A eleição parlamentar na Suécia terminou neste domingo (13) com a centro-esquerda à frente por uma cadeira, segundo a apuração parcial da autoridade eleitoral. O bloco oposicionista aparece com 175 dos 349 assentos do Riksdag, enquanto a aliança governista de direita soma 174.
O resultado ainda não define quem formará o próximo governo. A contagem considerava 4.853 dos 6.312 distritos eleitorais, e os votos enviados do exterior ainda precisavam ser incorporados ao total.
Centro-esquerda abre vantagem mínima
O bloco de oposição liderado por Magdalena Andersson alcançou a maioria mínima projetada no parlamento sueco. A diferença de uma cadeira, no entanto, mantém a disputa em situação de empate técnico.
O Riksdag tem 349 assentos. Com 175 cadeiras, a centro-esquerda aparece ligeiramente acima da metade do parlamento, enquanto os partidos de direita ficam com 174.
A apuração parcial indica vantagem de apenas uma cadeira para a oposição de centro-esquerda.
Apuração ainda pode mudar
A autoridade eleitoral sueca havia contabilizado votos de 4.853 dos 6.312 distritos quando os números foram divulgados. Por isso, a distribuição projetada das cadeiras ainda pode sofrer alterações.
Se esse resultado se mantiver, teremos um novo governo”
Magdalena Andersson, líder do Partido Social-Democrata da Suécia
Além disso, os votos enviados do exterior ainda aguardavam contagem. Esse processo pode modificar a diferença entre os dois blocos e adiar a definição do vencedor.
Segundo a informação divulgada durante a noite eleitoral, a confirmação do resultado poderia levar alguns dias. A margem estreita exige que a contagem avance antes de uma conclusão definitiva.
Andersson reivindica possível mudança
Magdalena Andersson, líder do Partido Social-Democrata, afirmou durante um encontro da legenda que a oposição estava à frente. Ela vinculou a manutenção desse resultado à possibilidade de formação de um novo governo.
“”, disse Andersson durante o evento partidário.
A declaração foi feita enquanto a apuração ainda estava em andamento. Portanto, a líder social-democrata apresentou a formação de um novo governo como uma possibilidade condicionada à confirmação dos números.
Kristersson enfrenta disputa apertada
O bloco governista de direita é liderado pelo primeiro-ministro Ulf Kristersson. Na projeção parcial, a coalizão aparece com 174 cadeiras, uma a menos que a oposição.
A diferença reduzida mantém aberta a disputa pelo controle político do parlamento. Enquanto isso, os partidos aguardam a contagem dos distritos restantes e dos votos provenientes do exterior.
O próximo governo dependerá do resultado final da eleição e da capacidade dos blocos de alcançar apoio parlamentar. A apuração, porém, ainda não havia encerrado essa definição.


