Caiado promete indicar Raquel Dodge ao STF se vencer eleição

Candidato do PSD afirma que quer nomear quatro mulheres para a Corte; próximo presidente poderá escolher ao menos quatro ministros

Da
Redação
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Ronaldo Caiado afirmou que pretende indicar Raquel Dodge ao STF caso seja eleito presidente.Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (9) que indicará a ex-procuradora-geral da República Raquel Dodge para o Supremo Tribunal Federal (STF) se vencer a eleição.

Caiado também disse que pretende nomear quatro mulheres para a Corte. A próxima Presidência poderá fazer ao menos quatro indicações, considerando a vaga atualmente aberta e três aposentadorias previstas.

Caiado promete indicar Raquel Dodge ao STF

Ao anunciar a intenção, Caiado apresentou Dodge como sua primeira escolha para uma cadeira no Supremo. Segundo o candidato, a nomeação ocorreria no início de um eventual mandato presidencial.

A declaração relaciona a indicação à vaga disponível no tribunal. Além disso, o candidato associou a escolha à proposta de ampliar a presença feminina na Corte.

A indicação de ministros do STF depende da escolha do presidente da República. Portanto, a promessa de Caiado está condicionada a uma eventual vitória eleitoral.

Próximo presidente poderá indicar quatro ministros

O próximo presidente da República poderá indicar ao menos quatro integrantes do STF. Uma das vagas é a vacância atual mencionada por Caiado.

Outras três indicações poderão ocorrer com as aposentadorias de Luiz Fux, Cármen Lúcia e Gilmar Mendes. Dessa forma, o próximo governo terá participação relevante na renovação da composição da Corte.

Caiado afirmou que pretende preencher quatro vagas com mulheres. Raquel Dodge, segundo ele, seria a primeira nomeada em sua gestão.

Já disse que vou resolver colocando lá quatro mulheres. E disso aí, eu já vou indicar a primeira, está certo? A Raquel Dodge será a primeira nomeada para mim, que eu já tenho essa vaga para indicá-la no primeiro momento”

Ronaldo Caiado

Dodge iniciou carreira no Ministério Público Federal

Natural de Goiás, estado de Caiado, Raquel Dodge é formada em direito pela Universidade de Brasília. Ela ingressou no Ministério Público Federal (MPF) como procuradora da República em 1987.

Na formação acadêmica, concluiu mestrado pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Ao longo da carreira no MPF, participou de processos ligados à defesa dos direitos humanos.

Entre os temas de sua atuação estavam violações de direitos de povos indígenas e casos de trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. Esses processos marcaram sua trajetória antes de assumir a chefia da Procuradoria-Geral da República.

Procuradora coordenou operação no Distrito Federal

Em 2009, Dodge coordenou a Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. A investigação apurou um esquema de corrupção que envolvia o então governador do Distrito Federal José Roberto Arruda.

O episódio integrou sua atuação em casos de repercussão institucional. Posteriormente, ela assumiu o principal cargo do Ministério Público Federal.

Em 2017, o então presidente Michel Temer escolheu Dodge para substituir Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República. A indicação foi aprovada, e ela tomou posse em setembro daquele ano.

Ex-PGR deixou o cargo em 2019

Raquel Dodge foi a primeira mulher a comandar a Procuradoria-Geral da República. Durante os dois anos de mandato, pediu o prosseguimento das investigações sobre dinheiro encontrado em um bunker ligado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima.

Em 2018, ela pediu a prisão de José Yunes, ex-assessor de Temer, e de Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura no governo Dilma Rousseff. No mesmo período, apresentou denúncia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Em abril de 2019, Dodge pediu ao STF o arquivamento do inquérito das Fake News, aberto no mês anterior pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli. Cinco meses depois, deixou a PGR e foi sucedida por Augusto Aras, indicado pelo então presidente Jair Bolsonaro.

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