Omã – Jornal Maior https://jornalmaior.com Muito mais notícia Fri, 18 Sep 2026 22:30:16 +0000 pt-BR hourly 1 https://jornalmaior.com/wp-content/uploads/2026/09/cropped-icon_jm_square-1-32x32.jpg Omã – Jornal Maior https://jornalmaior.com 32 32 Petróleo cai com oferta saudita maior e tensão ainda alta no Oriente Médio https://jornalmaior.com/2026/09/18/petroleo-cai-oferta-saudita/ https://jornalmaior.com/2026/09/18/petroleo-cai-oferta-saudita/#respond Fri, 18 Sep 2026 22:30:16 +0000 https://jornalmaior.com/?p=11174 Os preços do petróleo voltaram a cair com investidores reagindo à oferta de cargas adicionais da Arábia Saudita e a sinais de menor pressão imediata sobre o abastecimento global. O movimento ocorre depois de uma sequência de forte volatilidade provocada por ataques à infraestrutura energética saudita e pela escalada das tensões no Oriente Médio.

O petróleo Brent, referência internacional, recuou para a faixa de US$ 104 por barril, enquanto o WTI permaneceu pouco acima de US$ 100. Apesar da queda, as cotações continuam em níveis elevados, refletindo o risco de novas interrupções logísticas e militares.

A Arábia Saudita passou a oferecer cargas adicionais de petróleo a refinarias asiáticas por meio de operações de transferência ao largo do porto de Sohar, em Omã. A medida reduziu parte da preocupação com o impacto do fechamento do oleoduto Leste-Oeste.

O mercado passou a enxergar mais petróleo disponível no curto prazo, mas ainda mantém um prêmio de risco elevado por causa do conflito regional.

Oferta saudita pressiona preços

A notícia de cargas adicionais oferecidas por Riade ajudou a aliviar a percepção de escassez que havia dominado as sessões anteriores. O mecanismo via Omã funciona como alternativa para manter parte dos fluxos destinados à Ásia.

A mudança foi importante porque a interrupção do oleoduto Leste-Oeste afetou o transporte de petróleo até o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, uma rota estratégica para o escoamento saudita.

Com a percepção de que o reino consegue redirecionar embarques, investidores passaram a revisar parte dos riscos de curto prazo sobre a oferta física.

Esse ajuste se refletiu nas cotações de Brent e WTI, que devolveram parte dos ganhos acumulados no início da semana.

Brent segue acima de US$ 100

Mesmo com a queda, o Brent permanece acima de US$ 100 por barril. O patamar é resultado de meses de conflito no Oriente Médio e de preocupações recorrentes sobre infraestrutura e rotas de transporte.

Na sessão anterior, o contrato havia encerrado em US$ 104,82, depois de tocar a menor cotação em uma semana. O WTI fechou em US$ 101,91.

Esses níveis continuam altos em comparação com períodos anteriores ao agravamento do conflito, mantendo pressão sobre combustíveis, inflação e custos de transporte.

O mercado segue alternando movimentos de alta e baixa conforme surgem informações sobre produção, embarques e ataques na região.

Oleoduto vira foco central

O oleoduto Leste-Oeste liga campos e centros de produção sauditas ao porto de Yanbu. A infraestrutura ganhou importância estratégica porque permite escoar petróleo sem depender exclusivamente do Golfo Pérsico.

Após ataques com drones, a operação foi interrompida. Analistas estimaram que um fechamento prolongado poderia retirar do mercado uma parcela relevante da oferta global.

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que o fluxo poderia ser retomado em poucos dias, o que também ajudou a reduzir a pressão sobre as cotações.

A Arábia Saudita ainda não havia apresentado um cronograma definitivo de normalização, mantendo parte da incerteza entre operadores.

Conflito mantém prêmio de risco

O alívio na oferta não elimina o risco geopolítico. Ataques a instalações energéticas, navios e rotas de exportação continuam sendo acompanhados pelo mercado.

O conflito envolvendo Irã, grupos aliados e países da região já provocou oscilações intensas no petróleo ao longo de 2026.

A cada nova ameaça sobre infraestrutura, o mercado tende a incorporar um prêmio de risco às cotações. Quando surgem alternativas logísticas ou sinais de recuperação, parte desse prêmio é retirada.

Essa dinâmica explica por que os preços seguem elevados mesmo nos dias de queda.

Ásia recebe cargas extras

As refinarias asiáticas estão entre as principais compradoras do petróleo saudita. A oferta adicional via Omã ajuda a preservar fluxos comerciais em um momento de restrições em outras rotas.

As transferências de navio para navio permitem maior flexibilidade operacional e reduzem dependência de pontos específicos de carregamento.

Para compradores, o aumento da disponibilidade diminui o risco de atrasos e ajuda a reduzir a competição por cargas no mercado físico.

Para a Arábia Saudita, a estratégia também preserva receitas e contratos em um período de incerteza logística.

Mercado monitora próximos passos

Investidores agora acompanham a recuperação do oleoduto, o ritmo dos embarques sauditas e a evolução das tensões no Oriente Médio.

Uma normalização mais rápida da infraestrutura pode aumentar a pressão de baixa sobre os preços. Novos ataques, por outro lado, podem recolocar o mercado em trajetória de alta.

Também pesam sobre as cotações dados de demanda global, estoques nos Estados Unidos e decisões de grandes produtores.

