A Torre Eiffel investiga o afastamento de funcionárias durante uma visita privada de uma delegação hindu em Paris, segundo representantes sindicais. O episódio ocorreu no sábado (5), quando cerca de 100 pessoas ligadas à organização BAPS visitaram o monumento.
O caso provocou uma reunião de funcionários e o fechamento temporário da Torre Eiffel na noite de segunda-feira (7). A Prefeitura de Paris anunciou uma investigação, enquanto a BAPS apresentou uma versão diferente sobre o acesso das trabalhadoras.
Sindicatos relatam retirada de mulheres
De acordo com Diane Davoine, representante sindical ouvida pela Reuters, as funcionárias receberam a orientação de deixar seus postos durante a passagem da delegação. Segundo ela, homens ocupariam os lugares que estavam sendo deixados pelas mulheres.
A denúncia gerou indignação entre os trabalhadores do monumento. O episódio também provocou críticas de políticos franceses, embora as circunstâncias e as responsabilidades ainda dependam da investigação anunciada pelas autoridades municipais.
Davoine afirmou que a direção da Torre Eiffel pediu desculpas à equipe. Ela também disse que os funcionários decidiram se reunir para abrir um diálogo com a administração e impedir que uma situação semelhante volte a ocorrer.
Funcionários protestam e fecham o monumento
Na segunda-feira, os trabalhadores realizaram uma reunião sobre o ocorrido. Durante o encontro, a Torre Eiffel permaneceu temporariamente fechada ao público.
Placas instaladas na base do monumento informavam que a abertura estava atrasada por “motivos operacionais”. A paralisação ocorreu enquanto a equipe discutia o episódio e suas consequências no ambiente de trabalho.
As informações disponíveis não indicam quanto tempo durou o fechamento nem detalham quais medidas a administração adotou após a reunião. A empresa responsável também não havia respondido imediatamente a um pedido de comentário.
Prefeitura de Paris inicia investigação
O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, afirmou que a investigação começaria o mais rápido possível. Em uma publicação na rede social X, ele declarou estar ciente da indignação dos funcionários e considerou legítima a insatisfação da equipe.
Grégoire também defendeu o esclarecimento de todos os fatos que levaram ao protesto. A apuração deverá avaliar como as orientações foram dadas e qual foi o papel da administração do monumento no episódio.
Até o momento, o material disponível não informa o prazo da investigação nem se autoridades municipais já ouviram formalmente os trabalhadores, a empresa administradora ou representantes da delegação.
BAPS nega impedimento de acesso
A BAPS afirmou que a visita foi marcada para o início do horário de funcionamento. Segundo a organização, a escolha buscou evitar transtornos aos demais visitantes, devido ao tamanho da delegação.
Em comunicado, a entidade disse que, pelo que sabia, ninguém foi impedido de acessar a Torre Eiffel. Ao mesmo tempo, pediu desculpas por qualquer transtorno ou incômodo causado durante a visita.
A delegação estava na França para participar de comemorações relacionadas à inauguração de um templo hindu nos subúrbios de Paris. A SETE, empresa que administra a Torre Eiffel, não havia respondido imediatamente ao pedido de comentário mencionado no material.


