SpaceX lança missão sigilosa para a Força Espacial dos EUA

Foguete Falcon 9 decolou da Base Espacial de Vandenberg, na Califórnia, e teve o primeiro estágio recuperado no Oceano Pacífico.

Da
Redação
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A SpaceX lançou a missão USSF-153 para a Força Espacial dos Estados Unidos a partir da Califórnia.
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A SpaceX lançou nesta quinta-feira (10) a missão USSF-153, destinada à Força Espacial dos Estados Unidos. O foguete Falcon 9 decolou da Base Espacial de Vandenberg, na Califórnia, às 12h43, no horário de Brasília.

A operação transporta cargas classificadas, por isso não há informações públicas sobre o equipamento embarcado nem sobre o destino final da missão. Após a decolagem, o primeiro estágio do Falcon 9 retornou e pousou em uma plataforma marítima no Oceano Pacífico.

Falcon 9 decola da Califórnia

O lançamento ocorreu a partir da Base Espacial de Vandenberg, instalação localizada na Califórnia e usada para missões espaciais dos Estados Unidos.

A SpaceX empregou um Falcon 9 na operação. O voo recebeu a designação USSF-153, vinculada à Força Espacial dos EUA.

A decolagem foi registrada às 12h43 no horário de Brasília. A empresa publicou imagens do momento em que o foguete deixou a plataforma de lançamento.

Missão sigilosa limita informações

A USSF-153 é uma missão classificada. Dessa forma, não foram divulgados detalhes sobre as cargas levadas ao espaço.

Também permanece sob sigilo o local exato para onde os equipamentos serão enviados. A cobertura da operação tinha previsão de se encerrar pouco depois da recuperação do primeiro estágio.

O site Space.com informou, com base em dados do NextSpaceflight, que a missão poderia levar satélites classificados para uma entidade do governo americano. Essa possibilidade não recebeu confirmação oficial.

Hipótese cita plataforma Starshield

Segundo a informação publicada pelo Space.com, uma das hipóteses era que os satélites usassem a plataforma Starshield, da SpaceX.

A análise mencionada pela publicação considera a localização prevista de zonas utilizadas pelos estágios do foguete. Essas áreas coincidiriam com trajetórias de lançamentos anteriores de satélites do Grupo 15 da Starlink.

A relação entre a USSF-153 e a plataforma Starshield, no entanto, segue como hipótese. A natureza das cargas transportadas não foi revelada.

Primeiro estágio pousa no Pacífico

Depois de se separar do segundo estágio, o propulsor utilizado no lançamento iniciou o retorno à Terra.

O primeiro estágio pousou às 12h52, no horário de Brasília, na plataforma marítima Of Course I Still Love You. A embarcação estava posicionada no Oceano Pacífico.

A recuperação do estágio ocorreu minutos após a decolagem. A SpaceX também divulgou imagens do pouso na plataforma.

Propulsor completa 27º voo

O primeiro estágio empregado na USSF-153 já havia realizado 26 voos antes desta missão. Com o lançamento, chegou à sua 27ª utilização.

Segundo as informações divulgadas, o propulsor participou de operações como Crew-7, CRS-29, PACE, EarthCARE, NROL-186 e TRACERS.

Além disso, o estágio foi usado em 16 lançamentos relacionados à rede Starlink. A reutilização de componentes é uma característica das operações do Falcon 9.

Segundo estágio teve trajetória diferente

O material também cita um episódio envolvendo outro componente de um Falcon 9 no mês anterior. Um segundo estágio colidiu com a Lua em 5 de agosto.

Esse estágio permanecia no espaço desde uma missão realizada em janeiro de 2025. A colisão criou uma cratera descrita como comparável à deixada por um meteoroide.

O caso envolveu um segundo estágio, componente diferente do propulsor recuperado após a USSF-153. Na missão lançada nesta quinta-feira, o estágio que retornou foi o primeiro.

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