Navio iraniano é atingido no Estreito de Ormuz; um morre

Mídia estatal do Irã informou que outras quatro pessoas ficaram feridas perto da ilha de Qeshm, em meio a negociações sobre a navegação na rota.

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
4 min leitura
O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica para o transporte marítimo de petróleo.Reuters
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

Um navio comercial do Irã foi atingido nas primeiras horas da manhã perto da ilha de Qeshm, no Estreito de Ormuz, segundo veículos estatais iranianos. A emissora Irib informou que uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas.

O incidente ocorreu na véspera de uma reunião prevista em Omã entre representantes iranianos e líderes regionais para discutir a gestão do tráfego marítimo na passagem. A rota é estratégica para o transporte de petróleo e tem operado com fluxo muito menor do que antes da guerra mencionada pelas fontes iranianas.

Mídia estatal relata vítimas

A Irib, emissora estatal do Irã, informou que a embarcação comercial foi atingida nas proximidades de Qeshm. A emissora não detalhou as circunstâncias do impacto nem identificou o navio envolvido.

Segundo o relato divulgado pela mídia iraniana, o ataque deixou uma vítima fatal e quatro feridos. Não foram apresentados, no material disponível, dados sobre a identidade das vítimas ou seu estado de saúde.

A agência estatal Irna atribuiu ao governador de Qeshm a afirmação de que a ação partiu de um “inimigo terrorista”. O governador, porém, não indicou qual grupo ou país teria sido responsável.

A via navegável seria aberta sob a condição de que os EUA encerrassem seu bloqueio”.”

Masoud Pezeshkian, presidente do Irã

Qeshm concentra posição estratégica

A ilha de Qeshm fica no Estreito de Ormuz, passagem que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Sua localização é relevante para a capacidade iraniana de acompanhar e influenciar o trânsito marítimo na região.

De acordo com as informações fornecidas, Qeshm está a cerca de 22 quilômetros de Bandar Abbas, cidade portuária iraniana. A proximidade reforça o peso geográfico da ilha para as operações no estreito.

Antes da guerra citada no material, a via marítima registrava a passagem de aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo por dia. O tráfego no Estreito de Ormuz permanece cerca de 90% abaixo dos níveis anteriores ao conflito.

Reunião em Omã discute tráfego

Altos diplomatas de países árabes do Golfo são esperados em Omã nesta segunda-feira (14) para conversar com o ministro das Relações Exteriores iraniano sobre a gestão da navegação no Estreito de Ormuz.

Enquanto o lado americano não aceitar todas as condições do Irã, o diálogo e a negociação não têm utilidade”.”

Ebrahim Azizi, chefe do comitê de segurança nacional do Parlamento iraniano

O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmail Baghaei, anunciou a expectativa de encontro no sábado (12). No entanto, o Bahrein declarou que não participará, e não houve confirmação sobre quais outros países estariam representados.

O Irã negocia há meses com Omã, que controla a margem oposta do estreito, um possível acordo para regular a circulação de embarcações. Ainda assim, autoridades iranianas reduziram as expectativas de avanço imediato nas tratativas.

Irã condiciona abertura da rota

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, vinculou a abertura da via marítima ao fim do bloqueio dos Estados Unidos aos portos do Irã. A declaração foi dada à emissora India Today TV no sábado.

Já Ebrahim Azizi, chefe do comitê de segurança nacional do Parlamento iraniano, afirmou em publicação na rede X que as negociações não terão utilidade enquanto os Estados Unidos não aceitarem as condições apresentadas por Teerã.

O material também relata ataques anteriores de forças dos Estados Unidos contra embarcações com bandeira iraniana no contexto do bloqueio aos portos do país. O governo americano não comentou o episódio relatado perto de Qeshm.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *