Julia Rimoli Bossoni, de 28 anos, perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo e ficou com outras sequelas neurológicas depois de passar mal após andar na montanha-russa Montezum, no Hopi Hari, em Vinhedo, no interior de São Paulo. O episódio ocorreu em 20 de abril e é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo.
A administradora sofreu traumatismo craniano, foi submetida a cirurgia de emergência e permaneceu internada. Segundo documentos médicos citados na investigação, ela também apresenta limitações de fala e comprometimento neurológico grave.
O caso ganhou novo desdobramento porque o Ministério Público determinou diligências para esclarecer se houve relação entre o passeio e a lesão. O parque afirma que a atração opera dentro das normas de segurança e possui certificação internacional.
Trauma ocorreu após o passeio
Julia foi à Montezum durante uma visita ao parque em abril. Depois da atração, apresentou sintomas graves e precisou de atendimento médico.
Ela foi diagnosticada com traumatismo craniano e submetida a procedimento cirúrgico. Desde então, enfrenta sequelas que incluem perda de movimentos do lado esquerdo do corpo.
Laudos e depoimentos médicos anexados ao inquérito descartaram, malformação arteriovenosa congênita e ocorrência espontânea de acidente vascular cerebral.
Os documentos citados pela investigação apontam relação temporal entre o quadro e o trauma ocorrido durante o passeio, mas a apuração ainda busca determinar tecnicamente as circunstâncias.
MP pediu novas perícias
O Ministério Público requisitou perícia técnica no carrinho e na estrutura da Montezum, além de laudo indireto de corpo de delito.
Também foram solicitados prontuários médicos completos dos hospitais que atenderam Julia e informações sobre o sistema de fotografia comercial instalado na atração.
A advogada da família pediu vistorias presenciais nos equipamentos responsáveis pela captação das imagens, que podem ajudar a reconstruir o momento do passeio.
Hopi Hari afirma cumprir normas
A Montezum possui certificação internacional de segurança emitida pelo grupo alemão TÜV Nord e passa por inspeções anuais.
Segundo o parque, manutenções preventivas mecânicas e elétricas são feitas diariamente antes da abertura, incluindo verificação de trilhos, travas, cintos e sistemas de frenagem.
A empresa também afirma que existem avisos visuais e sonoros sobre restrições médicas para uso da atração e que não foi constatado defeito de projeto ou risco coletivo.
Caso segue sob investigação
O caso foi registrado inicialmente no 1º Distrito Policial de Campinas e depois encaminhado para a Delegacia de Polícia de Vinhedo.
A investigação busca reunir provas médicas, técnicas e testemunhais para estabelecer se houve falha operacional, fator individual ou outra causa ligada ao episódio.
O Hopi Hari afirma que manteve contato com a família, ofereceu suporte e disponibilizou seguro para o tratamento médico. A apuração ainda não foi concluída.
A Montezum é uma montanha-russa de madeira e uma das atrações mais conhecidas do parque. O próprio Hopi Hari divulga restrições de saúde e segurança para visitantes antes do embarque.
A conclusão sobre a causa das sequelas depende da análise conjunta dos registros médicos, das perícias no equipamento e dos demais elementos reunidos pela investigação. Até o momento, não há decisão final que atribua responsabilidade criminal ou civil.