O cenário segue volátil: a oferta adicional reduziu o medo imediato de escassez, mas o risco geopolítico continua impedindo uma queda mais forte do petróleo.

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Irã critica adiamento de reunião sobre Estreito de Ormuz https://jornalmaior.com/2026/09/14/ira-adiamento-reuniao-estreito-ormuz/ https://jornalmaior.com/2026/09/14/ira-adiamento-reuniao-estreito-ormuz/#respond Mon, 14 Sep 2026 13:53:44 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/14/ira-adiamento-reuniao-estreito-ormuz/ O Irã criticou nesta segunda-feira (14) o adiamento de uma reunião com países árabes do Golfo que discutiria a gestão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. Segundo Teerã, o encontro foi postergado a pedido da Arábia Saudita.

A reunião ocorreria em Omã, com a participação do chanceler iraniano e diplomatas de alto escalão do Golfo. Irã e Omã esperavam anunciar durante o encontro um entendimento sobre a regulamentação da navegação na rota marítima.

Encontro é adiado em Omã

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, informou no domingo (13) que as negociações seriam adiadas “em nome do consenso”. A reunião estava prevista para esta segunda-feira.

Antes do adiamento, o Bahrein já havia comunicado que não participaria. Também não estava definido quais outros países do Golfo estariam presentes caso o encontro fosse mantido.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que a suspensão ocorreu de forma súbita. Segundo ele, a iniciativa havia partido da Arábia Saudita.

Baghaei disse que a reunião poderia abrir espaço para uma coordenação regional sobre o Estreito de Ormuz. Teerã afirmou que agora discutirá com Omã como dará publicidade ao entendimento previsto sobre a navegação.

Arábia Saudita pede mudanças

Um funcionário do Golfo havia dito anteriormente que Riad apresentou alterações ao texto proposto para o entendimento. A preocupação saudita, segundo esse relato, era que a redação consolidasse uma situação que o país e outros governos árabes do Golfo não aceitariam.

Baghaei associou o pedido de adiamento aos acontecimentos no Iêmen. Ele classificou o tema como uma distração em relação ao que chamou de causas fundamentais da crise.

O porta-voz iraniano também afirmou que os países da região deveriam reconhecer as oportunidades de cooperação oferecidas pelo encontro. A fala foi atribuída à agência estatal iraniana IRNA.

O novo acordo mencionado por Teerã e Omã trataria da regulamentação da navegação no Estreito de Ormuz. Os termos do entendimento não foram detalhados no material disponível.

Ataques elevam tensão regional

Na semana anterior, a Arábia Saudita sofreu ataques contra infraestrutura petrolífera que, segundo o relato, partiram do Iraque e dos houthis no Iêmen. Um dos episódios atingiu o oleoduto Leste-Oeste saudita.

O ataque ao oleoduto levou à suspensão das operações. O episódio ocorreu em meio às discussões sobre a gestão da navegação na região do Golfo Pérsico.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã estava “provavelmente” por trás do ataque. Baghaei negou categoricamente a acusação em nome do governo iraniano.

Ao comentar o papel dos houthis, o porta-voz disse que Teerã não interfere nas decisões do grupo. Ele se referiu à organização pelo nome Ansarullah.

Irã promete definir próximos passos

Após o adiamento, Baghaei declarou que o Irã decidirá com Omã qual será o próximo passo para o anúncio do entendimento sobre o Estreito de Ormuz.

O governo iraniano manteve, assim, a indicação de que pretende seguir discutindo a proposta com Mascate. No entanto, não foi anunciada uma nova data para a reunião com os países árabes do Golfo.

O encontro havia sido planejado para reunir representantes árabes do Golfo e o ministro das Relações Exteriores iraniano. A pauta central era a administração do tráfego marítimo no estreito.

A via marítima voltou ao centro das discussões diplomáticas regionais enquanto persistem tensões relacionadas aos ataques contra a infraestrutura saudita e aos acontecimentos no Iêmen.

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Petróleo sobe quase 3% após ataques elevarem risco ao abastecimento https://jornalmaior.com/2026/09/14/petroleo-sobe-ataques-risco-abastecimento/ https://jornalmaior.com/2026/09/14/petroleo-sobe-ataques-risco-abastecimento/#respond Mon, 14 Sep 2026 12:30:22 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/14/petroleo-sobe-ataques-risco-abastecimento/ Os preços do petróleo subiram quase 3% nesta segunda-feira (14), após novos ataques a infraestruturas energéticas e civis da Arábia Saudita e incidentes envolvendo embarcações no Golfo ampliarem as preocupações com o abastecimento global. O movimento ocorreu depois do fechamento temporário do oleoduto Leste-Oeste saudita.

O Brent avançava US$ 2,93, ou 2,8%, para US$ 107,54 por barril. Já o WTI ganhava US$ 2,88, equivalente a 2,9%, e era negociado a US$ 102,93 por barril.

Ataques elevam as cotações

Os ataques registrados na Arábia Saudita se somaram às preocupações do mercado com a segurança da infraestrutura energética do país. Além disso, houve relatos de ataques iranianos a navios no Golfo.

Na semana anterior, o petróleo havia subido 8% diante das interrupções e ultrapassado US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho. A nova alta manteve os dois contratos de referência acima desse patamar.

A paralisação temporária do oleoduto saudita ameaça até 4% do abastecimento global de petróleo.

