FAB testa foguete para levar plataforma de microgravidade ao espaço

Operação Potiguar 2 prevê o lançamento do VS-30 V16 a partir do Rio Grande do Norte, com experimentos científicos e teste do sistema de recuperação

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
5 min leitura
Foguete VS-30 V16 será usado pela FAB para transportar a Plataforma Suborbital de Microgravidade na Operação Potiguar 2.Divulgação FAB
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

A Força Aérea Brasileira (FAB) testa um foguete que levará a Plataforma Suborbital de Microgravidade (PSM-R) para uma missão científica no espaço. O lançamento do VS-30 V16 está previsto dentro da janela aberta até 19 de setembro, no Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI), no Rio Grande do Norte.

A Operação Potiguar 2 reúne mais de 150 militares na montagem, na integração e nos testes do sistema. A missão pretende validar a plataforma e ampliar a capacidade brasileira de realizar experimentos em condições de microgravidade.

FAB prepara o lançamento da plataforma

As equipes envolvidas trabalham na integração da PSM-R, que transportará experimentos científicos e tecnológicos. Antes do voo, cada sistema passa por verificações funcionais isoladas.

Em seguida, o conjunto completo é submetido a testes que simulam as condições previstas para o lançamento. Dessa forma, os responsáveis avaliam o funcionamento da plataforma antes da operação.

O foguete escolhido para a missão é o VS-30 V16, desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). O veículo será usado para levar a carga útil a uma trajetória suborbital.

Operação Potiguar 2 testa recuperação

A segunda missão da operação terá uma finalidade diferente da etapa realizada em 2024 pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA). Na primeira fase, os trabalhos verificaram procedimentos e funções de lançamento.

Agora, a missão também testará o sistema de recuperação da plataforma. Os dados obtidos deverão contribuir para o planejamento de futuras missões de pesquisa em microgravidade.

Por isso, a recuperação integra a avaliação do sistema, além do desempenho da carga útil durante o voo. O material fornecido não informa o resultado final do lançamento.

VS-30 V16 leva carga científica

O VS-30 V16 tem massa aproximada de 1,6 tonelada e conta com apenas um estágio. Como foguete suborbital, ele não entra em órbita ao redor da Terra.

A validação da PSM ampliará as possibilidades de pesquisas científicas e tecnológicas em ambiente de microgravidade”

Brigadeiro Eduardo Bacelar, diretor do DCTA

O veículo será lançado por um trilho desenvolvido pelo IAE. Segundo o material da missão, o sistema permite o envio de cargas úteis a uma altitude de 100 quilômetros, condição associada ao estudo da microgravidade.

O texto apresenta uma divergência sobre a massa da carga. Em um trecho, ela é descrita como tendo 400 quilos; em outro, a FAB estima 401 quilos.

Carga reúne experimentos em microgravidade

A PSM-R concentra os experimentos que precisam de um ambiente de microgravidade para a realização dos estudos. A plataforma é tratada como o núcleo científico da missão.

Entre as áreas mencionadas estão engenharia de materiais, biologia, agricultura, química, física, medicina e biotecnologia. A proposta é oferecer condições para pesquisas com diferentes aplicações.

Além disso, a missão pode apoiar estudos de novos materiais, processos de combustão, medicamentos e agricultura espacial, conforme a descrição apresentada pelo DCTA.

Sistema de ioiô controla a rotação

Os preparativos incluem uma técnica de verificação chamada de ioiô. O procedimento auxilia no controle da velocidade de rotação do veículo antes da separação da carga útil.

Esse controle faz parte das análises realizadas antes do lançamento. A etapa busca verificar o comportamento do sistema durante a sequência prevista para o voo.

O material não detalha a configuração do dispositivo nem informa os resultados dos testes realizados pelas equipes. Ainda assim, relaciona o procedimento à separação da plataforma.

Missão amplia pesquisas brasileiras

A validação da PSM-R poderá ampliar as possibilidades de pesquisas científicas e tecnológicas em ambiente de microgravidade. A avaliação em voo é o principal objetivo técnico atribuído à Operação Potiguar 2.

O brigadeiro Eduardo Bacelar, diretor do DCTA, afirmou que a missão permitirá validar a plataforma suborbital para a instalação de experimentos científicos e tecnológicos.

O lançamento está associado ao CLBI, no Rio Grande do Norte, e depende da janela operacional indicada no material, aberta até 19 de setembro. A fonte não confirma se o voo já ocorreu nem apresenta dados posteriores sobre a missão.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *