A Polícia Federal indiciou Marilson Roseno da Silva por organização criminosa e lavagem de dinheiro em inquérito relacionado à terceira fase da Operação Compliance Zero. Segundo o documento policial, ele é apontado como líder de um grupo denominado “A Turma”, associado na investigação ao ex-banqueiro do Banco Master Daniel Vorcaro.
A apuração também trata, segundo a PF, de condutas atribuídas em tese a Vorcaro e a seu cunhado, Fabiano Campos Zettel, descrito no documento como operador financeiro. O caso envolve suspeitas que seguem sob investigação policial.
PF indicia Marilson Roseno
Marilson Roseno da Silva é policial federal aposentado. No inquérito, a Polícia Federal registrou seu indiciamento pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.
O indiciamento é o ato pelo qual a autoridade policial formaliza a atribuição de participação a um investigado no curso de uma apuração. No documento citado, a PF relaciona Roseno às condutas que considera em tese criminosas.
A investigação o apresenta como um dos líderes do grupo conhecido como “A Turma”. A denominação aparece vinculada ao que a corporação chama de núcleo armado da organização investigada.
Documento cita núcleo armado
De acordo com o documento da PF, “A Turma” seria o núcleo armado da organização criminosa sob apuração. Além de Marilson Roseno, a investigação cita Luis Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”, como líder desse grupo.
A menção ao núcleo integra a descrição policial sobre a estrutura investigada. Dessa forma, a corporação associa os dois nomes à liderança dessa parcela específica do grupo.
O inquérito, porém, não se limita a essa classificação. A PF também registra a investigação de possíveis operações de lavagem de dinheiro e a ligação delas com outros investigados mencionados no documento.
Apuração alcança Vorcaro e Zettel
A Polícia Federal indica que examina condutas atribuídas, em tese, a Daniel Vorcaro e a Fabiano Campos Zettel. Vorcaro é identificado como ex-banqueiro do Banco Master, enquanto Zettel aparece como seu cunhado e operador financeiro.
Segundo a descrição disponível do documento policial, as ações investigadas teriam ocorrido por intermédio de Mourão e de Roseno. A atribuição faz parte da linha investigativa registrada pela PF.
Assim, o indiciamento de Roseno se insere em uma apuração mais ampla sobre as relações descritas pela corporação entre os integrantes do grupo e as suspeitas de movimentação de recursos.
Operação chega à terceira fase
O documento que embasa a informação está vinculado à terceira fase da Operação Compliance Zero. A fase é mencionada como o contexto do inquérito em que a PF formalizou o indiciamento.
A Polícia Federal enquadrou Roseno, conforme a descrição do material, nas previsões legais relativas a organização criminosa e lavagem de dinheiro. As referências legais constam da qualificação do então investigado no documento policial.
As imputações descritas pela PF permanecem no campo da investigação criminal. O material aponta as suspeitas e os indiciamentos registrados pela corporação nesta etapa da Operação Compliance Zero.