Oleoduto reduz rotas de exportação

Autoridades sauditas informaram que o oleoduto Leste-Oeste foi temporariamente fechado depois de um ataque com drones. A infraestrutura permite à Arábia Saudita contornar o Estreito de Ormuz e redirecionar exportações.

Por isso, a interrupção do sistema elevou a atenção do mercado para a capacidade do país de manter seus embarques por rotas alternativas. Estrategistas de commodities do ING apontaram a importância crucial do oleoduto.

Segundo os estrategistas, ainda não estava claro qual seria a extensão de eventuais danos nem por quanto tempo o duto permaneceria fora de operação. Essa indefinição adicionou incerteza às negociações do petróleo.

Yanbu tem estoque limitado

Com o oleoduto fora de serviço, o porto de Yanbu, no Mar Vermelho, passou a ser uma alternativa relevante para os embarques sauditas. No entanto, três fontes do setor familiarizadas com as exportações do país relatararam limite para essa operação.

De acordo com essas fontes, o estoque em Yanbu seria suficiente para cobrir entre cinco e sete dias de exportações. O dado reforça a importância do oleoduto Leste-Oeste para a logística petrolífera saudita.

A pressão sobre as rotas de escoamento ocorre enquanto o mercado acompanha riscos simultâneos no Estreito de Ormuz e em Bab el-Mandeb. As duas passagens têm papel estratégico no trânsito marítimo de petróleo.

Incidentes atingem navios no Golfo

No domingo (13), uma embarcação no Estreito de Ormuz foi atingida por um projétil, provocando incêndio e levando a tripulação a evacuar, conforme informou a agência britânica de segurança marítima UKMTO.

Também no domingo, o Irã informou que um navio comercial iraniano foi atingido na costa do país. Segundo o governo iraniano, uma pessoa morreu e quatro tripulantes ficaram feridos.

Os episódios ocorreram em uma das principais rotas de trânsito de petróleo do mundo. Dessa forma, os incidentes marítimos se transformaram em mais um fator de risco para a circulação de cargas energéticas.

Houthis avançam sobre Perim

Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, chegaram à ilha de Perim na sexta-feira (11). O avanço reforçou o controle do grupo sobre o estreito de Bab el-Mandeb, segundo as informações disponíveis.

Nos últimos meses, essa rota transportou de 4% a 5% do abastecimento global de petróleo. Ao mesmo tempo, a região se tornou mais relevante para o mercado diante das limitações impostas às rotas sauditas.

A mídia estatal saudita divulgou imagens de danos a residências e a uma mesquita na província de Jazan, no sul do país, que atribuiu a um ataque houthi. Os houthis afirmaram ainda ter atacado uma base militar saudita em uma província vizinha.

Reunião sobre Ormuz é adiada

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, afirmou no domingo que foi adiada uma reunião prevista para esta segunda-feira entre países do Golfo e o Irã. O encontro trataria da situação no Estreito de Ormuz.

Não houve negociação de paz sobre a guerra iniciada havia seis meses por Estados Unidos e Israel desde o fracasso de um acordo provisório em junho. Assim, o adiamento da reunião manteve sem definição um canal de diálogo sobre a rota marítima.

Para o mercado, a combinação entre ataques a instalações, interrupção de oleoduto e riscos à navegação sustenta a preocupação com o abastecimento. As cotações de Brent e WTI refletiram esse cenário ao longo do pregão.

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Negociação sobre Ormuz é adiada e petróleo supera US$ 100 https://jornalmaior.com/2026/09/14/negociacao-estreito-ormuz-petroleo/ https://jornalmaior.com/2026/09/14/negociacao-estreito-ormuz-petroleo/#comments Mon, 14 Sep 2026 09:07:30 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/14/negociacao-estreito-ormuz-petroleo/ A negociação sobre o Estreito de Ormuz foi adiada nesta segunda-feira (14), enquanto ataques contra rotas marítimas e infraestrutura de energia no Golfo Pérsico ampliaram a preocupação com a oferta global de petróleo. Os preços do barril superaram US$ 100 na semana passada, pela primeira vez desde julho.

O encontro reuniria o Irã e países árabes do Golfo para discutir um acordo apresentado com mediação de Omã sobre a gestão das rotas marítimas no estreito. Antes da guerra em curso, cerca de um quinto do petróleo mundial passava por essa passagem.

Omã adia reunião regional

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Sayyid Badr Albusaidi, comunicou no domingo (13) que a reunião prevista para esta segunda-feira seria postergada. A justificativa divulgada pelo chanceler foi a busca de consenso entre os envolvidos.

Autoridades iranianas haviam indicado que participariam da conversa com os países árabes do Golfo. A proposta em discussão tratava da administração das rotas marítimas que cruzam o Estreito de Ormuz.

A agência iraniana Fars citou uma fonte do Ministério das Relações Exteriores do Irã segundo a qual alguns países da região solicitaram o adiamento. Ainda de acordo com essa fonte, Teerã e Mascate tomarão uma decisão conjunta sobre a nova data.

Risco cresce nas rotas marítimas

O estreito continuou sob risco para embarcações comerciais. A agência britânica de segurança marítima UKMTO relatou que um navio foi atingido por um projétil durante a travessia no domingo, provocando incêndio e a evacuação da tripulação.

