Juiz dos EUA impede nova tentativa de incluir Trump no Kennedy Center

Casey Cooper afirma que proposta do conselho viola ordem judicial e lei aprovada pelo Congresso; disputa sobre o nome do complexo continua

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Redação
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Juiz dos EUA determina a retirada do nome de Trump do Kennedy CenterReuters
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Um juiz federal dos Estados Unidos impediu nesta terça-feira (15) uma nova tentativa de incluir o nome do presidente Donald Trump no edifício do Kennedy Center, em Washington. A proposta previa uma inscrição de agradecimento pela reforma e restauração do prédio.

Casey Cooper afirmou que a medida contrariaria uma ordem judicial federal e uma lei aprovada pelo Congresso. A decisão ocorreu pouco antes de uma reunião do conselho administrativo da instituição, formado majoritariamente por aliados do presidente.

Juiz bloqueia nova homenagem

O magistrado barrou a proposta de colocar uma inscrição em homenagem a Trump no prédio. A iniciativa estava ligada a uma tentativa mais ampla de renomear o complexo cultural com o nome do presidente.

Segundo Cooper, a inclusão da mensagem não poderia avançar porque entraria em conflito com determinações judiciais anteriores e com a legislação federal que trata do Kennedy Center.

A decisão impede, por enquanto, uma nova alteração física no edifício para associá-lo ao nome de Donald Trump.

Conselho retira itens da agenda

A reunião do conselho administrativo tinha inicialmente outras propostas para colocar o nome de Trump no edifício. No entanto, esses itens foram retirados da pauta.

Com a mudança, os integrantes do conselho passaram a concentrar a reunião na possibilidade de fechar o Kennedy Center para reparos. O tema também foi discutido com o juiz durante uma audiência realizada mais cedo.

O conselho é composto majoritariamente por aliados do presidente. A reunião ocorreu enquanto a disputa judicial sobre o nome da instituição permanecia em andamento.

Disputa começou após mudança na fachada

A controvérsia ganhou força em dezembro, quando o nome de Trump foi colocado na fachada externa do Kennedy Center. A alteração provocou uma ação judicial que contestou a legalidade da medida.

Posteriormente, uma decisão judicial determinou a retirada das letras. Elas foram removidas em junho, encerrando aquela alteração física no exterior do prédio.

Em agosto, porém, o conselho votou novamente pela inclusão do nome do presidente no edifício. Na mesma ocasião, também aprovou o fechamento do espaço para uma reforma prevista para durar vários anos, conforme documentos judiciais.

Processo ainda terá nova audiência

Depois da votação de agosto, o conselho informou a um juiz federal que não tentaria acrescentar o nome de Trump ao edifício ou ao terreno antes de 8 de outubro. O prazo representou um adiamento de um mês em relação aos planos anteriores.

A ação que questiona a possibilidade de alterar o nome do Kennedy Center continua em tramitação. Uma audiência de status estava marcada para a manhã desta terça-feira.

A decisão mais recente mantém a disputa nos tribunais e impede, neste momento, a execução da nova proposta de homenagem. Enquanto isso, o conselho também avalia a interrupção das atividades para realizar reparos no complexo.

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