A Jaguar Land Rover anunciou nesta segunda-feira (7) que cortará cerca de 4 mil empregos em todo o mundo nos próximos dois anos. A montadora britânica, controlada pela indiana Tata Motors, relacionou a medida a um plano de redução de custos e aumento da competitividade.
A empresa informou que pretende economizar 1,7 bilhão de libras, o equivalente a US$ 2,3 bilhões, e reduzir seu ponto de equilíbrio para aproximadamente 300 mil veículos. Ao mesmo tempo, a companhia planeja lançar cinco produtos nos próximos 12 meses.
Jaguar Land Rover reduz empregos globalmente
O corte anunciado alcançará cerca de 4 mil postos de trabalho em diferentes países ao longo de dois anos. O material divulgado não detalha quantas vagas serão afetadas em cada região.
A Jaguar Land Rover emprega aproximadamente 40 mil pessoas no mundo. Desse total, cerca de 30 mil trabalham no Reino Unido, onde a empresa mantém importantes instalações no centro da Inglaterra.
A companhia não informou, no material disponível, como distribuirá os cortes entre demissões, não reposição de vagas ou outras medidas de redução do quadro. Por isso, o número anunciado não permite calcular o impacto exato sobre cada unidade.
Empresa busca economizar 1,7 bilhão de libras
O plano prevê uma economia de 1,7 bilhão de libras, valor apresentado pela empresa como parte da estratégia para melhorar sua posição competitiva.
A montadora também pretende reduzir o ponto de equilíbrio para cerca de 300 mil veículos. Esse indicador representa o volume aproximado de vendas necessário para que a operação cubra seus custos, segundo a descrição do plano apresentada no material.
No entanto, a empresa não divulgou projeções de produção, vendas ou receita associadas à meta. Também não foram fornecidos detalhes sobre o prazo para alcançar o novo ponto de equilíbrio.
Montadora prepara cinco novos produtos
A Jaguar Land Rover afirmou que lançará cinco novos produtos nos próximos 12 meses. O material não identifica os modelos nem informa em quais mercados eles serão apresentados.
Segundo a empresa, as mudanças anunciadas devem apoiar investimentos de 15 bilhões a 18 bilhões de libras nos próximos cinco anos.
O programa inclui eletrificação, tecnologias digitais, manufatura avançada e melhorias na experiência dos clientes. Dessa forma, a redução de custos aparece vinculada a uma agenda de renovação de produtos e transformação tecnológica.
Investimentos miram eletrificação e tecnologia
Os investimentos previstos abrangem diferentes áreas da operação da montadora. A eletrificação está entre os eixos citados, ao lado de recursos digitais e processos industriais avançados.
A empresa também incluiu a experiência do cliente entre os destinos dos aportes. O material, porém, não apresenta a divisão do orçamento entre essas frentes.
Por outro lado, a companhia não informou quantos empregos poderão ser criados ou preservados pelos projetos. O anúncio apenas relaciona os investimentos ao plano de competitividade e à reorganização dos custos.
Governo britânico acompanha os cortes
O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o ministro das Finanças, John Healey, discursava em Coventry, cidade próxima às instalações da empresa no centro da Inglaterra. O discurso tinha como foco o estímulo ao crescimento econômico.
O ministro dos Negócios, Jonathan Reynolds, havia afirmado no domingo que se reuniria com o diretor executivo da Jaguar Land Rover, PB Balaji, para discutir os cortes planejados.
Reynolds anunciou a reunião depois de reportagens da imprensa sobre os planos da companhia. O material disponível não informa quando o encontro ocorrerá nem quais medidas o governo poderá discutir com a empresa.
Tata Motors controla a fabricante britânica
A Jaguar Land Rover pertence à Tata Motors, grupo indiano que controla a fabricante britânica. A companhia mantém sua principal base de empregos no Reino Unido, mas anunciou que o ajuste terá alcance global.
Com cerca de 30 mil trabalhadores no país e aproximadamente 40 mil no total, a estrutura britânica representa a maior parte do quadro informado pela empresa.
O cronograma divulgado prevê a execução dos cortes ao longo dos próximos dois anos. Até o momento, não foram apresentados detalhes sobre as unidades diretamente atingidas, o calendário por região ou os critérios usados para definir as reduções.