O Irã informou, por sua vez, que um ataque contra uma embarcação comercial iraniana perto de sua costa matou uma pessoa e deixou quatro tripulantes feridos. Os dois episódios ocorreram em meio à redução do tráfego na área.

Dados preliminares de rastreamento indicaram que as travessias de embarcações comerciais caíram para um número de um dígito por dia no fim de semana. Nos dez dias anteriores, a média havia sido de 14 passagens diárias.

Oleoduto saudita interrompe alternativa

A Arábia Saudita interrompeu temporariamente o funcionamento de seu oleoduto Leste-Oeste, usado como rota alternativa ao Estreito de Ormuz. A decisão veio após um ataque que atingiu a estrutura na sexta-feira (11).

Segundo operadores do mercado e compradores de petróleo saudita ouvidos pela Reuters, o petróleo armazenado no porto de Yanbu, no Mar Vermelho, permitiria manter as exportações por cinco a sete dias caso o oleoduto permaneça fechado.

Passado esse período, até 4% da oferta global de petróleo poderá ficar ameaçada, além dos volumes já afetados pelo menor fluxo em Ormuz. A Arábia Saudita não detalhou a extensão dos danos nem divulgou uma previsão para a retomada das operações.

Petróleo reage à escalada regional

Os preços do petróleo avançaram mais de 3% nesta segunda-feira, após ataques dos houthis contra a Arábia Saudita, o fechamento do oleoduto e os incidentes contra navios no Golfo. A alta ocorre em um momento de preocupação com a disponibilidade de energia para o mercado internacional.

Nos Estados Unidos, o diesel no varejo atingiu um novo recorde no domingo, acima de US$ 6,20 por galão. O indicador ganhou relevância política no país, onde o preço dos combustíveis costuma influenciar o debate público.

A combinação entre a redução do tráfego em Ormuz e a paralisação do oleoduto saudita pressiona uma parcela relevante da oferta mundial de petróleo. As estimativas sobre o conserto da infraestrutura saudita variam de dias a semanas, segundo fontes consultadas pela Reuters.

Irã condiciona reabertura do estreito

Em entrevista ao veículo pan-árabe Al-Arabi Al-Jadeed, o chanceler iraniano Abbas Araqchi afirmou que Teerã não reabrirá o estreito apenas com um eventual entendimento com Omã. Segundo ele, o país condiciona a medida ao atendimento das exigências iranianas pelos Estados Unidos.

A posição torna mais difícil uma solução diplomática de curto prazo para a circulação marítima. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos ainda não alcançaram os objetivos anunciados pelo presidente Donald Trump ao lançar, em fevereiro, a Operação Epic Fury contra o Irã.

Durante viagem à Irlanda no fim de semana, Trump disse esperar que a guerra com o Irã termine ainda neste ano. O presidente associou esse cenário a uma queda acentuada no preço da gasolina após as eleições legislativas de novembro.

Houthis ampliam tensão no Iêmen

A mídia estatal saudita divulgou imagens de danos a casas e a uma mesquita em Jazan, no sul da Arábia Saudita, após um suposto ataque transfronteiriço dos houthis. O grupo, alinhado ao Irã, também declarou ter atingido uma base militar saudita em província vizinha.

Os houthis afirmaram ainda ter capturado a ilha de Perim, no estreito de Bab el-Mandeb, passagem que controla a entrada do Mar Vermelho. O avanço ao longo da costa é descrito como parte da maior escalada de combates no Iêmen em anos.

Para Washington, a ofensiva cria um novo impasse: apoiar a Arábia Saudita e proteger a navegação, mas evitar a abertura de outra frente de guerra. Três fontes disseram à Reuters que Mohammed bin Salman pediu ajuda militar a Trump; até agora, o governo americano ofereceu apoio de inteligência.

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Navio iraniano é atingido no Estreito de Ormuz; um morre https://jornalmaior.com/2026/09/13/navio-iraniano-atingido-estreito-de-ormuz/ https://jornalmaior.com/2026/09/13/navio-iraniano-atingido-estreito-de-ormuz/#respond Sun, 13 Sep 2026 18:07:52 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/13/navio-iraniano-atingido-estreito-de-ormuz/ Um navio comercial do Irã foi atingido nas primeiras horas da manhã perto da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo veículos estatais iranianos. A emissora Irib informou que uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas.

O incidente ocorreu na véspera de uma reunião prevista em Omã entre representantes iranianos e líderes regionais para discutir a gestão do tráfego marítimo na passagem. A rota é estratégica para o transporte de petróleo e tem operado com fluxo muito menor do que antes da guerra mencionada pelas fontes iranianas.

Mídia estatal relata vítimas

A Irib, emissora estatal do Irã, informou que a embarcação comercial foi atingida nas proximidades de Qeshm. A emissora não detalhou as circunstâncias do impacto nem identificou o navio envolvido.

Segundo o relato divulgado pela mídia iraniana, o ataque deixou uma vítima fatal e quatro feridos. Não foram apresentados, no material disponível, dados sobre a identidade das vítimas ou seu estado de saúde.

A agência estatal Irna atribuiu ao governador de Qeshm a afirmação de que a ação partiu de um “inimigo terrorista”. O governador, porém, não indicou qual grupo ou país teria sido responsável.

A via navegável seria aberta sob a condição de que os EUA encerrassem seu bloqueio”.”

