditar que o ministro age com base em critérios políticos. Para 16%, as decisões se baseiam em critérios técnicos e jurídicos. Outros 24% avaliaram que ele utiliza os dois tipos de critério.
No caso de Mendonça, 33% apontaram uma combinação de critérios técnicos e políticos. Já 28% mencionaram apenas critérios políticos, enquanto 17% indicaram somente critérios técnicos e jurídicos.
Entre os entrevistados, 11% disseram não conhecer o tema o suficiente para avaliar Moraes, e 4% não souberam ou não responderam. Para Mendonça, os percentuais foram de 20% e 2%, respectivamente.
As percepções sobre os dois ministros ficaram assim:
| Critérios atribuídos aos ministros | ||
|---|---|---|
| Ministro | Critério apontado | Percentual |
| Alexandre de Moraes | Políticos | 45% |
| Alexandre de Moraes | Técnicos e jurídicos | 16% |
| Alexandre de Moraes | Políticos e técnicos/jurídicos | 24% |
| André Mendonça | Técnicos e políticos | 33% |
| André Mendonça | Políticos | 28% |
| André Mendonça | Técnicos e jurídicos | 17% |
Fonte: Indexa/Broadcast.
Maioria apoia impeachment de ministros
Ao responder sobre um eventual processo de impeachment contra ministros envolvidos na crise do Supremo, 68% dos entrevistados disseram ser totalmente a favor da abertura.
Outros 9% afirmaram ser mais a favor do que contra. No sentido oposto, 4% disseram ser mais contra do que a favor, e 15% se declararam totalmente contrários ao afastamento dos magistrados.
Uma parcela de 3% afirmou não conhecer o assunto o suficiente para avaliar. O índice de entrevistados que não souberam ou não responderam foi de 1%.
O levantamento foi contratado pela Agência Estado e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03482/2026. A pesquisa foi realizada pelo Indexa/Broadcast.
Confira a distribuição das respostas sobre o impeachment:
| Opinião sobre impeachment | |
|---|---|
| Resposta | Percentual |
| Totalmente a favor | 68% |
| Mais a favor do que contra | 9% |
| Mais contra do que a favor | 4% |
| Totalmente contra | 15% |
| Não conhecem o assunto o suficiente | 3% |
| Não sabem ou não responderam | 1% |
Fonte: Indexa/Broadcast.


