Raio provoca incêndio em área remota da Chapada dos Veadeiros

Dez brigadistas atuam perto do Janelão e usam queima de expansão para impedir que as chamas avancem para fora do parque

Da
Redação
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Dez brigadistas atuam perto do Janelão e usam queima de expansão para impedir que as chamas avancem para fora do parqueDivulgação/ CMBGO
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Um incêndio provocado por uma descarga elétrica atinge uma área de difícil acesso do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no nordeste de Goiás. Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o fogo começou na região do Janelão, em direção ao Vale do Rio Preto, e avançava nesta segunda-feira, 21 de setembro, para fora dos limites da unidade de conservação.

Dez brigadistas foram mobilizados em dois esquadrões de cinco integrantes. As equipes trabalham com uma queima de expansão para criar uma faixa de contenção e impedir que as chamas alcancem uma propriedade vizinha situada fora do parque.

A área atingida por este incêndio ainda não havia sido calculada. O número de 32.031 hectares divulgado pelo ICMBio corresponde ao total queimado dentro do Parque Nacional ao longo de 2026 e não deve ser confundido com a extensão do foco atual.

Fogo começou após raio

O ICMBio atribuiu o início do incêndio a um raio em uma região de difícil acesso. O plano de manejo integrado do fogo da Chapada dos Veadeiros registra as descargas elétricas como a única causa natural comprovada de incêndios no Brasil.

O mesmo documento estabelece que eventos iniciados no período crítico de seca são combatidos sempre que há possibilidade de acesso. Em situações específicas, alguns pontos do parque só podem ser alcançados com apoio aéreo, o que aumenta a dificuldade operacional em áreas remotas.

Setembro e outubro são citados no plano como meses sensíveis porque incêndios que coincidem com o auge da seca ou com as primeiras chuvas podem apresentar maior intensidade e severidade em ambientes mais vulneráveis.

No caso atual, o objetivo imediato é conter a propagação para áreas externas ao parque. Até a última atualização disponível, não havia cálculo oficial sobre a quantidade de vegetação consumida na região do Janelão.

Brigadistas fazem faixa de contenção

A estratégia adotada pelas equipes inclui a chamada queima de expansão. A técnica reduz de forma controlada o material combustível em uma faixa definida para limitar o avanço de um incêndio já em curso.

O manejo integrado do fogo é uma ferramenta usada pelo ICMBio na Chapada dos Veadeiros para diminuir o acúmulo de vegetação seca e reduzir o risco de incêndios mais extensos durante a estação crítica.

O plano do parque informa que queimadas prescritas são utilizadas desde 2017. Essas ações são planejadas e realizadas em períodos específicos, com objetivo distinto de um incêndio florestal não controlado.

Na ocorrência desta segunda-feira, a queima de expansão é utilizada como medida operacional de contenção para impedir que o fogo alcance uma propriedade localizada fora da unidade de conservação.

Acumulado do ano passa de 32 mil hectares

Dados do painel do ICMBio citados pelo Metrópoles indicam que 32.031 hectares do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foram atingidos pelo fogo em 2026. Esse número reúne diferentes ocorrências registradas ao longo do ano.

O instituto informou ainda a existência de focos em regiões de Nova Roma e São João d’Aliança. Segundo o Metrópoles, com base em informação atribuída ao Corpo de Bombeiros, cerca de 2 mil hectares foram queimados nessas áreas.

Os dados se referem a episódios distintos. A área do incêndio atual, iniciado após a descarga elétrica na região do Janelão, permanecia sem estimativa oficial divulgada.

Parque protege área do Cerrado

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros é uma unidade de conservação federal criada em 1961 e administrada pelo ICMBio. Documentos oficiais indicam área aproximada de 240,6 mil hectares.

A unidade protege ecossistemas do Cerrado e abrange áreas de municípios do nordeste goiano. O parque passou por ampliação de limites em 2017, reforçando a proteção de ambientes naturais da região.

O manejo do fogo integra a rotina de proteção da unidade porque o Cerrado convive historicamente com ocorrências naturais e antrópicas de incêndio. O plano do ICMBio combina prevenção, queimadas prescritas e combate direto conforme a época do ano, o tipo de ocorrência e as condições de acesso.

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