Presidenciáveis reagiram ou acompanharam, nesta terça-feira (15), a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O julgamento começou pela manhã.
Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) publicaram manifestações relacionadas à sessão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu atualizações a auxiliares, segundo apuração da CNN Brasil, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante) não tinham feito comentários oficiais sobre o que ocorreu no plenário até o fim da tarde.
Renan Santos critica impedimentos
Renan Santos comentou as decisões dos ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes de não participar do julgamento. Segundo o material, Toffoli se declarou suspeito, e Kassio Nunes, impedido de analisar os fatos.
Em publicação no X, o candidato do Missão associou os impedimentos ao debate sobre corrupção no STF. Além disso, afirmou que não quer cumprir o que classificou como ordens ilegais de ministros.
O candidato também divulgou um vídeo no qual avaliou o impedimento de Kassio Nunes e mencionou notícias sobre uma ligação entre o ministro e Vorcaro. Em outra publicação eleitoral, criticou o STF e fez referência a supostos negócios escusos.
Zema cobra divulgação de informações
Romeu Zema publicou uma série de vídeos com trechos do julgamento. Em um deles, dirigiu críticas ao ministro Alexandre de Moraes e defendeu que informações fossem abertas à análise pública.
Quem não deve não teme, Moraes.”
Romeu Zema, em publicação no X
O ex-governador de Minas Gerais também questionou Moraes em relação às acusações feitas contra o ministro André Mendonça. Conforme o material, Moraes disse ter provas de que Mendonça tentou influenciar delações premiadas para incluir seu nome entre os delatados.
André Mendonça respondeu que a acusação era uma mentira e declarou que trataria do tema no momento de seu voto. A troca de acusações entre ministros ocorreu durante uma sessão acompanhada por pré-candidatos e campanhas presidenciais.
Atos levam Zema à praça
Antes do julgamento, atos comandados por Zema reuniram manifestantes na Praça dos Três Poderes, nas proximidades da sede do Judiciário, em Brasília. Participantes entoaram gritos de “fora Lula” e “fora Moraes”.
No local, Zema defendeu que o país precisaria conquistar a “independência dos intocáveis”, em referência aos ministros do STF. Dessa forma, sua manifestação pública combinou a mobilização na capital com os vídeos publicados nas redes sociais.
A movimentação ocorreu antes da abertura dos trabalhos no Supremo. Depois, o candidato continuou repercutindo pontos da sessão por meio de recortes divulgados em seus perfis.
Caiado pede afastamento de Moraes
Ronaldo Caiado compartilhou vídeos que mencionavam atos praticados por Daniel Vorcaro e sugeriam a existência de uma “cortina de fumaça” na ação em análise no STF. As postagens não tratavam diretamente do que ocorria no plenário.
Minutos antes do início da sessão, o governador de Goiás afirmou no X que o caso representava um escândalo grave e defendeu o afastamento imediato de Alexandre de Moraes. A declaração expressa a posição de Caiado sobre o julgamento.
O candidato também criticou o que chamou de falta de decoro, senso público e liturgia no exercício do cargo. A manifestação se somou às reações de outros presidenciáveis, embora cada um tenha adotado linguagem e foco próprios.


