O Brasil conquistou duas vagas olímpicas no vôlei de praia para os Jogos de Los Angeles, em 2028. O país garantiu uma vaga no torneio masculino e outra no feminino ao vencer as duas finais do Torneio Sul-Americano, disputado em João Pessoa, neste domingo (6).
As vagas pertencem ao país, e não às duplas campeãs. Por isso, a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) definirá posteriormente quais parcerias representarão o Brasil nos Jogos. A competição reuniu 32 duplas, sendo 16 de cada gênero, desde a quinta-feira (3).
Brasil garante vagas no vôlei de praia
O resultado em João Pessoa assegurou ao Brasil uma vaga olímpica para cada gênero. Dessa forma, o país já tem presença garantida em Los Angeles 2028 nas duas disputas do vôlei de praia.
A conquista ocorreu depois de o Brasil alcançar os títulos nas finais masculina e feminina. No entanto, o resultado do torneio não definiu automaticamente as duplas que disputarão os Jogos.
A CBV terá a responsabilidade de indicar as parcerias beneficiadas pelas vagas. A definição, portanto, ainda depende do processo de escolha da entidade e da evolução das duplas até 2028.
Thâmela e Vic vencem a final feminina
Na decisão feminina, Thâmela e Vic derrotaram as paraguaias Michelle Valiente e Giuliana Corrales por 2 sets a 0. As parciais foram de 26/24 e 21/7.
O primeiro set foi equilibrado e terminou com diferença mínima no placar. Depois, a dupla brasileira abriu vantagem no segundo set e fechou a partida sem perder uma parcial.
Thâmela e Vic ocupam a terceira posição no ranking da Federação Internacional de Voleibol, a FIVB. A liderança da classificação também pertence a uma parceria brasileira, formada por Carol Solberg e Rebecca.
André e Renato superam rivais brasileiros
A final masculina teve apenas duplas brasileiras. André e Renato venceram Evandro e Arthur Lanci por 2 sets a 0 e ficaram com o título do torneio em João Pessoa.
As parciais foram de 21/16 e 23/21. O segundo set terminou com placar apertado, mas André e Renato confirmaram a vitória em dois sets.
André e Renato aparecem na nona posição do ranking mundial. Evandro e Arthur Lanci, derrotados na decisão, ocupam o terceiro lugar da classificação da FIVB.
Mundial pode ampliar classificação
O Brasil pode classificar até duas duplas por gênero para os Jogos de Los Angeles. Assim, as vagas obtidas no Sul-Americano não encerram as possibilidades de ampliar a representação brasileira.
A segunda vaga de cada gênero poderá ser conquistada no Campeonato Mundial do próximo ano. O torneio está previsto para ocorrer na Holanda, entre 13 e 22 de agosto.
Além do Mundial, o ranking da FIVB e um mini-circuito de três etapas previsto para 2028 aparecem como caminhos de classificação. O material não informa, porém, a composição ou o calendário detalhado desse circuito.
CBV escolherá duplas em 2028
Como as vagas olímpicas pertencem ao Brasil, os títulos de Thâmela e Vic e de André e Renato não garantem, por si só, a presença dessas duplas em Los Angeles.
A CBV será responsável por definir as parcerias que ocuparão as vagas de cada gênero. Essa escolha ocorrerá dentro do processo de preparação para os Jogos de 2028.
Enquanto isso, os rankings indicam que o país conta com mais de uma dupla em posição competitiva. No feminino, Carol Solberg e Rebecca lideram a classificação, enquanto Thâmela e Vic estão em terceiro. No masculino, Evandro e Arthur Lanci aparecem em terceiro, e André e Renato ocupam o nono lugar.
Brasil soma vagas em outras modalidades
Além do vôlei de praia, o Brasil já garantiu vagas olímpicas em outras duas modalidades para Los Angeles. A ginástica rítmica assegurou presença com o bronze do conjunto brasileiro na prova geral do Mundial de Frankfurt, na Alemanha, em agosto.
No futebol, a seleção feminina se classificou depois de conquistar a Copa América de 2025, disputada no Equador. A competição teve transmissão da TV Brasil.
Com os resultados em João Pessoa, o vôlei de praia passa a integrar essa relação de modalidades brasileiras já classificadas. Ainda assim, a definição das duplas que competirão em 2028 permanece sob responsabilidade da CBV.