Masoud Pezeshkian, presidente do Irã

Qeshm concentra posição estratégica

A ilha de Qeshm fica no Estreito de Ormuz, passagem que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Sua localização é relevante para a capacidade iraniana de acompanhar e influenciar o trânsito marítimo na região.

De acordo com as informações fornecidas, Qeshm está a cerca de 22 quilômetros de Bandar Abbas, cidade portuária iraniana. A proximidade reforça o peso geográfico da ilha para as operações no estreito.

Antes da guerra citada no material, a via marítima registrava a passagem de aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo por dia. O tráfego no Estreito de Ormuz permanece cerca de 90% abaixo dos níveis anteriores ao conflito.

Reunião em Omã discute tráfego

Altos diplomatas de países árabes do Golfo são esperados em Omã nesta segunda-feira (14) para conversar com o ministro das Relações Exteriores iraniano sobre a gestão da navegação no Estreito de Ormuz.

Enquanto o lado americano não aceitar todas as condições do Irã, o diálogo e a negociação não têm utilidade”.”

Ebrahim Azizi, chefe do comitê de segurança nacional do Parlamento iraniano

O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, anunciou a expectativa de encontro no sábado (12). No entanto, o Bahrein declarou que não participará, e não houve confirmação sobre quais outros países estariam representados.

O Irã negocia há meses com Omã, que controla a margem oposta do estreito, um possível acordo para regular a circulação de embarcações. Ainda assim, autoridades iranianas reduziram as expectativas de avanço imediato nas tratativas.

Irã condiciona abertura da rota

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, vinculou a abertura da via marítima ao fim do bloqueio dos Estados Unidos aos portos do Irã. A declaração foi dada à emissora India Today TV no sábado.

Já Ebrahim Azizi, chefe do comitê de segurança nacional do Parlamento iraniano, afirmou em publicação na rede X que as negociações não terão utilidade enquanto os Estados Unidos não aceitarem as condições apresentadas por Teerã.

O material também relata ataques anteriores de forças dos Estados Unidos contra embarcações com bandeira iraniana no contexto do bloqueio aos portos do país. O governo americano não comentou o episódio relatado perto de Qeshm.

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Irã e países árabes vão discutir rota no Estreito de Ormuz em Omã https://jornalmaior.com/2026/09/12/ira-paises-arabes-rota-estreito-ormuz-oma/ https://jornalmaior.com/2026/09/12/ira-paises-arabes-rota-estreito-ormuz-oma/#respond Sat, 12 Sep 2026 19:47:28 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/12/ira-paises-arabes-rota-estreito-ormuz-oma/ Irã e países árabes devem se reunir em Omã na segunda-feira (14) para discutir uma rota no Estreito de Ormuz, segundo o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. A via navegável estava bloqueada após a escalada da guerra iniciada em fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã.

O encontro ocorre enquanto os preços globais do petróleo subiram na última semana. Antes do conflito, cerca de um quinto do suprimento mundial da commodity passava pelo estreito, uma das rotas mais relevantes para o transporte de petróleo.

Reunião discute rota em Ormuz

Pezeshkian falou sobre a reunião durante viagem a Nova Délhi, na Índia, onde participa da cúpula do Brics. Segundo ele, os países árabes e o Irã tratarão de um entendimento sobre a rota em Ormuz.

O presidente também afirmou que os participantes comunicarão a situação da passagem à organização marítima internacional competente. Ele não detalhou quais países árabes participarão do encontro nem os termos que poderão ser debatidos.

Omã convocou a reunião, de acordo com uma autoridade iraniana que falou sob condição de anonimato. Além de Ormuz, a agenda deverá abranger outras questões regionais.

Autoridade reduz expectativa de acordo

Apesar da declaração do presidente iraniano, a autoridade ouvida sob anonimato afirmou que não se espera a assinatura de um acordo sobre a via navegável na segunda-feira.

Assim, há uma diferença entre a expectativa apresentada por Pezeshkian, de discutir um entendimento para a rota, e a avaliação da autoridade sobre a possibilidade de um documento formal ao fim do encontro.

A reunião, portanto, funcionará como fórum de discussão sobre Ormuz e outros temas da região, segundo essa autoridade. Não foram divulgados detalhes sobre participantes, propostas ou eventual calendário de decisões posteriores.

Guerra interrompe passagem estratégica

O Estreito de Ormuz tinha papel central no escoamento de petróleo antes da guerra. Cerca de um quinto da oferta global passava pela rota, segundo as informações disponíveis sobre o período anterior aos ataques de fevereiro.

Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã naquele mês, dando início ao conflito. Posteriormente, Estados Unidos e Irã dispararam contra navios-tanque em Ormuz, em nova escalada na área marítima.

O bloqueio da passagem tornou a discussão de uma rota um tema de impacto internacional. Isso ocorre porque o estreito concentrava uma parcela expressiva do fornecimento global de petróleo antes do agravamento militar.

Tensão alcança outra rota petrolífera

A pressão sobre o transporte de petróleo não se limita ao Estreito de Ormuz. Os houthis, aliados do Irã no Iêmen, avançaram em direção ao Estreito de Bab el-Mandeb, outra rota crucial no Oriente Médio.

Bab el-Mandeb fica no lado oposto da Península Arábica em relação a Ormuz. Dessa forma, a movimentação acrescenta tensão a uma segunda passagem relevante para o fluxo de petróleo na região.

