Debate ao Senado em SP reúne embates sobre segurança e STF

Candidatos discutiram maioridade penal, regras para ministros do Supremo, jornada 6x1, saúde, tributação e concessões estaduais.

Da
Redação
A Redação do Jornal Maior reúne a produção jornalística do portal, com cobertura dos principais acontecimentos do Brasil e do mundo.
5 min leitura
Candidatos ao Senado por São Paulo discutiram segurança pública, STF e jornada de trabalho no primeiro debate.
Ouvir notícia
00:00 / 00:00

O primeiro debate entre candidatos ao Senado por São Paulo, realizado pela TV Bandeirantes na quarta-feira (10), reuniu divergências sobre segurança pública, maioridade penal e mudanças nas regras do Supremo Tribunal Federal (STF). Também entraram na discussão a escala 6×1, a saúde, a reforma tributária, concessões e população em situação de rua.

Participaram André do Prado (PL), Geraldo Rufino (Podemos), Guilherme Derrite (PP), Marina Silva (Rede), Ricardo Salles (Novo), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania). O formato alternou embates escolhidos pelos próprios candidatos com perguntas feitas por jornalistas.

Segurança domina o debate ao Senado em SP

A segurança pública pautou confrontos entre Simone Tebet e André do Prado, além de Guilherme Derrite e Ricardo Salles. Tebet defendeu prisão para criminosos e disse apoiar a responsabilização de jovens de 16 anos envolvidos em crimes graves.

A candidata também propôs que detentos estudem e trabalhem durante o cumprimento da pena. Segundo ela, a medida evitaria que presos disputassem vagas de trabalho com pessoas fora do sistema prisional. Tebet ainda pediu revisão do Projeto de Lei Antifacção.

André do Prado defendeu alterações na legislação penal, posicionou-se a favor da redução da maioridade penal e propôs mudar as regras de progressão de pena. Para ele, condenações longas devem ser cumpridas integralmente.

Já Derrite sustentou que jovens de 16 anos devem responder por seus atos se podem votar. Marina Silva contrapôs que adolescentes não devem receber o mesmo tratamento destinado a adultos envolvidos em crimes.

Candidatos propõem mudanças no STF

O debate também tratou da crise institucional no STF e de possíveis mudanças no funcionamento da Corte. Simone Tebet afirmou que o Senado deveria agir caso o Supremo não tomasse providências diante do cenário discutido no programa.

Marina Silva e André do Prado defenderam o exercício das prerrogativas do Senado em relação a ministros condenados. Marina afirmou que a Constituição prevê a possibilidade de cassação quando um ministro age ilegalmente.

Soninha Francine e Tebet defenderam alterações tanto no Judiciário quanto no Legislativo. As duas citaram a necessidade de novas regras para a escolha de ministros do STF, em meio às denúncias de corrupção mencionadas no debate.

Tebet disse ter votado pelo fim da vitaliciedade para ministros da Corte e por mudanças relacionadas a decisões monocráticas. Soninha propôs que magistrados de carreira participem da escolha e citou regras de compliance, incluindo limites para presentes e contratação de parentes.

Escala 6×1 divide os candidatos

Marina Silva e Simone Tebet se alinharam em defesa do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso. As duas rejeitaram a avaliação de que a mudança prejudicaria o desenvolvimento econômico.

Tebet mencionou um estudo que disse ter solicitado ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre os impactos da escala. Segundo a candidata, o efeito no agronegócio seria inferior a 1%, enquanto empresas com até nove funcionários poderiam precisar de apoio do governo.

Ricardo Salles se posicionou contra a proposta. Ele defendeu mais flexibilidade nas relações entre empregados e empregadores e classificou o debate sobre a jornada como eleitoreiro.

Em resposta, Tebet afirmou que o país não quebraria com o fim da escala 6×1. O tema expôs uma das diferenças mais claras entre os candidatos durante o encontro.

Outras propostas ampliam os confrontos

No primeiro bloco, Soninha Francine e Geraldo Rufino discutiram a população em situação de rua. Soninha defendeu atendimento de saúde para pessoas em vulnerabilidade que enfrentam dependência, enquanto Rufino propôs ampliar a geração de renda para esse público e para jovens das comunidades.

Em outro confronto, Tebet e Derrite falaram sobre saúde. O candidato destacou ações que atribuiu à sua atuação no estado, e a ex-ministra apresentou projetos que pretende defender.

A reforma tributária entrou em debate entre Derrite e Soninha. Ambos defenderam revisão do projeto com foco na redução de impostos; Soninha criticou a existência de diversas alíquotas e questionou a forma como foram definidas.

Sobre concessões privadas em São Paulo, Soninha afirmou que a concorrência estabelece um limite, pois o Estado continua como detentor do serviço. Rufino também apoiou as concessões e argumentou que o governo não tem condições de atender sozinho todas as necessidades da população.

WhatsAppFacebook
Share This Article
Nenhum comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *