Aprovação de Trump sobe, mas democratas ampliam vantagem para o Congresso

Pesquisa Reuters/Ipsos mostra presidente com 35% de aprovação e vantagem de sete pontos para os democratas no voto genérico nacional

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Redação
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Pesquisa Reuters/Ipsos avalia a aprovação de Donald Trump e a preferência partidária para as eleições do Congresso dos Estados Unidos.Jessica Koscielniak / Reuters
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A aprovação de Trump subiu para 35%, segundo uma pesquisa Reuters/Ipsos realizada nos quatro dias seguintes à primeira convenção de meio de mandato do Partido Republicano, promovida na semana anterior. O índice ficou acima dos 33% registrados no levantamento anterior, entre 28 e 31 de agosto.

Ao mesmo tempo, os democratas apareceram à frente dos republicanos na preferência nacional para as eleições do Congresso dos Estados Unidos. No chamado voto genérico, 44% escolheram os democratas, contra 37% que optaram pelos republicanos.

Aprovação de Trump reage

O resultado representa uma recuperação após o menor índice registrado na carreira política de Trump, de acordo com a série de pesquisas mencionada no levantamento. Ainda assim, a maioria dos entrevistados continua desaprovando o desempenho do presidente na Casa Branca.

A pesquisa ouviu 1.143 americanos em todo o país e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi realizado depois da convenção republicana voltada às eleições de meio de mandato.

O apoio ao presidente caiu desde o início da guerra contra o Irã, em fevereiro, segundo o material da pesquisa. O conflito interrompeu embarques de petróleo do Oriente Médio e elevou os preços dos combustíveis para níveis próximos de recordes, afetando o orçamento das famílias americanas.

Democratas lideram voto nacional

Na pergunta sobre qual partido os eleitores escolheriam se a votação para o Congresso ocorresse naquele momento, os democratas obtiveram 44%, enquanto os republicanos registraram 37%.

A vantagem de sete pontos para os democratas foi a maior registrada desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025.

O chamado “generic ballot” mede a preferência nacional pelo partido que os eleitores gostariam de ver no comando do Congresso. No entanto, o indicador não reproduz todas as particularidades das disputas por Estado e por distrito.

Congresso pode limitar agenda

Uma derrota republicana em qualquer uma das duas Casas do Congresso poderia dificultar a agenda de Trump nos dois últimos anos de seu mandato, segundo a análise apresentada com os resultados.

As eleições de meio de mandato definem disputas para o Congresso dos Estados Unidos. Por isso, o desempenho nacional dos partidos oferece uma referência política, mas não determina sozinho o resultado do Senado ou da Câmara dos Deputados.

Os republicanos contam com algumas vantagens estruturais nas disputas locais, embora o levantamento mostre uma mudança no equilíbrio da preferência partidária em nível nacional.

Economia muda equilíbrio partidário

Os democratas também passaram a ser vistos como o partido mais capaz de administrar a economia. Nesse quesito, 38% dos entrevistados escolheram os democratas, contra 37% que apontaram os republicanos.

A vantagem democrata nessa área surgiu durante o verão pela primeira vez em cerca de uma década, conforme o levantamento. O resultado representa uma mudança em um tema tradicionalmente associado aos republicanos.

Além da economia, os projetos de construção promovidos por Trump na capital americana provocaram forte divisão entre os eleitores. Entre as iniciativas está um salão de festas para a Casa Branca.

Cerca de dois terços dos entrevistados consideraram os projetos uma baixa prioridade. A oposição chegou a 91% entre os democratas, enquanto aproximadamente um em cada quatro republicanos também se posicionou contra as obras.

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