Enquanto representantes se preparam para a reunião em Omã, os preços globais do petróleo já registraram alta na última semana. O encontro de segunda-feira reunirá as discussões sobre Ormuz a um cenário regional marcado pela guerra e pela insegurança nas rotas marítimas.

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Omã reúne Irã e países do Golfo para discutir Estreito de Ormuz https://jornalmaior.com/2026/09/11/reuniao-ira-paises-golfo-estreito-ormuz/ https://jornalmaior.com/2026/09/11/reuniao-ira-paises-golfo-estreito-ormuz/#comments Fri, 11 Sep 2026 18:32:13 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/11/reuniao-ira-paises-golfo-estreito-ormuz/ Omã planeja reunir, na segunda-feira (14), altos diplomatas de países árabes do Golfo e o ministro das Relações Exteriores do Irã para discutir a gestão do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A informação foi confirmada à CNN por uma fonte regional a par das tratativas.

O encontro ocorre após a escalada militar no fim de fevereiro e pode abordar um acordo em negociação entre Teerã e Mascate para administrar a circulação de embarcações na passagem. A expectativa em torno das conversas coincidiu com baixa superior a 3% nos contratos futuros do petróleo Brent na sexta-feira (11).

Omã articula encontro regional

A reunião foi apresentada como uma iniciativa de Omã e deve juntar autoridades árabes do Golfo ao chanceler iraniano. Segundo a fonte ouvida pela CNN, será o primeiro encontro desse grupo de autoridades desde a guerra ocorrida no fim de fevereiro.

O Financial Times noticiou inicialmente a realização da conversa. Depois, uma fonte regional confirmou à CNN que o encontro estava previsto para segunda-feira.

Omã divide com o Irã a costa do Estreito de Ormuz. Por isso, os dois países ocupam posição central nas discussões sobre a circulação marítima na área.

Negociação trata regras de navegação

Os chanceleres devem discutir um entendimento que Irã e Omã negociam para gerir o movimento de navios no estreito. A pauta envolve uma via marítima estratégica para o transporte de petróleo.

O Irã busca assumir um papel formal na regulamentação das passagens pelo Estreito de Ormuz. Enquanto isso, países da região defendem que as embarcações possam navegar livremente pela rota.

Teerã propôs um sistema de pagamento para os navios que cruzam a passagem. Esse ponto contrapõe a proposta iraniana à posição regional favorável à livre navegação.

Conselho do Golfo define presença

A participação dos seis integrantes do Conselho de Cooperação do Golfo ainda não estava definida antes da reunião. O bloco reúne países árabes da região do Golfo Pérsico.

As conversas ocorrem depois de uma guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica, segundo o relato da fonte regional. Em retaliação, o Irã atacou todos os Estados árabes do Golfo, informou a CNN.

Dessa forma, o encontro em Omã coloca em uma mesma mesa representantes envolvidos em um cenário regional de tensão. A discussão sobre o estreito combina segurança marítima e interesses econômicos ligados ao transporte de energia.

Mercado reage às conversas

A notícia da reunião ajudou a reduzir os preços do petróleo após uma forte alta no início da semana. Os contratos futuros do Brent, referência global, caíram mais de 3% na sexta-feira.

O movimento mostra a atenção do mercado às negociações sobre o Estreito de Ormuz. A rota tem relevância para o fluxo marítimo de petróleo, e eventuais regras para sua utilização afetam as expectativas dos agentes econômicos.

O encontro previsto para segunda-feira deverá indicar se há espaço para um entendimento sobre a gestão da passagem. Por ora, as posições descritas envolvem a demanda iraniana por regulamentação formal e a defesa regional da livre navegação.

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Petróleo recua após se aproximar de US$ 110 com expectativa sobre Hormuz https://jornalmaior.com/2026/09/11/petroleo-recua-expectativa-estreito-hormuz/ https://jornalmaior.com/2026/09/11/petroleo-recua-expectativa-estreito-hormuz/#respond Fri, 11 Sep 2026 15:56:56 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/11/petroleo-recua-expectativa-estreito-hormuz/ O petróleo recuou nesta sexta-feira (11) depois de o barril Brent, referência internacional, se aproximar de US$ 110 no início das negociações. A queda ganhou força após a notícia de que Irã e Omã articulam uma reunião para discutir a situação do estreito de Hormuz, bloqueado para navegação desde 28 de fevereiro, segundo informações publicadas pelo Financial Times.

Por volta das 10h, no horário de Brasília, o Brent era negociado a US$ 104,01, baixa de 3,38%. No mesmo horário, o WTI, referência dos Estados Unidos, caía 3,02%, para US$ 99,06. A movimentação ocorreu em meio à preocupação com duas rotas marítimas estratégicas para o transporte de energia: Hormuz e Bab el-Mandeb.

Brent perde força após máxima

O Brent iniciou a sessão em alta de 2% e atingiu US$ 109,62 por barril por volta das 21h de quinta-feira (10), no horário de Brasília. A cotação ficou próxima dos US$ 109,68 registrados na sessão anterior.

Ao longo da sexta-feira, porém, o contrato passou a recuar. Por volta das 7h45, chegou a US$ 103,51, o que representava queda de 3,83%.

Depois disso, o preço se estabilizou na faixa de US$ 104. A oscilação mostrou a reação dos investidores à perspectiva de uma abertura de diálogo sobre Hormuz, apesar da continuidade das tensões militares e logísticas na região.

