Os Estados Unidos negaram em 9 de setembro que dois navios da Marinha americana tenham sido atingidos por forças iranianas perto do Estreito de Ormuz. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) classificou como falsa a versão divulgada pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã.
A troca de acusações ocorre em meio a uma nova escalada militar na região, com relatos de ataques a embarcações, instalações de energia e alvos militares. Além disso, um incidente com uma embarcação inclinada foi comunicado nas proximidades de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
CENTCOM nega ataque a navios americanos
Em publicação nas redes sociais, o CENTCOM declarou que nenhum navio de guerra da Marinha dos Estados Unidos foi atingido. Segundo o comando, todas as tentativas de ataque atribuídas à Guarda Revolucionária Islâmica falharam.
A manifestação respondeu à alegação iraniana de que dois navios americanos teriam sofrido danos. O órgão militar dos EUA também atribuiu às forças americanas a destruição de dez petroleiros iranianos na semana anterior.
De acordo com o CENTCOM, essas embarcações integravam uma rede clandestina que financiaria a Guarda Revolucionária. A afirmação foi divulgada pelo próprio comando americano no contexto da disputa de versões sobre os confrontos marítimos.
Irã afirma ter atingido embarcações
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou ter atacado dois navios dos Estados Unidos e oito petroleiros. Segundo a corporação, a ação teria provocado danos extensos nas embarcações.
A versão iraniana apresentou os ataques como retaliação a ações americanas contra petroleiros iranianos na região. O relato menciona cinco embarcações iranianas como alvo dos Estados Unidos.
O material também informa que Teerã declarou ter lançado mísseis balísticos contra uma base usada por forças americanas na Jordânia. Assim, a tensão descrita não se limitou às águas próximas ao Estreito de Ormuz.
Incidente mobiliza alerta perto de Dubai
O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) informou que uma embarcação foi vista inclinada enquanto permanecia ancorada na costa de Dubai. A situação poderia indicar entrada de água, segundo a comunicação recebida de um comandante de petroleiro.
O UKMTO situou o incidente a 24 milhas náuticas, ou cerca de 44 quilômetros, a noroeste de Port Rashid, em Dubai. O episódio envolveu relato de um ataque com um projétil de origem não identificada.
A ocorrência foi registrada no mesmo dia em que Estados Unidos e Irã apresentaram versões opostas sobre ataques a embarcações. Dessa forma, o alerta marítimo acrescentou um ponto de atenção à movimentação naval na área.
Escalada pressiona mercado de energia
Segundo o relato, os Estados Unidos atacaram cinco petroleiros iranianos em 8 de setembro e afundaram um deles. A ação teria ocorrido após o lançamento de mísseis balísticos iranianos contra um navio de guerra americano.
Os ataques recentes romperam um período de relativa calmaria de um mês, conforme o material. Desde o fim de agosto, Estados Unidos e Irã passaram a atingir alvos militares, embarcações e instalações de energia.
Os confrontos dentro e ao redor do Estreito de Ormuz elevaram os preços do petróleo, segundo o relato. O Brent superou US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho, enquanto o preço médio do diesel no varejo americano ultrapassou US$ 5,94 por galão.
Ao mesmo tempo, o material cita a intensificação dos combates entre a Arábia Saudita e os houthis no Iêmen. Essa segunda frente amplia a pressão sobre o fornecimento global de energia a partir do Oriente Médio.


