A prisão do jornalista Mohamed Yousfi na Tunísia ocorreu na sexta-feira (4), quando ele se preparava para participar de um programa da rádio Express FM, segundo Zied Dabbar, presidente do sindicato dos jornalistas do país.
Yousfi é editor-chefe do site de jornalismo investigativo Al-Qatiba e tem feito críticas às políticas do presidente Kais Saied. Até o momento relatado, não havia explicação pública das autoridades para a detenção.
Polícia detém Yousfi antes de entrevista
De acordo com Dabbar, policiais prenderam Yousfi quando ele estava prestes a entrar na sede da Express FM para participar da programação da emissora.
Walid Ben Rhouma, apresentador que havia convidado o jornalista, afirmou que os agentes informaram que Yousfi seria levado para interrogatório.
No entanto, Ben Rhouma disse que a polícia não apresentou uma justificativa adicional para a medida. As autoridades tunisianas não estavam imediatamente disponíveis para comentar o caso.
Jornalista dirige site investigativo
Além de sua atuação como comentarista crítico do governo, Mohamed Yousfi ocupa o cargo de editor-chefe do Al-Qatiba, um site voltado ao jornalismo investigativo.
O material disponível não informa quais declarações ou publicações específicas de Yousfi antecederam sua prisão. Também não esclarece se ele seria formalmente acusado após o interrogatório mencionado pela rádio.
Por isso, a situação judicial do jornalista e o fundamento oficial da detenção permaneciam sem confirmação pública no momento do relato.
Saied ampliou poderes desde 2021
O episódio ocorre após uma série de mudanças institucionais conduzidas por Kais Saied. Em 2021, o presidente suspendeu o Parlamento tunisiano.
No ano seguinte, Saied dissolveu o Legislativo e passou a governar por decreto, segundo o contexto informado sobre o caso.
Essas decisões formam o cenário político em que Yousfi se tornou um crítico das políticas presidenciais. Ainda assim, o material não estabelece uma relação oficial entre suas críticas e a prisão.
Organizações alertam para restrições
Organizações de direitos humanos têm alertado para o que descrevem como tentativas crescentes de silenciar as vozes independentes que restam na Tunísia.
Críticos interpretam a detenção de Yousfi como parte desse ambiente de restrição a vozes dissidentes. Essa é uma avaliação atribuída aos críticos, e não uma explicação confirmada pelas autoridades.
Enquanto não houver manifestação oficial, seguem em aberto os motivos do interrogatório, a eventual imputação de crimes e os próximos passos no caso do jornalista.