Reunião pode tratar de Hormuz

Segundo o Financial Times, os ministros das Relações Exteriores de Irã e Omã articulam um encontro para segunda-feira (14), em Salalah, Omã. O objetivo seria discutir o controle sobre o estreito de Hormuz.

Duas pessoas ouvidas pelo jornal afirmaram que vários países já haviam confirmado presença. Os participantes, no entanto, não foram divulgados.

Antes do conflito, cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás transitava pela passagem marítima, conforme a informação publicada. Irã e Omã negociam desde o início do mês um entendimento sobre o controle da área.

Houthis avançam em Bab el-Mandeb

Enquanto as conversas sobre Hormuz avançavam, os houthis mantiveram movimentações no Iêmen. Quatro pessoas do governo iemenita disseram à Reuters que o grupo chegou à ilha de Perim, situada no estreito de Bab el-Mandeb.

Anteriormente, duas fontes do governo iemenita reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita haviam informado que suas forças deixaram Perim. Segundo essas fontes, os houthis também tomaram Dhubab, cidade no litoral do Mar Vermelho em frente à ilha.

A região reúne ainda as ilhas de Zuqar e Hanish. A Reuters informou que os houthis tomaram Zuqar na quinta-feira (10), em um avanço que pode ampliar sua presença em uma rota marítima considerada relevante para o comércio de energia.

Rotas alternativas elevam custos

Bab el-Mandeb liga o Mar Vermelho ao Oceano Índico e tem sido usado pela Arábia Saudita para escoar petróleo enquanto Hormuz permanece bloqueado. A passagem está no lado oposto da Península Arábica em relação ao estreito de Hormuz.

Se as duas rotas ficarem bloqueadas, navios-tanque teriam como alternativa contornar a África pelo Cabo da Boa Esperança. Esse trajeto é mais longo e mais caro, segundo o relato publicado.

Por isso, o controle das passagens marítimas tem impacto direto sobre o abastecimento e o frete do petróleo. Um bloqueio simultâneo reduziria as opções de trânsito para exportadores da região.

Oferta saudita registra queda em agosto

A Agência Internacional de Energia informou nesta sexta-feira que o fornecimento de petróleo bruto da Arábia Saudita caiu 2,3 milhões de barris por dia em agosto, para 6 milhões de barris diários. De acordo com a agência, foi o menor nível em mais de três décadas.

A AIE associou parte da redução aos ataques contra embarcações que transitavam pelo estreito de Bab el-Mandeb por grupos ligados aos houthis no Iêmen. A Aramco vem usando o oleoduto leste-oeste para levar petróleo da costa leste saudita ao Mar Vermelho.

Imagens de satélite mostraram fumaça nas proximidades desse gasoduto na quinta-feira. A Arábia Saudita não confirmou incidente na área, e a Aramco não respondeu de imediato a pedidos de comentário relatados pela Reuters.

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Irã promete reagir se agência nuclear da ONU aprovar resolução https://jornalmaior.com/2026/09/07/ira-reacao-resolucao-agencia-nuclear-onu/ https://jornalmaior.com/2026/09/07/ira-reacao-resolucao-agencia-nuclear-onu/#respond Mon, 07 Sep 2026 09:52:23 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/07/ira-reacao-resolucao-agencia-nuclear-onu/ O Irã reagirá caso a agência nuclear da ONU aprove uma resolução contra o país, declarou nesta segunda-feira, 7 de setembro de 2026, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei. A afirmação foi divulgada pela agência semioficial Fars.

Na mesma data, Baghaei informou que Teerã mantém contatos com países da região para reduzir as tensões. Ao mesmo tempo, ele advertiu a Coreia do Sul de que uma participação em operações militares dos Estados Unidos no Golfo Pérsico ou no Estreito de Ormuz teria consequências, segundo publicação do porta-voz na rede X.

Irã condiciona reação à resolução

Baghaei não detalhou qual seria a resposta iraniana a uma eventual aprovação da resolução pela agência nuclear da ONU. A declaração, portanto, apresenta uma posição preventiva de Teerã diante da possibilidade de uma medida contra o país.

Segundo o porta-voz, países europeus que buscam a resolução agem de forma “irracional”. Ele associou essa crítica à guerra com os Estados Unidos e afirmou que as instalações nucleares iranianas se tornaram inacessíveis.

O material disponível não informa o teor da possível resolução, quais países europeus a defendem nem em que fase estaria sua discussão. Também não traz manifestação dos governos europeus citados de forma genérica por Baghaei.

A diplomacia é uma questão dinâmica e contínua”

Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã

Catar mantém conversas em Teerã

Uma delegação do Catar chegou a Teerã no domingo, 6 de setembro, e se reuniu com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, de acordo com Baghaei. O porta-voz classificou as conversas como produtivas.

O Catar ganhou espaço como mediador nos esforços para diminuir a tensão entre Teerã e Washington. Além disso, o país manifestou apoio a negociações entre Omã e Irã para criar um corredor marítimo temporário e remover minas no Estreito de Ormuz.

Baghaei disse que o Irã também recebeu delegações de Omã e do Paquistão nas semanas anteriores. Segundo ele, contatos com países regionais continuam em busca de redução das tensões.

No mês anterior, o primeiro-ministro e chanceler do Catar, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, havia se encontrado em Teerã com autoridades iranianas de alto escalão. A agenda ocorreu em meio às iniciativas diplomáticas relatadas pelo governo iraniano.

