Petróleo supera US$ 100 com tensão no Iêmen e risco ao abastecimento

Avanço de houthis sobre áreas próximas ao estreito de Bab el-Mandeb eleva a atenção do mercado para uma rota estratégica de energia.

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Redação
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A escalada dos conflitos no Iêmen aumentou a atenção do mercado para riscos em rotas estratégicas de energia.Bomba de petróleo na bacia do Permiano, perto de Midland, Texas, EUA, em 8 de outubro de 2025. REUTERS/Arathy Somasekhar
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O petróleo superou US$ 100 por barril no mercado internacional nesta quinta-feira (10), em meio à escalada dos conflitos no Iêmen e à preocupação de investidores com possíveis efeitos sobre o abastecimento de energia. Por volta das 7h35, o Brent, referência global, subia mais de 0,6% e era negociado perto de US$ 102.

No mesmo horário, o WTI, referência dos Estados Unidos, avançava 1,3%, para US$ 97,31 o barril. Os contratos mantinham os preços nos maiores níveis desde julho, enquanto o mercado acompanhava movimentos militares em áreas próximas a uma importante passagem marítima.

Brent mantém cotação acima de US$ 100

O Brent é a principal referência para o comércio internacional de petróleo. A cotação próxima de US$ 102 indicava a continuidade da alta observada desde o início da semana.

Já o WTI registrava valorização percentual maior na abertura acompanhada pela reportagem, embora permanecesse abaixo da marca de US$ 100. As duas referências reagiam ao aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

A alta ocorre em um ambiente de temor sobre a disponibilidade de energia. Conflitos em regiões ligadas a rotas de exportação e transporte de petróleo podem elevar a percepção de risco entre os participantes do mercado.

Conflito no Iêmen amplia pressão

A aceleração das cotações veio após novos ataques de houthis contra forças da Arábia Saudita e a ampliação dos confrontos no Iêmen. O grupo é alinhado ao Irã.

Nos últimos dias, cresceram os combates entre os houthis e aliados da Arábia Saudita ligados ao governo do Iêmen reconhecido internacionalmente. Assim, a disputa passou a ser acompanhada também por seus possíveis efeitos sobre o mercado energético.

Segundo informações atribuídas a fontes militares do governo iemenita, os houthis assumiram o controle de Mocha, cidade portuária histórica. O avanço reforçou a atenção sobre a presença do grupo em áreas costeiras do país.

Houthis avançam sobre rota marítima

Mocha fica em uma área associada ao estreito de Bab el-Mandeb, passagem marítima de relevância mundial. A influência dos houthis na região aumentou a preocupação com a circulação por essa rota.

Também segundo fontes do governo ouvidas pela Reuters, o grupo lançou ataques contra as ilhas Hanish, no Mar Vermelho. A área integra o entorno marítimo acompanhado pelos mercados por sua importância estratégica.

Forças governamentais e aliados se deslocavam para o sul, na direção de Dhubab. A cidade está situada diretamente no estreito, em frente à ilha de Perim, o que dá dimensão geográfica à disputa em curso.

Mercados calculam efeitos sobre energia

A escalada no Iêmen abre uma nova frente na disputa que envolve o Irã, segundo o material disponível. Por isso, investidores passaram a considerar com mais cautela os riscos para o fornecimento global de energia.

Além do cenário no Oriente Médio, os mercados acompanhavam expectativas de aumento de juros nos Estados Unidos e na Europa ao longo do mês. Esse fator compunha o ambiente econômico observado durante a alta do petróleo.

O avanço das cotações mostra como a situação de segurança em torno de rotas marítimas pode influenciar o mercado de energia. Enquanto os confrontos prosseguiam, Brent e WTI sustentavam valorização na sessão.

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