O combustível sustentável de aviação pode representar entre 5% e 10% do volume de combustível utilizado pela aviação no Brasil em 2030, segundo estimativa do Ministério de Minas e Energia. A projeção aponta um avanço expressivo para o setor na próxima década, impulsionado por novas diretrizes regulamentares e pela busca global por descarbonização.
Projeções para o mercado nacional
A estimativa foi detalhada pelo secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis da pasta, Renato Dutra. Segundo ele, o percentual exato dependerá diretamente da matéria-prima utilizada e da rota tecnológica escolhida para a fabricação do produto.
Em 2030, a meta prevista é de redução de emissões no setor aéreo, o que se traduz em volume conforme a tecnologia empregada. A expectativa oficial é que o biocombustível ganhe espaço relevante na matriz de transportes domésticos.
Potencial de exportação e matérias-primas
Além de atender à demanda interna, o país tem condições de produzir excedentes para exportação, auxiliando outras nações a cumprirem metas ambientais. A abundância de recursos naturais coloca o território nacional em posição estratégica global.
O mercado de SAF para o Brasil é uma vocação nacional que o país precisa aproveitar para ser um player internacional desse produto.”
Renato Dutra, secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis
Estudos da Empresa de Pesquisa Energética indicam que projetos comerciais anunciados podem gerar oferta significativa de biocombustível até o final da década. Diferentes rotas tecnológicas estão mapeadas para viabilizar esse crescimento produtivo.
Metas de redução e legislação
A regulamentação brasileira adota metas de redução de emissões em vez de fixar um percentual obrigatório de mistura direta. Pela Lei do Combustível do Futuro, os operadores aéreos devem reduzir as emissões nas operações domésticas de forma gradual.
O cronograma prevê início das obrigações nos próximos anos, avançando de forma progressiva até a década seguinte. A regulamentação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação definiu regras de certificação e comercialização.
Regulamentação e competitividade
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis atualizou normas de qualidade para alinhar o mercado brasileiro aos padrões internacionais. O aumento da escala produtiva é visto como essencial para reduzir custos operacionais.
Defensores da pauta apontam que mecanismos de incentivo e diferenciação tributária podem tornar o produto mais competitivo frente aos combustíveis fósseis. A transição energética busca garantir o abastecimento sem impactos excessivos aos consumidores.


