Menino que fumava 40 cigarros por dia aos 2 anos reaparece anos depois; veja como está

Conhecido mundialmente aos dois anos por fumar dezenas de cigarros por dia, menino indonésio passou por acompanhamento psicossocial em 2010.

Da
Redação
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O caso de Ardi Rizal ganhou repercussão internacional em 2010 e ampliou o debate sobre tabagismo infantil na Indonésia.
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Ardi Rizal deixou o cigarro após um tratamento psicossocial realizado em Jacarta, na Indonésia, em 2010, segundo a Comissão Nacional de Proteção à Criança do país. O menino ganhou repercussão internacional naquele ano, aos dois anos, depois que imagens dele fumando circularam na internet.

À época, autoridades ouvidas pela ABC News informaram que Ardi consumia até cerca de 40 cigarros por dia. O caso voltou a ser lembrado em reportagens publicadas em setembro de 2026 e permanece associado ao debate sobre dependência de nicotina, proteção infantil e acesso ao tabaco no país.

Imagens projetaram o caso

As imagens de Ardi fumando vieram a público em maio de 2010 e rapidamente alcançaram audiência internacional. A exposição transformou uma situação familiar em um caso de interesse público ligado à saúde infantil.

Segundo a reportagem da ABC News baseada em despacho da AFP, o menino tinha cerca de dois anos e chegava a fumar aproximadamente 40 cigarros por dia. Quando não recebia cigarros, apresentava crises de irritação, de acordo com autoridades de proteção à criança ouvidas na época.

A família relatou à imprensa que o primeiro cigarro teria sido dado pelo pai quando Ardi tinha cerca de 18 meses. Autoridades também disseram que os pais usavam cigarros para mantê-lo quieto enquanto trabalhavam em um mercado.

Tratamento reduziu o consumo

Em julho de 2010, Ardi foi levado de Sumatra para Jacarta a fim de receber acompanhamento. A iniciativa não consistia em uma internação médica convencional, mas em tratamento psicossocial voltado à mudança de comportamento.

A estratégia incluiu brincadeiras, atividades recreativas e convivência com outras crianças. A proposta era oferecer alternativas ao hábito de fumar e reduzir a associação entre o cigarro e a rotina do menino.

He has quit smoking and the most important thing is he doesn’t ask for cigarettes anymore”

Arist Merdeka Sirait, representante da Comissão Nacional de Proteção à Criança da Indonésia, à ABC News em 2010

Em junho daquele ano, a ABC informou que o consumo havia caído de até 40 para cerca de 15 cigarros diários durante a intervenção. Portanto, a redução ocorreu antes da conclusão do processo terapêutico noticiado em setembro.

Seto Mulyadi, citado pela ABC/AFP, afirmou que a diminuição tinha sido rápida após o tratamento. O acompanhamento buscava lidar com uma dependência que já se manifestava em idade muito precoce.

Autoridades anunciaram a interrupção

Em setembro de 2010, Arist Merdeka Sirait, representante da Comissão Nacional de Proteção à Criança da Indonésia, disse à ABC News que Ardi havia parado de fumar. Segundo ele, o menino também deixou de pedir cigarros.

Sirait relacionou o resultado à substituição do hábito por atividades de brincadeira. Dessa forma, o tratamento concentrou-se no cotidiano da criança, e não apenas na retirada do produto.

A notícia sobre o abandono do cigarro marcou uma mudança relevante no caso, que meses antes havia sido divulgado como exemplo extremo de exposição infantil ao tabaco. Ao mesmo tempo, a situação mostrou como a dependência pode exigir apoio específico mesmo em crianças pequenas.

Caso expôs o tabagismo infantil

A repercussão de Ardi levou o tabagismo infantil para o centro de discussões sobre proteção de crianças na Indonésia. Especialistas e entidades usaram o episódio para chamar atenção aos riscos da nicotina e à facilidade de acesso a cigarros.

Reportagens da ABC descreveram, naquele período, um ambiente de regras frágeis para publicidade, venda e consumo de produtos de tabaco. Além disso, a indústria de cigarros tinha forte presença no país.

A venda de cigarros avulsos figurava entre os fatores associados ao acesso relativamente simples ao produto. Em 2019, a ABC também apontou o histórico de alta prevalência de tabagismo na Indonésia, sobretudo entre homens.

We diverted his addiction from cigarettes to playing”

Arist Merdeka Sirait, à ABC News em 2010

O episódio, assim, ultrapassou a dimensão de uma imagem viral. Ele expôs a relação entre ambiente familiar, disponibilidade de cigarros, publicidade e políticas de proteção à infância.

Debate alcançou a publicidade

O caso de Ardi coincidiu com críticas à promoção de cigarros voltada a públicos jovens. A publicidade e a influência econômica do setor do tabaco apareceram como temas recorrentes nas discussões registradas pela imprensa.

Naquele contexto, a exposição de crianças a mensagens comerciais e a presença cotidiana do produto reforçavam a preocupação de entidades de proteção infantil. Por isso, o debate envolvia tanto o consumo quanto as condições que facilitavam o contato precoce com cigarros.

A história também ilustra que o problema não se limita ao ato de fumar. A dependência de nicotina pode alterar comportamentos e demandar intervenção adequada, como ocorreu no acompanhamento psicossocial relatado em 2010.

Reportagens retomam a trajetória

Publicações de setembro de 2026 voltaram a abordar a trajetória de Ardi e afirmaram que ele enfrentou compulsão alimentar e dificuldades relacionadas ao peso depois de abandonar o cigarro. Essas matérias apresentam o tema como uma etapa posterior à reabilitação do tabagismo.

O fato histórico estabelecido, porém, é que autoridades indonésias anunciaram em setembro de 2010 que ele havia deixado de fumar após o tratamento em Jacarta. Esse desfecho tornou-se o principal marco público de sua trajetória.

Mais de uma década depois, o nome de Ardi continua ligado ao alerta sobre os efeitos do tabaco na infância. A dimensão internacional do caso ajudou a tornar visível uma discussão que envolve saúde, cuidado familiar e regulação do setor.

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