Banco Central endurece regras para criptomoedas e mira carteiras autocustodiadas

Novas exigências entram em vigor em 1º de outubro e incluem reporte obrigatório ao Coaf para transferências a partir de US$ 10 mil.

Da
Redação
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O Banco Central implementou novas exigências regulatórias para aumentar o monitoramento sobre transações com ativos virtuais no país.
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O Banco Central anunciou ajustes na regulação da prestação de serviços com ativos virtuais e reforçou as regras de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo, ampliando o monitoramento sobre operações no setor.

As mudanças incluem novas exigências de envio de informações, prazos operacionais mais rígidos e a obrigatoriedade de comunicação de determinadas transações ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf.

A medida busca atualizar os mecanismos de controle diante da expansão acelerada do mercado digital brasileiro nos últimos anos.

Novas regras para carteiras autocustodiadas

A partir de 1° de outubro, data em que as novas regras vão entrar em vigor, o Banco Central passará a exigir reporte específico para transferências de ativos virtuais de valor igual ou superior a US$ 10 mil.

A obrigação se aplica a operações que envolvam carteiras autocustodiadas, aquelas em que o próprio usuário detém as chaves privadas e o controle direto dos recursos.

Segundo a autoridade monetária, a medida busca aumentar a capacidade de rastreamento de operações em situações que apresentam menor disponibilidade prévia de informações para monitoramento.

Monitoramento de câmbio em espécie

A normativa aprovada pelo Banco Central também passa a incluir novas exigências direcionadas às operações de câmbio realizadas com moeda estrangeira em espécie.

Essas transações passam a integrar formalmente as comunicações automáticas enviadas ao Coaf sempre que o valor movimentado for igual ou superior a US$ 10 mil.

A inclusão amplia o escopo de fiscalização sobre movimentações financeiras físicas que ocorrem no território nacional.

Exigências para prestadoras de serviços

No caso das prestadoras de serviços de ativos virtuais, conhecidas como PSAVs, o Banco Central determinou aperfeiçoamentos diretos no envio de dados para fins de supervisão e acompanhamento do mercado.

Também foi estabelecido um prazo operacional estrito para que as instituições encerrem qualquer tipo de relação comercial com entidades que não estejam devidamente autorizadas.

A determinação atinge empresas que operam sem o aval ou que não se encontram em processo regular de autorização junto à autoridade monetária.

Segurança e integridade financeira

De acordo com o Banco Central, as alterações normativas buscam fortalecer a segurança e a integridade sistêmica do mercado de ativos virtuais no país.

As diretrizes estabelecidas também pretendem aumentar de forma consistente a previsibilidade regulatória para todos os participantes que atuam legitimamente no setor.

A autarquia sustenta que as medidas permitem aprimorar o processamento das informações necessárias para as suas atividades contínuas de supervisão.

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