O roubo de quatro pinturas do Museu Renoir, em Cagnes-sur-Mer, no sul da França, mobilizou a polícia após o alarme disparar durante a madrugada. Dois suspeitos invadiram o local usando uma serra elétrica para cortar as fixações das molduras, segundo o prefeito Bryan Masson.
A polícia chegou cinco minutos depois do acionamento, mas os ladrões já haviam alcançado o térreo do museu. Durante a fuga, eles abandonaram duas das obras levadas, conforme informações divulgadas pelo prefeito. As outras duas continuam desaparecidas, e as autoridades não identificaram as pinturas.
Ladrões entram pelo jardim do museu
De acordo com Bryan Masson, os invasores cortaram uma cerca e entraram no Museu Renoir pelos jardins. O prefeito afirmou que a dupla estava preparada e levava equipamentos para retirar as obras de suas fixações.
O alarme disparou às 5h48 no horário local. Naquele momento, segundo Masson, os suspeitos conseguiram acessar o térreo, onde 12 obras de arte estavam armazenadas.
Os criminosos fugiram antes da chegada dos agentes. Uma das pinturas caiu durante a fuga, enquanto a segunda foi encontrada no jardim do museu, ainda segundo o prefeito de Cagnes-sur-Mer.
Polícia recupera duas pinturas
A ação policial permitiu recuperar metade das obras roubadas. No entanto, as autoridades ainda não localizaram os dois suspeitos nem divulgaram quais pinturas permanecem desaparecidas.
O material fornecido também não informa se as obras recuperadas sofreram danos. A identificação das peças é aguardada para esclarecer o valor artístico e patrimonial do conjunto levado.
Eles estavam equipados com uma serra elétrica e a usaram para cortar as fixações que prendiam as molduras das obras de Renoir”
Bryan Masson, prefeito de Cagnes-sur-Mer
As pinturas mais valiosas de Renoir já alcançaram dezenas de milhões de dólares em leilões. Esse histórico ajuda a dimensionar o interesse econômico de obras do artista, embora não permita calcular o valor específico das peças roubadas neste caso.
Museu abriga obras de Pierre-Auguste Renoir
O Museu Renoir foi criado em 1960 na antiga mansão do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir. A propriedade fica em uma colina de Cagnes-sur-Mer, perto de Nice, cidade onde o artista morreu em 1919.
A coleção exibida no local reúne 13 pinturas de Renoir, além de aproximadamente 40 esculturas, móveis e fotografias. O espaço, portanto, preserva tanto a produção artística quanto elementos ligados à vida do pintor.
A invasão ocorreu em uma área que armazenava obras de arte no térreo. Ainda não há informação, no material disponível, sobre quais medidas de segurança estavam instaladas além do sistema de alarme.
Prefeitura mantém o museu fechado
A prefeitura de Cagnes-sur-Mer informou que o museu permanecerá fechado até novo aviso. A medida interrompe temporariamente a visitação e permite que as autoridades tratem das consequências da invasão.
Masson pediu regras de segurança mais rígidas para museus franceses após o roubo. Segundo ele, a administração municipal pretende direcionar recursos para proteger o patrimônio cultural da cidade.
O prefeito também afirmou que a proteção das obras deve ser reforçada. A declaração ocorreu após a polícia constatar que os invasores conseguiram entrar no prédio e alcançar o local onde havia peças armazenadas.
Dedicaremos todos os recursos necessários para proteger melhor esse patrimônio, que pertence a todos os que vivem em Cagnes-sur-Mer”
Bryan Masson, prefeito de Cagnes-sur-Mer
Europol alerta para roubos mais violentos
O caso ocorre em meio a uma sequência recente de crimes contra instituições culturais europeias. No mês anterior, a Europol afirmou que os roubos de arte na Europa estavam mais violentos.
Segundo o órgão policial pan-europeu, quadrilhas especializadas deram lugar, em alguns casos, a oportunistas recrutados por meio das redes sociais. A avaliação foi citada como parte do contexto de segurança enfrentado por museus da região.
A Europol mencionou o roubo ocorrido no Museu do Louvre, em Paris, em outubro do ano anterior. Na ocasião, segundo o material fornecido, ladrões ameaçaram guardas e visitantes e levaram joias avaliadas em € 88 milhões.
Outros museus também registram furtos
Em agosto, dois homens roubaram um colar de diamantes no Museu de Artes Aplicadas de Viena, na Áustria. Os suspeitos quebraram a vitrine durante o horário de funcionamento e fugiram sem serem localizados até o momento.
A joia, que pertenceu à rainha Nazli do Egito, tinha 673 diamantes e mais de 200 quilates. A peça foi avaliada em cerca de € 4 milhões e produzida pela joalheria parisiense Van Cleef & Arpels.
O episódio no Museu Renoir se soma a esses casos, mas a investigação ainda precisa esclarecer a identidade dos suspeitos, o destino das duas pinturas não recuperadas e eventuais danos às obras. Por enquanto, o museu segue fechado e as autoridades não divulgaram novos detalhes.