Porta-voz alerta a Coreia do Sul

Também nesta segunda-feira, Baghaei publicou em coreano uma advertência dirigida à Coreia do Sul. Ele afirmou que Teerã valoriza a relação de amizade entre os dois países, mas vinculou uma eventual presença militar sul-coreana às operações dos Estados Unidos.

Na publicação, o porta-voz declarou que a participação de outro país em operações no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz seria entendida pelo Irã como apoio direto a Washington. A fala ocorre enquanto o governo iraniano acusa os Estados Unidos de agressão.

A presença militar ou participação de outro país em operações no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz seria inevitavelmente considerada apoio direto à parte responsável pelos atos de agressão e levaria a sérias consequências”

Esmail Baghaei, em publicação na rede X

A mensagem foi divulgada após informações de que Seul sofre pressão dos Estados Unidos para participar de operações contra o Irã no Estreito de Ormuz. O texto não indica que a Coreia do Sul tenha aderido a qualquer missão.

Seul ainda avalia envio de tropas

No mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse ter perguntado ao presidente sul-coreano se o país gostaria de participar da “desnuclearização da República Islâmica do Irã”. Segundo Trump, a resposta foi negativa.

Posteriormente, a Coreia do Sul afirmou estar em comunicação estreita com os Estados Unidos sobre formas concretas e militares de contribuir para a liberdade de navegação no estreito. O país também informou participar de discussões internacionais sobre o tema.

Na sexta-feira, 4 de setembro, uma autoridade sul-coreana disse que o governo avaliava alternativas para enviar tropas a missões de combate e não combatentes. Conforme essa autoridade, Seul consultava Estados Unidos, Reino Unido e França, mas ainda não havia tomado uma decisão.

Assim, as declarações iranianas se somam a uma sequência de pressões e contatos diplomáticos em torno do Estreito de Ormuz. A eventual participação sul-coreana permanece em análise, enquanto Teerã tenta mobilizar canais regionais de mediação.

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Opep+ mantém produção de petróleo para outubro de 2026 https://jornalmaior.com/2026/09/06/opep-mantem-producao-petroleo-outubro-2026/ https://jornalmaior.com/2026/09/06/opep-mantem-producao-petroleo-outubro-2026/#respond Sun, 06 Sep 2026 15:53:24 +0000 https://jornalmaior.com/2026/09/06/opep-mantem-producao-petroleo-outubro-2026/ Opep+ mantém produção de petróleo para outubro de 2026. Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã tomaram a decisão neste domingo (6), durante uma reunião virtual sobre as condições e as perspectivas do mercado global.

Segundo o comunicado divulgado após o encontro, os sete países conservarão em outubro os níveis de produção previstos para setembro de 2026. O grupo também reafirmou o compromisso com a estabilidade do mercado de petróleo e marcou uma nova reunião para 4 de outubro.

Opep+ mantém as metas de produção

A decisão vale para os sete países que participaram da reunião e mantém as metas previstas para outubro. A medida foi anunciada depois da avaliação conjunta do cenário do mercado global de petróleo.

Além disso, o comunicado informa que o grupo continuará realizando reuniões mensais para acompanhar as condições do setor. O próximo encontro terá como foco a continuidade desse monitoramento.

A manutenção dos níveis não representa, segundo o material divulgado, uma nova alteração nas metas de produção para o mês. Os volumes anunciados seguem os parâmetros previstos para setembro de 2026.

Sete países participam do acordo

A reunião envolveu Argélia, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita, Cazaquistão, Omã e Rússia. Juntos, os países integram o grupo que coordena a decisão anunciada para outubro.

A Arábia Saudita terá a maior produção requerida entre os sete, com 10.478 mil barris por dia. A Rússia aparece em seguida, com 9.949 mil barris por dia, conforme a tabela divulgada no comunicado.

Entre os demais participantes, o Iraque terá 4.431 mil barris por dia; o Kuwait, 2.676 mil; e o Cazaquistão, 1.628 mil. A Argélia terá 1.007 mil barris por dia, enquanto Omã ficará em 841 mil.

Países reafirmam compromisso com o mercado

Os sete países reiteraram o compromisso de alcançar “plena conformidade” com a chamada Declaração de Cooperação. O acordo foi firmado em dezembro de 2016 por integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e produtores aliados de fora do cartel.

Entre os produtores aliados está a Rússia, citada no material como um dos países que participam da coordenação. A declaração busca alinhar ajustes de produção entre os integrantes.

De acordo com o comunicado, esse mecanismo tem como objetivo estabilizar o mercado global de petróleo e orientar o setor no longo prazo. O texto divulgado não apresenta, porém, uma projeção específica para preços ou para a oferta mundial após a decisão.

Próxima reunião ocorre em outubro

O grupo informou que continuará avaliando regularmente as condições e as perspectivas do mercado. Por isso, as decisões sobre os níveis de produção permanecem vinculadas ao acompanhamento mensal anunciado pelos países.

O próximo encontro está marcado para 4 de outubro de 2026. A reunião deverá ocorrer depois do início do período de produção definido para outubro, conforme o calendário informado no comunicado.

Até lá, a decisão apresentada é a manutenção das metas já previstas. O material fornecido não informa mudanças adicionais, novas reduções ou aumentos na produção dos sete países.

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