O manifesto ao STF assinado por lideranças empresariais e representantes da sociedade civil retirou da versão final um trecho que defendia o afastamento de autoridades suspeitas ou acusadas da análise de processos relacionados a elas. O documento, segundo reportagem publicada em 9 de setembro de 2026, passou a concentrar a cobrança em uma sessão pública no Supremo Tribunal Federal.
A redação final pede que a Corte examine os fatos em sessão pública e tome uma decisão com urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A mudança reduziu a referência direta ao impedimento de autoridades, embora tenha preservado a demanda por uma manifestação do plenário do tribunal.
Manifesto ao STF muda trecho central
A primeira versão do documento previa que o plenário do STF se pronunciasse em debate livre, público e presencial. Além disso, sustentava que autoridades suspeitas ou acusadas deveriam deixar de analisar processos ligados a elas, com possibilidade de esclarecimentos sob o devido processo legal.
Na redação definitiva, essa defesa explícita de afastamento deixou de constar. Em seu lugar, o manifesto passou a exigir que o Supremo examine os fatos em sessão pública e decida com absoluta urgência.
O texto final também usa as expressões “sem subterfúgios” e “sem corporativismo”. Dessa forma, mantém um tom de cobrança ao tribunal, mas sem determinar, de modo expresso, o afastamento de integrantes ou outras autoridades envolvidas em processos relacionados aos fatos discutidos.
Mudança é atribuída a lideranças empresariais
Segundo relato de uma fonte à CNN, a alteração ocorreu após pedidos de lideranças empresariais mais próximas ao Palácio do Planalto, especialmente da Região Nordeste. A informação foi apresentada como avaliação dessa fonte sobre a negociação do texto.
Ninguém atenuou nada. Pelo contrário, o manifesto está bem duro. É só ler”
Paulo Skaf, presidente da Fiesp
A Confederação Nacional da Indústria foi mencionada nesse relato. A entidade é presidida pelo baiano Ricardo Alban, citado na reportagem em referência a ligações com o PT da Bahia.
De acordo com essa versão, a retirada do pedido de afastamento buscou evitar que o ministro Alexandre de Moraes se tornasse o alvo principal do manifesto. A CNN informou ter procurado a CNI especificamente sobre o tema, sem resposta.
Fiesp defende redação aprovada
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, que também participou da liderança da redação do manifesto, avaliou que a versão final permaneceu consistente. A entidade tem posição mais crítica em relação à crise no STF e ao governo Lula, conforme relatado pela CNN.
Na leitura atribuída à Fiesp, o documento preservou como eixo a defesa de uma sessão pública. O entendimento também é que o texto reafirma que ninguém está acima da lei.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, rejeitou a avaliação de que o texto tenha perdido força. Para ele, o manifesto manteve um tom duro, apesar da exclusão do trecho sobre o afastamento de autoridades suspeitas ou acusadas.
Assinaturas foram reunidas em três dias
A Fiesp informou que o processo de coleta de adesões reuniu centenas de assinaturas em três dias. Esse intervalo curto foi apontado pela entidade como parte do processo que resultou na formulação final do documento.
O manifesto foi subscrito por lideranças empresariais e da sociedade civil. Embora o texto final tenha alterado um dos pedidos presentes na versão inicial, a solicitação de exame público dos fatos continuou no centro da manifestação.
A diferença entre as versões está no alcance da cobrança dirigida ao STF. Enquanto o rascunho associava a sessão pública ao afastamento de autoridades suspeitas ou acusadas, o texto aprovado limita-se a exigir análise pública e decisão urgente da Corte.


