Coreia do Sul quer cortar petróleo do Oriente Médio a menos de 50% até 2035

Plano decenal busca baixar dependência de 70% para menos de 50%, blindando economia contra instabilidades geopolíticas.

Da
Redação
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Coreia do Sul busca diversificar fornecedores de energia para mitigar riscos geopolíticos nas importações.
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A Coreia do Sul planeja reduzir de forma acentuada a sua dependência de petróleo bruto importado do Oriente Médio, estabelecendo a meta de derrubar essa fatia de aproximadamente 70%, registrada em 2025, para menos de 50% até o ano de 2035. O anúncio foi oficializado pelo Ministério do Comércio, Indústria e Energia durante a sexta Reunião do Conselho de Segurança de Recursos, realizada nesta quarta-feira.

Governo aponta riscos no Estreito de Ormuz

A estratégia governamental busca diversificar fontes e rotas de suprimento energético para mitigar vulnerabilidades acentuadas por conflitos recentes na região. O governo sul-coreano apontou que crises prolongadas evidenciam ameaças severas às cadeias globais de suprimento.

Dados oficiais indicam que 61% das importações de petróleo do país passaram pelo Estreito de Ormuz em 2025. Interrupções nessa rota crucial colocam em risco direto a estabilidade industrial e o abastecimento interno da quarta maior economia da Ásia.

A administração pública reforça que a alta concentração de importações em uma única região geográfica vulnerável compromete a segurança energética de longo prazo. Por isso, novas diretrizes buscam parcerias comerciais alternativas em mercados distintos.

Metas rígidas limitam o gás natural

Além do petróleo bruto, o planejamento estratégico de longo prazo estabelece diretrizes rígidas para o setor de gás natural. A meta oficial anunciada pelo ministério é manter a participação do Oriente Médio abaixo de 30% nas importações sul-coreanas até o horizonte de 2035.

O plano decenal é o primeiro marco mestre institucional instituído sob a legislação voltada para a segurança de recursos nacionais. A iniciativa também contempla a escassez de matérias-primas essenciais para o setor petroquímico e industrial.

Especialistas em energia apontam que a restrição ao gás natural complementa a estratégia de proteção macroeconômica. A medida busca evitar gargalos simultâneos nas principais fontes de matriz energética do país asiático.

País prevê expandir reservas estratégicas

Para amortecer choques de oferta, o governo sul-coreano prevê ampliar a capacidade nacional de armazenamento de petróleo bruto em 20 milhões de barris até 2030. A medida serve como colchão de segurança contra volatilidades internacionais.

A ampliação das reservas físicas caminha junto com a expansão da lista de insumos críticos monitorados de perto pela administração pública. O objetivo é blindar as cadeias industriais voltadas para tecnologia e semicondutores contra eventuais embargos ou gargalos globais.

Autoridades do setor econômico ressaltam que o estoque ampliado garantirá tempo hábil para respostas governamentais em cenários de escassez severa. A infraestrutura de armazenamento receberá investimentos diretos do tesouro nos próximos anos.

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