Polícia investiga compartilhamento de agulha em feira escolar no Rio

Aluna realizou testes de glicemia em visitantes e usou o mesmo material perfurocortante em até três pessoas; dezenas buscaram atendimento médico

Da
Redação
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Caso ocorreu em unidade escolar no Recreio dos Bandeirantes e mobilizou a Secretaria Municipal de Saúde.
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu investigação para apurar o compartilhamento de uma agulha durante uma feira de ciências realizada no Colégio-Curso Tamandaré. O episódio aconteceu na Unidade Recreio II, situada no bairro do Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste da capital fluminense, e envolveu tanto estudantes quanto visitantes presentes no evento escolar.

O caso ocorreu no sábado, 12 de setembro de 2026, quando uma aluna levou um lancetador e uma caixa de lancetas para apresentar em um trabalho sobre diabetes. Embora a instrução da instituição fosse estritamente de exibição educativa, o material acabou sendo utilizado para testes práticos.

A estudante teria utilizado o mesmo aparelho para medir a glicemia de visitantes que se aproximaram do estande. Conforme apurado pela instituição de ensino, uma mesma lanceta descartável chegou a ser reutilizada em até três pessoas diferentes durante a atividade.

Atendimento Médico e Secretaria

A Secretaria Municipal de Saúde informou que, após o alerta sobre o incidente, vinte e sete pessoas buscaram atendimento médico. Os pacientes foram acolhidos inicialmente no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, além de redes particulares de saúde.

Os envolvidos receberam os cuidados médicos iniciais necessários e foram encaminhados para seguirem em acompanhamento contínuo em unidades de atenção primária da rede pública. A pasta municipal optou por não divulgar detalhes clínicos específicos para preservar a identidade e a privacidade dos pacientes e de seus responsáveis.

A direção do colégio declarou que a atividade irregular foi interrompida imediatamente assim que a equipe pedagógica percebeu a realização dos testes. O lancetador e o restante das lancetas foram recolhidos prontamente, e a responsável legal pela aluna foi orientada sobre a gravidade do ocorrido.

Ações da Escola e Alerta

A instituição de ensino relatou que acionou a Secretaria Municipal de Saúde ainda no sábado para receber diretrizes. Seguindo as orientações da pasta sanitária, o colégio comunicou rapidamente as famílias envolvidas sobre a necessidade imperativa de buscar avaliação médica especializada em até 72 horas.

O colégio informou ter enviado cinco comunicados formais entre o sábado e o domingo, utilizando canais digitais como aplicativo institucional, e-mail e mensagens de WhatsApp. A medida visava alertar o maior número possível de pessoas que visitaram o estande e possam ter tido contato com o material perfurocortante.

De acordo com os registros da instituição, vinte e uma pessoas passaram por testagens cujos resultados foram negativos, embora o comunicado não especifique quais exames laboratoriais foram realizados. A Secretaria Municipal de Saúde foi procurada para comentar esses dados, mas não retornou até o fechamento desta apuração.

Acompanhamento Psicológico e Policial

Dez alunos que relataram ter participado da atividade com a lanceta compartilhada passaram a receber suporte médico e psicológico especializado. O colégio informou que mantém uma equipe de plantão voltada exclusivamente para dar suporte e esclarecimentos às famílias afetadas.

Como parte do suporte continuado, uma médica infectologista pediátrica iniciou atendimentos direcionados aos alunos e responsáveis legais mediante agendamento prévio. A assistência médica busca monitorar eventuais riscos biológicos decorrentes da utilização imprópria do material perfurocortante.

As investigações criminais sobre o caso foram formalmente encaminhadas à 42ª Delegacia de Polícia, situada no Recreio dos Bandeirantes. A Polícia Civil conduz o inquérito para apurar as circunstâncias exatas do ocorrido e eventuais responsabilidades no ambiente escolar.

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