A Organização Pan-Americana da Saúde anunciou um acordo estratégico com a farmacêutica Gilead Sciences para viabilizar e ampliar o acesso ao antirretroviral lenacapavir em 14 países da América Latina e do Caribe, incluindo o Brasil. A medida busca fortalecer as estratégias de prevenção e combate à disseminação do vírus na região.
No total, aproximadamente 140 mil novas infecções pelo HIV ocorrem anualmente nas nações latino-americanas e caribenhas, segundo estimativas da própria organização internacional de saúde.
A disponibilização do insumo ocorrerá por meio dos Fundos Rotatórios Regionais da entidade, mecanismo que auxilia na aquisição conjunta de tecnologias de saúde para os governos participantes.
Funcionamento da profilaxia injetável
O lenacapavir atua como profilaxia pré-exposição injetável de ação prolongada, necessitando de apenas duas aplicações anuais para garantir a proteção adequada aos pacientes.
O medicamento foi recomendado pela Organização Mundial de Saúde como uma opção adicional para a prevenção do HIV, após estudos demonstrarem alta eficácia na prevenção da infecção.
Hoje, as Américas dispõem de ferramentas cada vez mais eficazes para prevenir o HIV, mas essas inovações só terão impacto se chegarem às pessoas que delas necessitam.”
Jarbas Barbosa, diretor da OPAS
A administração semestral surge como uma alternativa importante para pessoas que enfrentam dificuldades com esquemas de prevenção diários ou mais frequentes.
Parceria e transferência tecnológica
Durante a formalização do acordo, a Gilead também se comprometeu a avançar em um processo de transferência de tecnologia voltado ao território brasileiro.
O objetivo da fabricante é viabilizar a produção própria do produto no Brasil, ampliando a sustentabilidade do fornecimento a médio e longo prazo.
Segundo a diretora da farmacêutica, Johanna Mercier, parcerias estratégicas são essenciais para a ambição global de contribuir para o fim da epidemia.
Parcerias estratégicas são essenciais para a nossa ambição de contribuir para o fim da epidemia de HIV.
Johanna Mercier, diretora da Gilead Sciences
Aprovação regulatória no país
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária já havia aprovado o uso do medicamento no Brasil em janeiro, estabelecendo as diretrizes iniciais para o seu emprego.
Parcerias estratégicas são essenciais para a nossa ambição de contribuir para o fim da epidemia de HIV.”
Johanna Mercier, diretora da Gilead Sciences
O produto é indicado como PrEP para adolescentes acima de 12 anos com peso superior a 35 quilos que apresentem risco de adquirir a infecção.
Antes de iniciar o tratamento profilático, os pacientes devem obrigatoriamente apresentar um resultado de teste negativo para o vírus.
Impacto regional da iniciativa
A incorporação do medicamento nos programas nacionais de HIV ocorrerá de forma progressiva, respeitando os processos regulatórios de cada um dos 14 países beneficiados.
A Organização Pan-Americana da Saúde também oferece cooperação técnica para apoiar os governos na avaliação de necessidades e preparação dos sistemas de saúde.
O diretor da entidade, Jarbas Barbosa, destacou que as inovações precisam chegar efetivamente às populações que mais necessitam delas.
Hoje, as Américas dispõem de ferramentas cada vez mais eficazes para prevenir o HIV, mas essas inovações só terão impacto se chegarem às pessoas que delas necessitam.
Jarbas Barbosa, diretor da OPAS


