O deputado Alfredo Gaspar (PL), vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, criticou nesta quinta-feira (10) a operação da Polícia Federal que apura o repasse e o uso de uma emenda parlamentar ligada ao deputado Mario Frias (PL-SP) e ao filme “Dark Horse”.
Em declaração à CNN Brasil, Gaspar sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atuaria para prejudicar a oposição. A investigação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Operação da PF mira emenda para filme
A Polícia Federal cumpriu 49 mandados de busca e apreensão na ação desta quinta-feira. Segundo a CNN Brasil, as medidas envolvem Mario Frias e pessoas ligadas ao financiamento de “Dark Horse”.
O longa é inspirado livremente na vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A apuração trata do caminho percorrido por recursos de emenda parlamentar e de sua utilização no projeto audiovisual.
Entre os nomes citados na ação está Karina Gama, dona da produtora responsável pela realização do filme. Até esta quinta-feira, todos os envolvidos mencionados pela CNN Brasil negavam irregularidades.
Suspeita recai sobre uso dos recursos
A suspeita relatada pela CNN Brasil é de que uma parte do valor total repassado não teria comprovação de uso por nota fiscal da produtora. A informação se refere aos recursos vinculados ao filme.
Lula está desesperado por um fato novo, sabe que a eleição está perdida.”
Alfredo Gaspar, vice na chapa de Flávio Bolsonaro
O caso também ganhou repercussão porque Flávio Bolsonaro havia pedido ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro patrocínio para o mesmo longa, conforme relato do próprio presidenciável citado pela emissora.
A operação, portanto, reúne a análise sobre a emenda parlamentar destinada por Frias e questões relacionadas ao financiamento da produção. O STF autorizou as medidas solicitadas na investigação.
Gaspar atribui ação ao governo Lula
Ao comentar a ofensiva policial, Gaspar afirmou à CNN Brasil que Lula buscaria atingir Flávio Bolsonaro e pessoas de seu entorno. Ele também criticou o que classificou como tentativa de criar narrativas contra a oposição.
As declarações do candidato a vice representam uma reação política à investigação. Elas não alteram o objeto informado da ação, que envolve o repasse e o emprego da emenda no filme.
Gaspar ainda citou a Polícia Federal e o STF ao apresentar sua avaliação sobre o caso. Lula, Flávio Dino e os órgãos mencionados não tiveram declarações incluídas no material fornecido.
Aliados defendem Karina Gama
Aliados identificados com o bolsonarismo saíram em defesa de Karina Gama após a operação. Entre eles está Fábio Wajngarten, que atuou na comunicação do governo de Jair Bolsonaro.
Em uma rede social, Wajngarten afirmou que Gama não cometeu irregularidades na relação com o filme. Ele também relatou que ela teria recebido ameaças e sofrido constrangimentos.
A manifestação incluiu críticas a outras pessoas do campo da direita, sem que Wajngarten mencionasse nomes. A defesa pública da produtora ocorre enquanto a investigação prossegue sob autorização do STF.


