Bancários rejeitam proposta da Caixa e greve continua

Maioria das bases sindicais recusa novo acordo; Saúde Caixa segue como principal ponto de impasse nas negociações

Da
Redação
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Maioria das bases sindicais recusa novo acordo; Saúde Caixa segue como principal ponto de impasse nas negociações
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Os empregados da Caixa Econômica Federal rejeitaram a nova proposta apresentada pelo banco para o Acordo Coletivo de Trabalho de 2026/2028, e a greve nacional iniciada em 10 de setembro continuará por tempo indeterminado. Segundo a Contraf-CUT, 102 bases sindicais comunicaram rejeição ao texto, enquanto 30 aprovaram.

Em São Paulo, Osasco e região, 59,3% dos participantes da assembleia virtual realizada nesta segunda-feira, 21 de setembro, votaram contra a proposta. O principal ponto de impasse continua sendo o Saúde Caixa, embora o banco tenha ampliado sua participação no custeio do plano e mantido outros benefícios na proposta final.

A Caixa afirma que segue aberta ao diálogo e apresentou a versão mais recente do acordo após nova rodada de negociação com entidades representativas dos empregados. Com a rejeição, o comando de greve passou a discutir os próximos passos do movimento.

Greve continua nesta terça-feira

A paralisação será mantida nesta terça-feira, 22 de setembro. A greve já havia sido aprovada por tempo indeterminado após a rejeição de uma proposta anterior.

Amanhã, dia 22 de setembro, a greve continua”.

Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região

O resultado em São Paulo foi divulgado após uma votação realizada entre 11h e 18h. O sindicato informou que o comando de greve se reuniu após a apuração para avaliar o cenário nacional e definir a estratégia das próximas negociações.

A mobilização ocorre de forma distinta entre as bases. Enquanto a maioria das entidades que comunicaram resultado à Contraf-CUT rejeitou a proposta, outras aprovaram o texto, o que mostra diferenças regionais na avaliação do acordo.

Saúde Caixa segue no centro do impasse

A proposta final apresentada pelo banco elevou de 8% para 9% o limite de participação da empresa no custeio do Saúde Caixa a partir de 2027. O texto também fixou mensalidade de 3,7% da remuneração-base para empregados, aposentados e pensionistas.

A Caixa manteve o pacto intergeracional e o modelo solidário do plano. Para 2026, a instituição informou que não haverá reajuste nas mensalidades e que o déficit do Saúde Caixa será assumido pelo banco.

Outros ajustes incluíram redução do teto anual de coparticipação para R$ 4,7 mil e diminuição do valor de pronto atendimento de R$ 150 para R$ 120. A telemedicina continuaria sem coparticipação.

Apesar dessas mudanças, os trabalhadores não aprovaram o conjunto. As entidades sindicais já haviam apontado preocupação com o peso das contribuições no orçamento das famílias e com a sustentabilidade do benefício no longo prazo.

Proposta também previa reajuste e prêmio

Nas cláusulas econômicas, a proposta previa reajuste pelo INPC acrescido de 0,6% sobre salários, funções de confiança, vantagens pessoais e demais referências remuneratórias em 2026 e 2027. Os benefícios também seriam reajustados pelo mesmo critério.

O texto mantinha as regras da Participação nos Lucros e Resultados e da PLR Social, além de prêmio extraordinário de R$ 3 mil por empregado. A Caixa também apresentou mudanças no programa Super Caixa, nas regras de atendimento Figital e em temas relacionados a carreira, trabalho remoto e funções de tecnologia.

O banco afirmou que a proposta buscava reunir avanços econômicos, sociais e de saúde, ao mesmo tempo em que preservava a sustentabilidade da instituição. A rejeição impede, por enquanto, a assinatura do novo acordo coletivo.

Canais digitais seguem disponíveis

Durante a paralisação, a Caixa mantém aplicativos, Internet Banking, WhatsApp, Caixa Tem, caixas eletrônicos, lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais da rede Banco24Horas como alternativas para clientes que não conseguirem atendimento presencial.

O banco também informa que serviços como consulta de saldo, transferências, Pix, pagamento de contas e gestão de cartões continuam disponíveis pelo aplicativo. Benefícios sociais podem ser movimentados pelos canais digitais e pontos de atendimento conveniados.

O impacto da greve é maior em operações que dependem de atendimento presencial ou análise interna, como algumas etapas de financiamento imobiliário e outros processos com documentação. A duração desses efeitos dependerá da continuidade da paralisação e do avanço das negociações entre o banco e os representantes dos empregados.

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