CNN relata pressão alegada para delação contra Flávio Bolsonaro

Segundo reportagem publicada em 10 de setembro de 2026, empresária disse a aliados que registrou em cartório contatos atribuídos a pessoas ligadas ao governo Lula; Fernando Sarney negou ter procurado Karina Ferreira da Gama.

Da
Redação
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Karina Ferreira da Gama, dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair BolsonaroReprodução/Redes sociais
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A CNN Brasil informou, em reportagem publicada em 10 de setembro de 2026, que a empresária Karina Ferreira da Gama relatou a aliados ter sofrido pressão para delatar Flávio Bolsonaro (PL), apresentado pela emissora como candidato à Presidência. Segundo a reportagem, ela foi orientada a registrar em cartório os contatos que teria recebido.

O texto afirma que a Polícia Federal encontrou o documento durante buscas realizadas no mesmo dia. A reportagem também atribui a Karina a menção a Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, como uma das pessoas que teriam feito contato. À CNN Brasil, Sarney negou ter procurado a empresária.

Reportagem relata contatos com empresária

De acordo com a CNN Brasil, Karina Ferreira da Gama disse a aliados que ao menos quatro pessoas ligadas ao governo Lula a abordaram. A abordagem, segundo o relato reproduzido pela emissora, teria buscado levá-la a delatar Flávio Bolsonaro.

A reportagem diz que, conforme interlocutores da empresária, essas pessoas teriam sugerido que ela poderia ser presa se não prestasse uma delação contra o político do PL.

O conteúdo divulgado pela CNN apresenta essa versão como um relato atribuído à empresária e a seus interlocutores. A publicação não detalha, no material apresentado, a identidade das quatro pessoas mencionadas.

Karina registra relato em cartório

Segundo a emissora, Karina foi orientada a formalizar em cartório os contatos que disse ter recebido. O registro teria reunido o relato sobre as abordagens mencionadas na reportagem.

A formalização em cartório aparece no texto como parte central da narrativa da empresária. Além disso, o documento é citado como um dos elementos ligados às buscas da Polícia Federal.

A CNN Brasil não reproduziu, no material divulgado, o teor integral do documento. Ainda assim, informou que o registro contém a versão apresentada por Karina sobre os contatos.

Polícia Federal encontra documento, diz CNN

A reportagem afirma que agentes da Polícia Federal encontraram o documento registrado em cartório durante buscas ocorridas em 10 de setembro de 2026. O texto não informa o local onde o material foi localizado.

Também não há, no conteúdo publicado, detalhes sobre o procedimento policial relacionado às buscas. Dessa forma, a menção ao documento se limita à informação de que ele foi encontrado pela corporação.

A presença do registro entre os itens localizados, segundo a CNN Brasil, conecta o relato da empresária à atuação policial descrita pela reportagem.

Fernando Sarney nega ter feito contato

No relato atribuído a Karina Ferreira da Gama, Fernando Sarney figura como uma das pessoas que teriam procurado a empresária. Ele é filho do ex-presidente José Sarney.

Fernando Sarney negou à CNN Brasil que tenha feito esse contato. A negativa foi incluída pela emissora ao apresentar a alegação atribuída à empresária.

A reportagem também menciona um religioso que seria próximo ao Palácio do Planalto entre as pessoas que teriam procurado Karina. O texto, porém, não identifica esse religioso.

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