Torre Eiffel reabre após protesto de funcionárias em Paris

Trabalhadores interromperam as atividades depois de um pedido para retirar mulheres de seus postos durante visita de uma delegação hindu; prefeitura anunciou investigação

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
4 min leitura
A Torre Eiffel teve a abertura atrasada após funcionários protestarem contra o tratamento dado a mulheres da equipe.REUTERS
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

A Torre Eiffel deve reabrir nesta terça-feira (8), em Paris, depois que funcionários interromperam as atividades contra um pedido para que mulheres da equipe deixassem seus postos durante a visita de uma delegação hindu. O episódio ocorreu no fim de semana e levou ao fechamento temporário do monumento na noite de segunda-feira (7).

O caso provocou indignação entre trabalhadores e críticas de políticos franceses. Além disso, o prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, anunciou que a prefeitura iniciaria uma investigação para esclarecer as circunstâncias do episódio.

Funcionários interromperam o atendimento

Segundo representantes sindicais, os trabalhadores decidiram se reunir na segunda-feira para discutir o tratamento dado às funcionárias e pressionar a administração da Torre Eiffel.

A mobilização ocorreu enquanto a equipe buscava abrir diálogo com a direção. Os funcionários também queriam garantir que mulheres não voltassem a ser afastadas de seus postos em situações semelhantes.

Durante o fechamento, placas instaladas na base do monumento informavam que a abertura estava atrasada por “motivos operacionais”. A previsão divulgada era de retomada das atividades nesta terça-feira.

Visita de delegação desencadeou a crise

No sábado (5), cerca de 100 pessoas ligadas à BAPS, sigla em inglês para Bochasanwasi Akshar Purushottam Swaminarayan Sanstha, fizeram uma visita privada à Torre Eiffel.

As tensões aumentaram no fim de semana”

Diane Davoine, representante sindical

A entidade hindu levou representantes à França para participar da inauguração de um templo nos subúrbios de Paris. A visita ao monumento foi marcada para o início do horário de funcionamento, segundo a organização, para reduzir transtornos aos demais visitantes.

De acordo com a representante sindical Diane Davoine, mulheres da equipe foram solicitadas a deixar seus postos enquanto a delegação passava. A alegação sindical está no centro da investigação anunciada pela prefeitura.

Prefeitura anunciou investigação do episódio

Em uma publicação no X, Emmanuel Grégoire afirmou estar ciente da indignação dos funcionários e classificou a insatisfação como legítima.

O prefeito também declarou que não era aceitável tolerar condições como as relatadas pelos trabalhadores. Por isso, pediu que os fatos fossem esclarecidos com urgência.

A direção da Torre Eiffel teria pedido desculpas à equipe, segundo Davoine. No entanto, a empresa administradora do monumento, a SETE, não havia respondido imediatamente a um pedido de comentário feito pela Reuters.

BAPS apresentou outra versão

Em comunicado, a BAPS afirmou que, segundo as informações disponíveis ao grupo, ninguém foi impedido de acessar a Torre Eiffel durante a visita.

A organização também pediu desculpas por qualquer transtorno ou incômodo causado. A declaração, contudo, não esclareceu o pedido relatado pelos representantes sindicais sobre a retirada de mulheres de seus postos.

Assim, permanecem versões diferentes sobre o que ocorreu durante a passagem da delegação. A apuração anunciada pela prefeitura deverá examinar a conduta adotada no local e as circunstâncias que levaram ao protesto dos funcionários.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *