Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentram os maiores índices de rejeição entre os candidatos testados pela Quaest em pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 21 de setembro. O senador registra 56% de eleitores que dizem não votar nele, enquanto o presidente aparece com 55%.
Na comparação com a rodada de 14 de setembro, a rejeição a Flávio oscilou de 55% para 56%. A de Lula permaneceu em 55%. Como a margem de erro da pesquisa nacional é de dois pontos percentuais, as diferenças entre os dois e as oscilações semanais devem ser lidas com cautela.
O levantamento entrevistou 2.004 eleitores presencialmente entre 17 e 20 de setembro. O nível de confiança é de 95% e a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06004/2026.
Caiado, Renan e Cury aparecem abaixo
Ronaldo Caiado (PSD) registra 40% de rejeição. Renan Santos (Missão) aparece com 35%, e Augusto Cury (Avante), com 28%.
Rui Costa Pimenta (PCO) tem 25%. Os demais candidatos testados aparecem abaixo de 15% de rejeição, segundo os dados divulgados.
O indicador mede a parcela que declara que não votaria em determinado candidato. Ele é diferente da intenção de voto e pode coexistir com percentuais elevados de apoio ao mesmo nome.
Por isso, rejeição não deve ser convertida diretamente em projeção de resultado eleitoral. Ela funciona como uma medida de resistência declarada no momento da entrevista e ajuda a identificar barreiras de crescimento de cada candidatura naquele período.
Lula e Flávio também concentram votos no 1º turno
No cenário estimulado de primeiro turno da mesma pesquisa, Lula tem 37% e Flávio 33%. Augusto Cury aparece com 6%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 3% e Romeu Zema com 1%.
Os dois principais candidatos, portanto, combinam os maiores percentuais de intenção de voto e os maiores índices de rejeição. Esse padrão mostra um eleitorado dividido entre forte apoio e forte resistência a ambos.
Indecisos representam 8% no primeiro turno, enquanto branco, nulo ou não comparecimento somam 7%.
Aprovação do governo permanece em 44%
A Quaest também mediu a avaliação da administração federal. Segundo o levantamento, 50% desaprovam o governo Lula e 44% aprovam. Outros 6% não souberam ou não responderam.
Na semana anterior, a desaprovação também estava em 50%, enquanto a aprovação era de 43%. A oscilação de um ponto está dentro da margem de erro.
Na avaliação qualitativa, 42% consideram o governo negativo, 33% positivo e 23% regular. Outros 2% não responderam.
Pesquisa mede também receios do eleitorado
O levantamento perguntou qual cenário político causa maior temor aos entrevistados. Para 43%, o maior receio é um novo mandato de Lula; 42% dizem temer mais o retorno da família Bolsonaro à Presidência.
A diferença entre esses percentuais está dentro da margem de erro. O dado ajuda a dimensionar o grau de polarização observado também nos índices de rejeição.
Assim como os demais resultados da pesquisa, esse indicador retrata respostas coletadas entre 17 e 20 de setembro. Mudanças de campanha, fatos políticos e decisões do eleitor até a votação podem alterar o cenário.


