Pesquisa Quaest sobre a crise no STF mostra que 37% dos entrevistados consideram correta a atuação do ministro André Mendonça no embate envolvendo a Corte. A avaliação supera em 21 pontos percentuais a aprovação à atuação de Alexandre de Moraes, que ficou em 16%.
O levantamento foi realizado presencialmente com 2.004 eleitores entre 10 e 13 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%.
Mendonça lidera avaliação do embate
Além dos 37% que apoiam a atuação de Mendonça, 16% afirmam que Moraes tomou as decisões corretas na crise. A diferença entre os dois ministros aparece como o principal resultado da pesquisa sobre o episódio.
Outros 20% dos entrevistados avaliam que ambos agem de forma incorreta. Apenas 2% consideram corretas as ações dos dois ministros, enquanto 25% não souberam responder ou preferiram não opinar.
A pesquisa registra uma diferença de 21 pontos percentuais entre a avaliação positiva de Mendonça e a de Moraes.
Maioria conhece o caso analisado
O levantamento também mediu o grau de conhecimento dos eleitores sobre o episódio que envolve Moraes, Mendonça e Vorcaro. Segundo a Quaest, 73% afirmaram conhecer o caso.
Por outro lado, 27% disseram desconhecer o embate. O resultado indica que o episódio alcançou a maior parte do público consultado, embora mais de um quarto dos entrevistados ainda não tivesse informação sobre a crise.
A percepção sobre os ministros, contudo, varia conforme a identificação política declarada pelos participantes. As diferenças aparecem tanto entre eleitores alinhados à esquerda quanto entre grupos de direita e independentes.
Grupos políticos divergem nas avaliações
Entre os entrevistados que se definem como lulistas, 34% consideram correta a atuação de Moraes, contra 12% que apoiam Mendonça. Nesse grupo, 32% não souberam responder.
Entre os bolsonaristas, 58% avaliam positivamente Mendonça. O índice chega a 67% entre os eleitores classificados na pesquisa como de direita não bolsonarista.
Já entre os independentes, 33% dizem que Mendonça age corretamente, enquanto 13% fazem a mesma avaliação sobre Moraes. Nesse segmento, 23% consideram que os dois ministros adotam posições incorretas.
Os percentuais mostram que a avaliação do embate acompanha a posição política declarada pelos entrevistados. No entanto, os dados não indicam que todos os participantes tenham uma opinião definida sobre o caso.
Crise influencia pouco a escolha eleitoral
A Quaest também perguntou se o episódio poderia alterar a decisão dos eleitores na disputa presidencial. Para 67%, a crise no STF não interfere na escolha atual.
Outros 22% afirmaram que o caso reforça o voto que já pretendem dar. Apenas 7% disseram considerar uma mudança de voto por causa dos acontecimentos, enquanto 4% não souberam avaliar o impacto.
Os números indicam que, apesar de o caso ser conhecido pela maioria dos entrevistados, a crise tem influência limitada sobre a decisão eleitoral declarada na pesquisa.
Confira a distribuição das respostas sobre o efeito do episódio na escolha presidencial:
| Impacto da crise no voto presidencial | |
|---|---|
| Resposta | Percentual |
| Não influencia o voto | 67% |
| Reforça o voto atual | 22% |
| Pode levar à mudança de voto | 7% |
| Não sabe avaliar | 4% |
Fonte: Quaest
A pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-03607/2026.


