Candidatos ao Senado de São Paulo endurecem críticas ao STF em debate

Simone Tebet, Marina Silva, Ricardo Salles e outros concorrentes defenderam posições sobre impeachment de ministros e crise institucional

Da
Redação
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Debate entre candidatos ao Senado de São Paulo teve críticas ao STF e alianças em diferentes temas.
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Candidatos ao Senado de São Paulo endureceram as críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante debate realizado pela TV Bandeirantes na quarta-feira (9), em São Paulo. O encontro tratou de crise institucional, possíveis casos de corrupção na Corte e mecanismos de responsabilização de ministros.

Aliadas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) defenderam medidas contra ministros envolvidos em crimes de responsabilidade, embora tenham evitado citar nomes. Do outro lado, Ricardo Salles (Novo), Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) também apoiaram o impeachment, com críticas ao chamado centrão.

Candidatos defendem responsabilização no STF

Simone Tebet afirmou que o Senado deveria agir caso o STF não tomasse providências diante de possíveis casos de corrupção. A declaração ocorreu no bloco dedicado à crise institucional e à atuação da Corte.

A candidata também propôs que decisões monocráticas sejam submetidas ao plenário em até 48 horas, quando não forem tomadas de forma colegiada. Além disso, defendeu o fim da vitaliciedade dos mandatos de ministros.

Marina Silva, por sua vez, apoiou a cassação de ministros envolvidos em crimes de responsabilidade. Assim como Tebet, ela evitou direcionar as críticas a integrantes específicos do Supremo.

Discurso sobre impeachment aproxima adversários

André do Prado, candidato do PL e aliado de Flávio Bolsonaro, declarou que seria necessário ter coragem para levar adiante processos de impeachment de ministros do STF.

Se o STF não fizer nada, o Senado precisa fazer”

Simone Tebet

Ricardo Salles também defendeu a medida. Segundo ele, o centrão estaria represando pedidos de impeachment apresentados contra integrantes da Corte.

Guilherme Derrite, ex-secretário de Segurança Pública e candidato do PP, igualmente se posicionou a favor do impeachment de ministros do Supremo. Dessa forma, o tema reuniu candidatos de diferentes grupos políticos durante o debate.

Debate expõe alianças entre candidatos

Além das críticas ao STF, o encontro foi marcado por aproximações entre concorrentes. Simone Tebet e Marina Silva atuaram juntas na defesa do governo e de pautas como o fim da escala de trabalho 6×1.

Ricardo Salles e Guilherme Derrite, por outro lado, se uniram para criticar as candidatas identificadas com o governo. Os dois também lembraram que Tebet e Marina já haviam feito críticas a governos petistas e ao próprio Lula.

André do Prado foi atacado por Salles ao longo do debate. O candidato do Novo tentou associá-lo ao centrão e a posições favoráveis à esquerda.

Candidatos também formam parcerias temáticas

Soninha da Francine, ex-vereadora e candidata pelo Cidadania, e Geraldo Rufino, ativista do Podemos, formaram uma parceria em temas sociais durante o encontro.

As alianças pontuais apareceram ao lado das disputas entre os candidatos. Por isso, o debate combinou confrontos diretos, defesa de pautas de governo e convergências em assuntos específicos.

O STF concentrou parte significativa das discussões, mas os participantes também apresentaram posições sobre relações de trabalho, temas sociais e a atuação do governo federal.

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