Os irmãos Menendez foram autorizados a participar de uma audiência antecipada de avaliação para liberdade condicional na Califórnia. Erik e Lyle Menendez poderão comparecer diante de um painel em março de 2027, conforme registros do sistema penitenciário estadual.
A autorização não significa que os dois serão libertados. O Conselho de Audiências de Liberdade Condicional ainda avaliará os pedidos, e uma eventual recomendação favorável seguirá para decisão do governador da Califórnia, Gavin Newsom.
Irmãos Menendez terão audiência em 2027
As audiências estão provisoriamente previstas para março de 2027. O procedimento permitirá que um painel examine a elegibilidade dos irmãos para a liberdade condicional após a alteração de suas penas.
O conselho poderá rejeitar os pedidos ou recomendar a concessão da liberdade condicional. No segundo caso, a decisão será encaminhada ao governador, que ainda precisará analisar o resultado do processo.
Por isso, a marcação da audiência representa uma nova etapa judicial e penitenciária, mas não antecipa o desfecho. A soltura dependerá de decisões posteriores das autoridades estaduais.
Penas foram reduzidas após condenação
Erik e Lyle foram condenados, em 1996, à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelas mortes dos pais. Os assassinatos ocorreram em 1989, na sala de estar da residência da família em Beverly Hills.
Segundo o material divulgado, as penas foram reduzidas no ano passado para um período entre 50 anos e prisão perpétua. A mudança tornou os irmãos elegíveis para solicitar a liberdade condicional.
A elegibilidade, no entanto, não garante a concessão do benefício. O conselho continuará responsável por avaliar os pedidos antes de qualquer eventual decisão do governador.
Conselho já havia negado liberdade
Os irmãos tiveram a liberdade condicional negada por três anos no ano passado, de acordo com o texto que comunicou a nova autorização. A decisão anterior, portanto, não encerrou definitivamente a possibilidade de novos pedidos.
Com a redução das penas, o caso voltou a avançar dentro do sistema estadual. Agora, a previsão de uma audiência em março de 2027 abre uma nova oportunidade para que os dois apresentem seus pedidos a um painel.
A tramitação ainda está em desenvolvimento. Além da análise do conselho, qualquer recomendação favorável precisará passar pela autoridade máxima do governo estadual.
Família defende retorno dos irmãos
Em comunicado, a família afirmou que Erik e Lyle passaram décadas assumindo a responsabilidade pelos atos, enfrentando os abusos e traumas que, segundo os parentes, sofreram, além de se dedicarem a ajudar outras pessoas.
Os familiares também disseram ser gratos pela redução das penas e afirmaram que passaram a imaginar a possibilidade de os irmãos voltarem a participar da vida cotidiana da família.
O comunicado mencionou ainda a idade avançada e problemas graves de saúde enfrentados por integrantes mais idosos da família, entre eles as tias Joan, Terry e Marta. A manifestação, contudo, não altera as etapas formais que ainda precisam ser cumpridas no processo.


